sábado, 30 de dezembro de 2006

Feliz Ano Novo!

A todos os leitores e amigos que acompanham habitualmente (ou mesmo pouco habitualmente) o que por aqui se passa nestas páginas virtuais do ciberespaço quero deixar os meus votos de um Feliz e Próspero Ano de 2007, com muita saúde, paz e sucesso pessoal e profissional.

Os anseios, as expectativas e os desejos são muitos. O início de um novo ano é sempre visto como um marco para a realização de novos sonhos e desafios. Costuma-se mesmo dizer "Ano novo, vida nova". No entanto esta espécie de euforia,passados alguns dias, e estabelecida a rotina diária, esmorece.

É importante não deixar extinguir essa chama que nos leva a fazer aquelas promessas e aqueles desejos ao som das doze badaladas, entre uma taça de champanhe e doze passas. É necessário perceber que grande parte dos nossos desejos passam pela nossa própria força vontade. Não se conformar, não se resignar. Como li num artigo há algum tempo: voar como uma águia em vez de grasnar como um pato. Por outras palavras, os nosso desejos apenas passam pela vontade de fazer (a águia) em vez de ficar a lamentar-nos da nossa sorte (o pato).

Desejo-vos a todos tudo do bom e do melhor para o Ano que se aproxima, e espero poder contar com a vossas visitas e com as vossas opiniões.

Saddam enforcado

Afinal confirmou-se: o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein foi enforcado às 3 horas (hora de Lisboa), cumprindo-se assim a sentença proferida pelo tribunal que assim o condenou pela morte de perto de 150 xiitas nos anos 80.

Confesso que não que não nutria nenhuma consideração por esta figura, mas o facto é que a pena de morte não é, na minha opinião, uma via para a verdadeira punição dos crimes que se tenham cometido, independentemente da pessoa ou dos crimes que tenha cometido.

No caso particular do ex-ditador iraquiano, a sua morte pode ser mesmo contraproducente, levando a que ele possa ser elevado à "categoria" de mártir pelos seus apoiantes, relançando o fervor sobre a imagem do Saddam Hussein. Se esta preocupação não existisse então não se justifica o alerta máximo das tropas no Iraque.

Mas o absurdo de tudo isto vem, como já é (mau) hábito do presidente norte-americano George Bush. Ele afirmou que a execução de Saddam Hussein é "um marco importante no rumo seguido pelo Iraque no seu caminho em direcção à democracia". Deixa-me ver se eu percebi: para conseguir impor a democracia num país é preciso eliminar todos aqueles que se oponham. É impressão minha ou não era isso que o ex-ditador iraquiano fazia? Ele não eliminava todos aqueles que se opunham ao regime? Se assim é, em que difere a democracia (segundo Bush) do antigo regime ditatorial iraquiano?

Eu costumo dizer que a democracia até é um bom sistema político, pena é que meta pessoas que deturpam tudo.

Ainda sobre os combustíveis

Novamente Bandeira com a sua acidez habitual.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Ouca: Mudam-se os tempos...

Em Ouca, há bem pouco tempo, era comum ouvir dos "guardiões do templo" que as celebrações litúrgicas acompanhadas por instrumentos que não o órgão eram uma "palhaçada" (sic). Pelos vistos já não é assim...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Afinal para que serve a intervenção no Iraque?

A intervenção norte-americana no Iraque teve como sustento político a guerra contra o terrorismo. Passado 5 anos sobre os atentados do 11 de Setembro os militares americanos mortos no Iraque ultrapassaram vítimas deste atentado.

Para quê?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A vida está difícil...

...mesmo para o Pai Natal. Convenhamos que arranjar prendas para tantas crianças é oneroso e pode levar a medidas demasiado drásticas. Ou então trata-se de um ladrão que se aproveitou da quadra natalícia.


Faz-me lembrar uma rábula do Aldo Lima (pelo menos penso que é dele, senão for o caso digam-me): aqueles bonecos de Pai Natal que aparecem a escalar as janelas, varandas e chaminés, tão na moda nestes últimos anos, podem ser excelentes para camuflar um ladrão; basta vestir-se de Pai Natal, escalar a janela ou a varanda onde se pretende entrar e, se aparecer alguém, basta ficar quieto: caso seja visto hão-de pensar que se trata de um boneco.

Já la vai algum tempo...

...que não passo por estes lados. Fim de semestre lectivo, trabalhos, avaliações, actuações com o Coro Misto, ... enfim todo um conjunto de coisas que me manteve, mais uma vez, afastado do ciberespaço. Muita coisa se passou entretanto.

Centenário do Nascimento de Fernando Lopes-Graça. No passado domingo passaram cem anos sobre o nascimento de Fernando Lopes-Graça, possivelmente o maior compositor e musicólogo português do século XX. O meu contacto com Fernando Lopes-Graça aconteceu inicialmente com a sua obra coral, em particular com as suas harmonizações de músicas regionais portuguesas, e se estendeu para a sua restante obra. Aquando da minha passagem pelo Orfeon Académico de Coimbra, tive o privilégio de cantar "De Conimbrigae", uma composição de Lopes-Graça dedicada ao Orfeon. Ainda tive a oportunidade de conhece-lo fugazmente numa sua passagem pelo Teatro Gil Vicente.

A sua obra é de uma riqueza musical que merece ser (re)descoberta e urgentemente divulgada pelas novas gerações. Para além de alguns apontamentos noticiosos a destacar a efemeridade, assim como alguns documentários na televisão pública, não notei qualquer movimentação no sentido de lhe prestar uma homenagem digna da dimensão da sua obra, escapando eventualmente uma compilação de 10 CDs, organizada pela RDP. Concertos comemorativos ou outro tipo de eventos: nada. Pelo menos não dignos de destaque, ou se os houve não foram para além de Lisboa e Porto, sendo que a grandeza da obra de Lopes-Graça merecia uma maior expressão nacional. A melhor maneira de homenagear um músico é interpretar a sua obra.

Carolina Salgado. Um livro, cheio de verdades ou de mentiras, não é essa a questão, foi o suficiente para pôr a comunicação social e o país em autêntico alvoroço. O futebol nunca mais vai ser olhado da mesma maneira e, se o famigerado caso do "Apito Dourado" não terminar em julgamento para apurar a verdade, não penso que o futebol nacional recupere a credibilidade, pelo menos durante muito tempo. Entretanto não deixa de ser interessante observar como a mesma pessoa que era vista pelos adeptos do Porto como "a" senhora, depois das suas condutas contra o presidente do Benfica, agora seja vista, pelas mesmas pessoas, como sendo uma mera "garota de alterne", sem qualquer credibilidade.

Jorge Vasconcelos. Na minha opinião a pessoa da semana. Demonstrou uma hombridade e rectidão ao demitir-se de um cargo, cuja independência foi posta em causa depois da intromissão rocambolesca e atabalhoada do governo na história do aumento da energia eléctrica. A Entidade Reguladora do Sector Energético, presidida até a semana passada pelo Jorge Vasconcelos, foi ultrapassada em suas competências pelo governo, após este ter sido surpreendido pelo valor proposto pela ERSE para aumento da factura da electricidade em 2007. A demonstração de que este governo não gosta de críticas e apela à lei da rolha veio esta segunda-feira, quando rapidamente exonerou o presidente demissionário, evitando assim que este interviesse na Comissão Parlamentar para a Economia. O alarido foi de tal ordem, que o grupo parlamentar do PS (a mando do Primeiro-Ministro, quase certamente) parece que não se oporá a uma audição, mas só para Março, quando o assunto estiver para lá de frio... Lamentável.

Lei das Finanças Locais no Tribunal Constitucional. O Presidente Cavaco Silva enviou para apreciação do Tribunal Constitucional a Lei das Finanças Locais, uma apreciação solicitada com carácter de urgência. As dúvidas suscitadas por dois artigos desta lei, que se prendem com alterações legais sobre o IRS, levaram ao presidente solicitar esta apreciação. Até aqui não há nada a destacar; trata-se do Presidente da República no pleno desempenho das suas funções. O ridículo e o ultrajante da situação prende-se com a carta enviada pelo Primeiro-Ministro José Sócrates ao mesmo Tribunal Constitucional a dar mostras da importância que esta Lei tem para o país (leia-se "vontade do Partido Socialista"). Com esta carta foram enviados pareceres favoráveis a esta Lei, para poder dar assim uma maior amplitude aos argumentos apresentados.

Trata-se, sem dúvida alguma, de uma forma de pressionar os magistrados deste tribunal e que demonstra incerteza e insegurança nas hostes do governo. Sim, porque esta intervenção de "fiscalização preventiva", como Sócrates lhe chamou, foi uma iniciativa do governo, não partindo de qualquer pedido de esclarecimentos feito pelo Tribunal Constitucional. E já agora, uma vez que o governo pretendida fornecer mais dados para avaliação, porque não enviou também os pareceres negativos que também existem sobre esta lei?

Figura do ano 2006 da Times. Somos todos nós, os cibernautas.Todos aqueles que estão ligados à internet e que fazem de esta rede global de informação aquilo que é. A figura do ano sou eu, é quem está a ler este post, são todos os que estão, estiveram e estarão ligados a esta enormíssima autoestrada de informação. E a Times ainda justifica a decisão: "Não temos de justificar nada a ninguém". Assim mesmo. Não deixa no entanto de parecer mais uma saída airosa para evitar uma escolha mais comprometedora.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Extinção de Ofícios em Aveiro

Decididamente a conjectura económica não tem ajudado em nada aos pequenos comerciantes de áreas tradicionais. Primeiro a notícia da agricultura, agora a dificuldade de artesãos aveirenses.

Dificuldades económicas ditam extinção de alguns ofícios
Artesãos abandonam actividade

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Educação e Qualidades

"A educação desenvolve as qualidades, mas não as cria."

Voltaire

Arrependida de se arrepender

Não tarda nada a Carolina Salgado, escritora do momento, está a arrepender-se de se ter arrependido...

Bastonário da Ordem dos Advogados diz que não existe estatuto de "arrependido"

Coisas infinitas

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."

Albert Einstein

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Este homem não existe

Este homem simplesmente não existe. Desde a política nuclear para fins "civis", passando pelas suas afirmações sobre o "mito" do Holocausto e terminando nos seus votos de um fim rápido de Israel, tudo ajuda a manter aceso o rastilho do barril de pólvora que é o Médio Oriente.

Conferência no Irão sobre o Holocausto condenada de Paris a Washington

Presidente do Irão afirma que Israel "vai desaparecer em breve"

domingo, 10 de dezembro de 2006

Prendas de Natal

Chega-se a altura do Natal e surge sempre o mesmo problema: que prendas comprar. São inúmeras as sugestões e são também inúmeras as dúvidas. Uma das minhas preferências prende-se com presentes de carácter científico, e nesta área podem ser encontradas coisas interessantes. Tratam-se de prendas que podem servir para aguçar a curiosidade e o gosto pela ciência.

A exemplo disso, no Público online surgiu a seguinte notícia: Museus ligados à ciência apostam em prendas mágicas para o Natal. São apresentadas algumas das sugestões do Museu da Ciência e do Pavilhão do Conhecimento, sugestões que vão de chapeu-de-chuva de estrelas (que permite identificar as constelações) até foguetes que podem atingir 76 metros de altitude.

Um problema: os museus referenciados são em Lisboa. Mas fica a ideia.

Será que o Pai Natal existe?

Em 1990 foi publicado na Spy Magazine, uma revista satírica que deixou de circular em 1998, um artigo onde eram levantados entraves físicos que poderiam por em causa a existência do Pai Natal. Por outras palavras: fisicamente é impossível que o Pai Natal possa fazer a distribuição dos presentes na véspera de Natal.

Claro que se trata de um artigo de humor, e de uns anos a esta parte, com a explosão da internet, tem vindo a ser amplamente reproduzido e até mesmo divulgado por e-mail.

Acontece que (mais uma vez) recebi este texto por e-mail e, mesmo já o conhecendo, não consigo deixar de achar piada a algumas das passagens, tendo por isso resolvido colocá-lo no meu blog, aproveitando o espírito da quadra. Tendo recebido o texto em inglês, fiz uma tradução rápida, tendo apenas o cuidado de transcrever as unidades para o sistema internacional. Existem alguns dados que não estão de todo correctos, mas preferi manter as incorrecções do original. Nada que estrague o efeito pretendido. Ainda fiz um par de comentários, contidos em parêntesis rectos no texto.

O Pai Natal Existe?
Richard Waller
Spy Magazine, January 1990

1. Desconhece-se a existência de espécies de renas que possam voar. MAS existem 300.000 espécies de seres orgânicos ainda por classificar, e apesar de a maioria ser constituída por germes e insectos, isto não exclui COMPLETAMENTE a hipótese de encontrar uma rena voadora que apenas tenha sido vista até agora pelo Pai Natal.

2. Existem 2 mil milhões de crianças (pessoas com menos de 18 anos) no mundo
[estimativa feita em 1990]. MAS uma vez que o Pai Natal (aparentemente) não visita as crianças muçulmanas, hindus, judaicas e budistas, o trabalho é reduzido a 15% do valor total – 378 milhões de acordo com o Population Reference Bureau [www.prb.org]. Para uma média (a partir de censo) de 3,5 crianças por casa, obtém-se um total de 91,8 milhões de casas. Presume-se que exista pelo menos uma criança bem comportada por casa.

3. O Pai Natal tem 31 horas para trabalhar na véspera de Natal, graças aos diferentes fusos horários e à rotação da terra, assumindo que ele viaja de este para oeste (o que parece lógico). Isto estabelece-se 822,6 visitas por segundo. Ou seja, para cada casa cristã com uma criança bem comportada o Pai Natal tem um milésimo de segundo para estacionar, sair do trenó, descer a chaminé, encher as meias, distribuir as restantes prendas debaixo da árvore, comer o lanche que tiver sido deixado
[nos EUA a tradição manda deixar leite com bolachas para o Pai Natal], subir a chaminé, montar-se no trenó e deslocar-se para a seguinte casa. Assumindo que cada uma destas 108 milhões de paragens estão distribuídas uniformemente a volta da terra (o que claramente não é verdade mas para efeitos de cálculo vamos aceitar como aproximação), estamos a falar numa distância de 1,26 quilómetros entre cada casa, numa viajem total de 115,7 milhões de quilómetros, sem contar com as paragens que a maioria de nós tem de fazer pelo uma vez em 31 horas, mais a alimentação e etc. Isto significa que o trenó do Pai Natal se desloca a uma velocidade de 1050 quilómetros por segundo, ou seja 3000 vezes a velocidade do som. Para efeitos de comparação, o veículo mais rápido alguma vez construído pelo Homem, a sonda espacial Ulysses, desloca-se à vagarosa velocidade de 44,1 quilómetros por segundo – uma rena convencional pode correr, no máximo, a 24 quilómetros por hora.

4. O peso da carga do trenó acrescente outro elemento interessante. Assumindo que cada criança não recebe senão um conjunto médio de legos (850 gramas), a carga do trenó é de aproximadamente 321.300 toneladas, sem contar com o Pai Natal quem é descrito como sendo uma pessoa com excesso de peso. No solo, uma rena convencional não consegue puxar mais do que 150 kg. Mesmo garantindo que uma “rena voadora” (ver ponto 1) consiga puxar DEZ VEZES a carga normal, não será possível fazer o trabalho com oito ou mesmo com nove renas. Serão necessárias 214.200 renas. Isto aumentará o peso total – sem contar com o peso do trenó – para 353.430 toneladas. Mais uma vez, para comparação, este valor representa quatro vezes o peso do Queen Elizabeth.

5. 353000 toneladas a deslocar-se a uma velocidade de 1050 quilómetros por hora cria uma enorme resistência aerodinâmica, provocando o aquecimento das renas da mesma forma à verificada na reentrada de uma nave espacial na atmosfera. O primeiro par de renas absorvera 14,3 triliões
[143 seguido de 17 zeros!!] de Joules de energia. Por segundo. Cada. Em poucas palavras, as renas irão inflamar-se praticamente de forma instantânea, expondo as renas seguintes, e provocando uma explosão sónica ensurdecedora no arranque. A equipa inteira de renas será vaporizada em 4,26 milissegundos. O Pai Natal, entretanto, será sujeito a uma força centrífuga 17500,06 vezes superior à gravidade terrestre. Um pai Natal de 115kg (que seria ridiculamente magro) seria esmagado contra o banco do trenó por uma forma de quase 2000 toneladas.

Concluindo, se o Pai Natal ALGUMA VEZ entregou presentes na véspera de Natal, está morto agora.


P.S.: No seguimento deste artigo ainda surgiram cartas a a refutar alguns dos argumentos apresentados e existem ainda alguns artigos com personalidades científicas onde tentam, naturalmente com algum espírito de diversão, procurar "soluções físicas e tecnológicas" para contornar algumas das questões aqui apresentadas. Tudo para garantir que, afinal, o Pai Natal existe.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Ministro no Concelho de Vagos

O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, estará hoje às 16h00 em Santa Catarina para a inauguração do CASDSC - Complexo Social da Comissão de Apoio e Desenvolvimento de Santa Catarina.

Mais detalhes:
Inauguração com lar a funcionar (JN)

Sinais dos tempos

As contestações ao governo socialista atingiram tal proporções que as greves e as manifestações começaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. A prova disso está no site do Público online: lá podemos encontrar uma pequena caixa com o título "Informação sobre greves" onde podemos obter dados sobre as próximas greves, informações que incluem empresas envolvidas, data e horas a que as greves decorrem! No momento em que escrevo este post pode-se ler a seguinte informação:

Metro de Lisboa
Data: 19 de Dezembro, 9 e 11 de Janeiro
Horário: 06h30–11h30

Ou seja, as greves são tão frequentes e tão comuns que já são incluídas nos órgãos do comunicação social como se de o horário de um comboio se tratasse.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

A única preocupação são os euros

Decididamente este governo deixou-se ficar com umas palas nos olhos e não consegue ver nada para além do controlo do défice, independentemente do impacto que as medidas para consolidar as contas públicas possam ter na nossa sociedade.

A última vem novamente da educação: O Ministério da Educação deu ordens para que se deixassem de pagar as gratificações aos docentes que asseguram a orientação dos estágios pedagógicos. Justificação: deixou de "ter previsão ou habilitação legal que sustente a sua atribuição". Esta leitura legal pende-se com um decreto lei de Julho de 2005 no qual o Governo eliminou o pagamento de qualquer retribuição aos alunos estagiários. Ora deixa ver... uma vez que esta remuneração adicional se trata de um incentivo (ou contrapartida) para que os docentes aceitem trabalho para além das suas competências devidas - e estamos a falar de uma gratificação de 84.34 euros - e por que existe um decreto que estipula que os alunos estagiários não podem receber dinheiro, os seus orientadores também não podem?! Sendo um serviço que é prestado pelos docentes, não deveria ser pago?! Se existe esta lacuna lega, não poderia ser corrigida?! Mas nããããoooo... é mais fácil deixar de pagar para assim poupar mais uns trocados.

É este o investimento que o estado faz na educação. É esta a política educacional à qual o PS nos tem estado a habituar: o total desinvestimento no ensino.

E depois vêm a falar de apostas tecnológicas.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Profissão em extinção

O reflexo de que a terra é cada vez menos apelativa:

Desapareceram mais de 90 mil explorações agrícolas em Portugal

Má ideia

"Resumindo:
No início, o universo foi criado.
Isso deixou muita gente furiosa e foi encarado de forma mais ou menos generalizada como tendo sido uma má ideia."

Douglas Adams, in "O Restaurante no Fim do Universo"

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Ensino experimental das ciências

Ora aí está uma medida à qual eu bato palmas!

Ensino experimental das ciências poderá ser obrigatório no básico

Só falta saber agora se é mais uma medida daquelas que apenas se tomam para fazer anuncios públicos bonitos, não passando por isso do papel, ou se as escolas irão ser de facto dotadas com os meios necessários para poder tornar o ensino experimental possível.

As "Chávez" para a presidência

Quer se goste, quer não se goste, Hugo Chávez estará a frente dos destinos da República Bolivariana da Venezuela. Para mim será sempre simplesmente Venezuela, com uma bandeira tricolor ostentando 7 estrelas e com um brasão onde o cavalo corre para a direita e a olha para a esquerda.

Apesar as eleições de domingo passado terem sido consideradas democráticas, e terem decorrido sem incidentes, não posso deixar de estar desiludido com o resultado. A Venezuela foi, e continuará a ser, um país sem soluções políticas e económicas, completamente manietada pelos desvarios ditos "socialistas" e "bolivarianas" que não passam do culto idólatra à figura do presidente.

Uma população pobre e de baixa instrução, facilmente manipulada pelas migalhas que lhes são atiradas em vésperas das eleições é o único motivo que percebo para que Chávez tenha ultrapassado a fasquia dos 60%, garantindo-lhe mais um mandato de seis anos. Sem querer ofender ninguém, há uma imagem que não me tem saído da cabeça: um cão abandonado ao qual damos um osso, ganhando-lhe assim a sua fidelidade. É esta a imagem que tenho da grande massa que terá dado a Hugo Chávez a vitória de domingo passado.

Confesso que tenho acompanhado os destinos da Venezuela ao longe, limitado pela informações que ainda leio em alguns jornais online (El Universal, El Mundo, El Nacional) e sinceramente espero poder olhar para este post daqui a algum tempo e concluir que afinal estava enganado, mas sinceramente não acredito neste presidente, não acredito na sua política de antagonismo barato (anti-imperialista, diz ele), e muito menos lhe reconheço a capacidade de melhorar a economia da Venezuela.

A ver vamos...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Projecto Vocal

O II Concerto de São de São Martinho, promovido pela ARCO - Associação Recreativa e Cultural de Ouca, foi, pelo segundo ano consecutivo, um evento que teve uma significativa adesão por parte do público. A sala cheia, com pessoas de pé pelo simples facto de que as cadeiras estavam todas ocupadas é prova disso.

O Concerto caracterizou-se por uma qualidade de interpretação dos grupos que fizeram parte do programa: O Grupo Coral da JOBRA (Branca), O Orfeão do Paraíso Social (Aguada de Baixo), o Projecto Vocal e, claro, o Coro Misto da ARCO, grupo do qual sou responsável pela sua direcção musical.

No entanto, na minha opinião, houve um grupo que se destacou pela sua singularidade, uma vez que não era um grupo coral mas sim um sexteto. Bem, teoricamente é um sexteto, mas infelizmente o tenor do grupo esteve impossibilitado de estar presente pelo que, em Ouca, tivemos a actuação de um "sexteto de cinco".

O Projecto Vocal é um grupo que segue a linha do pequenos agrupamentos de vozes a capela que apresentou em Ouca um reportório fundamentalmente pop, tendo-me particularmente agradado, e se atendermos à reacção do público, eu não terei sido o único a ter gostado. Para quem não tenha tido a oportunidade de assitir em Ouca, o Projecto Vocal tem um blog onde podem consultar as datas das apresentações, assim como ouvir algumas das interpretações por eles feitas. Vale a pena.

Vozes equilibradas, uma excelente presença em palco, trata-se de um grupo que consegue transmitir jovialidade e boa disposição, garantes de um espectáculo bem passado e de qualidade. Penso que se trata de um grupo com todos os ingredientes para atingir metas distantes.

Aproveito para lhes enviar um abraço e desejar-lhes todas as felicidades.

A não perder de vista!

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Contrário de Fé

"Pergunta: qual é o contrário de fé?
Não é a descrença. Demasiado definitiva, segura, fechada. Ela própria uma espécie de fé.
A dúvida."

Salman Rushdie, in "Os versículos Satânicos"

Justificações

"Desde o princípio que os homens se serviram de Deus para justificar o injustificável"

Salman Rushdie, in "Os Versículos Satânicos"

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Religiões

"As religiões, todas elas, por mais voltas que lhes dermos, não têm outra justificação para existir que não seja a morte, precisam dela como do pão para a boca."

domingo, 26 de novembro de 2006

Mário Cesariny, 1923-2006

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

Ementa da Consoada


Talvez será melhor considerar usar peru na ceia da consoada em vez do "fiel amigo"

Bacalhau em extinção apesar de 14 anos de pesca interdita (DN)

sábado, 25 de novembro de 2006

Pérola

Não posso terminar esta sequência de posts sem referir uma pérola que encontrei na Loja e que retrata, com algum humor, o sentimento de pessimismo que o nosso país atravessa. Cá vai:

"(...) hoje ouvi um maduro na rádio a dizer que estas chuvas provocam o aparecimento de vegetação que, quando chegar o verão, vai ficar seca e ajudar ao aparecimento de incêndios. Está assim fechado um ciclo. O raciocínio deu uma volta completa. Começou uma nova era na choradeira e pessimismo nacional. Depois disto nada mais será como dantes: em Portugal, a chuva provoca incêndios."

"Tá muito escuro"

Vontade para reunir não faltava, não fosse o apagão que se fez sentir sobre uma grande área do concelho de Vagos. A Assembleia Municipal reuniu hoje, teve quórum para iniciar os trabalhos, iniciou os trabalhos e a primeira acção foi... marcar nova reunião na segunda-feira às 20h00.

De facto à hora em que a Assembleia Municipal reuniu já não havia nenhuma luz natural que permitisse o normal funcionamento da Assembleia, já para não falar no facto de não se poder contar com o equipamento de áudio, tão importante durante os trabalhos.

Assim, e depois de uma verificação das presenças dos deputados, feita de uma forma "romântica", leia-se à luz de algumas velas que foram disponibilizadas, a Assembleia deliberou reunir no dia 27 de Novembro, às 20h00, esperando que desta vez haja mais do que umas velas a iluminar o Salão Nobre da Câmara Municipal.

Ainda sobre a Festa da Música no CCB

O fim anunciado da Festa da Música já começou a fazer ondas no ciberespaço. A mais recente é (mais) uma petição online contra o fim da Festa da Música. No texto de esta petição, que está disponível aqui para quem quiser assinar, pode-se ler:

Enquanto feitos do mesmo barro do mais comum dos cidadãos, sentimos o apelo de assinar de algum modo a nossa revolta pelo fim da Festa da Música.

Não pertencemos a nenhuma nomenclatura, não somos culturocratas e nem temos interesses no ramo.

A declaração dos nossos interesses é a nossa muito antiga paixão pela música, pela grande música, e de termos sido há 6 anos atingidos pelo Cupido da Festa da Música.

Nem sequer nos move a intenção de fazer a Ministra Isabel Pires de Lima retroceder nas suas muito pouco compreensíveis prioridades, e menos ainda de pressionar o Presidente do CCB a arranjar alternativas de financiamento da Festa da Música, como seria expectável que o fizesse e conseguisse.

Não temos essa ilusão.

Apenas protestamos, porque somos portugueses e temos muita pena de ver o país desperdiçar tão grandes oportunidades.

A Festa da Música, com tão grandes repercussões ao nível da democratização da audição de música clássica, formação de novos públicos e enorme atracção nas mais tenras idades, oportunidade a novos instrumentistas e grupos portugueses de atingirem e se darem a conhecer no mercado global, etc., era por tudo isso, ao contrário do que foi divulgado pelo Ministério da Cultura, uma realização muito pouco dispendiosa.

A Festa da Música, evento singular e único, que arrasta multidões para a música clássica como se de concertos dos Rolling Stones e U2 se tratasse, estava presente apenas em Nantes (a “mãe” da Festa), Lisboa, Bilbao e Tóquio.

Muitas outras cidades a nível mundial e com muito menos necessidades do que o nosso País, têm nos últimos anos, sem sucesso, cobiçado este extraordinário evento, que Portugal acaba, com a maior das leviandades e ligeireza, de dispensar.

Nunca digas nunca

Para quem disse no Fórum da TSF que não fazia sentido que numa SCUT houvessem uns lanços gratuitos e outros pagos, determinados em função dos índices de desenvolvimento dos concelhos que a SCUT atravessasse, parece que começou a engolir algumas palavras.

Fico curioso em saber como o Ministro Mário Lino irá tratar o concelho de Vagos. Será que a "fabulosa" verba de 5.000 euros previstos no PIDDAC é um sinal de que Vagos é um concelho tudo menos carente, pelo que não se justifica uma A17 de borla para os vaguenses?

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

CCB: Festa da música 2007

Mais um cartoon do Bandeira:

"Faz o que eu digo..."

Independentemente das razões que assistem ou não os militares que hoje promovem o denominado "Passeio do descontentamento", e independentemente do quadro legal em que esta iniciativa está a ser preparada, acho muito interessante a maneira como José Sócrates veio a público manifestar-se contra a participação de militares nesta iniciativa.

«As manifestações ilegais não devem realizar-se em Portugal. Neste país, toda a gente tem o direito de se manifestar, desde que o faça em respeito pela lei». Tudo bem. Concordo. Desde que o governo e o estado sejam os primeiros a dar o exemplo em matéria de cumprimento da lei, acho muito bem que todos cuidem em respeitá-la. A minha pergunta agora é: e o governo cumpre? O governo cumpre com os seus deveres? O governo paga a quem deve?

Não quero com isto disser que se uns não cumprem então eu também não devo cumprir, levando a nossa sociedade a uma anarquia em que os direitos e a liberdade de cada um são atropelados pelos desejos e os actos dos outros. Mas apelar a legalidade quando sobre o próprio estado paira uma aura de "não cumpridor" soa a hipócrita, em particular para um governo que nas últimas semanas tem sido assaltado por uma série quase infindável de protestos, parendo deste modo estar mais preocupado em evitar outra manifestação de descontentamento.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Tele-lixo

A contra-programação consiste naquela prática sistemática seguida pelos canais de televisão, em particular os generalistas de sinal aberto, de alteração, com pouquíssimo tempo de aviso aos telespectadores, dos horários da programação televisiva, feita em função da programação do(s) outro(s) canal(is) para tentar alterar o rumo das audiências, uma prática da qual a TVI e a SIC muito nos têm habituado.

Para evitar este tipo de prática na (falta de) estruturação da programação, o governo pretende, segundo a anteproposta de Lei da Televisão, que as televisões informem o telespectador das alterações à grelha de programação com 48 horas de antecedência (!), exceptuando casos devidamente fundamentados. A violação desta imposição pode dar multa até um valor de 37.500 euros.

Não posso disser que concorde com esta medida uma vez que me parece que o governo se está a imiscuir de forma contundente na gestão de entidades privadas, mesmo sendo nobre a ideia que está por detrás deste anteprojecto de lei.

O facto que me leva, no entanto, a escrever este post é ter reparado que apenas se tenha manifestado contra esta medida um dos canais que mais segue esta prática abusiva de desrespeito com o telespectador, canal que deixar flutuar a programação da grelha de programas ao sabor do que a concorrência vai fazendo (não quero com isto dizer que os outros são inocentes !).

Não que isto seja um assunto que me chateie. Há muito que desisti de ver alguma série televisiva que me agrade no horário oferecido, séries de qualidade que são muito maltratadas pela nossa televisão, em detrimento das novelas, sejam portuguesas ou brasileiras, que se prolongam num "horário nobre" que se extende até perto da meia-noite. Se quiser ver alguma coisa que me interesse - filme ou série - é só programar o vídeo e ver quando houver oportunidade.

Em todo caso "Contacto", de Carl Sagan, e "Alexandra Alpha", de José Cardoso Pires, têm feito companhia nestas últimas noites. Muito mais interessante...

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

E já lá vai meio ano

Atingiu-se hoje um pequeníssimo marco histórico na curta vida deste blog, ao completar hoje meio ano de intervenções regulares neste lugar do ciberespaço.

Críticas, opiniões, textos soltos,... este espaço tem servido como uma espécio de "quadro de cortiça" onde vou afixando pequenos textos sobre os mais diversos assuntos que se cruzam comigo no meu dia a dia.

A todos os que me têm acompanhado, e são actualmente um pequeno número consideravel, o meu muito obrigado.

Queria dar também um agradecimento particular e especial aos colegas dos blogs Duro de Ouvido (obrigado Rui!), VagosOnLine e Vagos por terem servido de "porta de entrada" para algumas das pessoas que me têm visitado.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

"Uma perspectiva fresca"

É pena que depois do grande desaire republicano que foram as eleições intercalares para o Congresso dos Estados Unidos, George W. Bush tenha demitido o seu Secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, justificando que era tempo de apresentar "uma perspectiva fresca" para a guerra .

Eu iria mais longe: devia era mandar-se este presidente embora porque é necesária uma "perspectiva fresca" na presidência dos EUA.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

II Concerto de São Martinho

Bem, permitam-me utilizar este espaço para fazer a divulgação de um evento que me é muito querido devido à minha paixão pela música coral e, em particular, pelo projecto do Coro Misto da ARCO.

No próximo dia 18 de Novembro, às 20h30, terá início o II Concerto de São Martinho.

A edição deste ano contará com os seguinte grupos corais:

- Coro Misto da Associação Recreativa e Cultural de Ouca


- Orfeão do Paraíso Social


- Grupo Coral da JOBRA

- Projecto Vocal

A segunda parte do concerto contará com a músicas e a boa disposição do Padre Borga, um repetente nesta iniciativa.

Esperamos poder contar com a vossa presença no dia 18 de Novembro, às 20h30, no Salão da Casa do Povo de Ouca.

domingo, 5 de novembro de 2006

Fundamentalmente pessoas

"A maior parte dos grandes triunfos e das grandes tragédias da História se deve, não só ao facto de as pessoas serem fundamentalmente boas ou fundamentalmente más, mas sim ao facto de serem fundamentalmente pessoas"

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Notas de Euro debaixo de ataque?

A Reuters noticia hoje um caso que começou em Junho e que apenas parecia ser um situação isolada de uma nota entregue num banco da capital alemã, nota que literalmente se desfazia nas mãos da pessoa que a transportava.

O certo é que começaram a aparecer em diversas cidades alemãs mais notas no mesmo estado, tendo sido contabilizadas mais de mil, entre notas de 5 a 100 euros, situação que está a ser já investigada pela polícia.

Testes demonstraram que as notas foram contaminadas com ácido, o que terá provocado a sua forte deterioração. Na TSF era noticiado ainda que se trataria de acido sulfúrico e que as notas poderiam ter sido pulverizadas com um sulfato que, em contacto com água (por exemplo, suor), pode formar o ácido que danificou as notas, ficando por explicar se as notas assim tratadas não terão provocado lesões na pele das pessoas que as manusearam.

Dano não-intencional ou propositado? Se se verificar a última hipótese, estaremos perante um atentado terrorista, um ataque à moeda única ou o desvairo de alguém com muito tempo nas mãos e nada para fazer? É esta a pergunta que a polícia se coloca. Entretanto o Banco Central alemão acredita que não se trata de qualquer tipo de atentado.

Para já fica apenas a marca inusitada deste caso.

Imensidão

"O universo é um sítio assombrosamente grande e este é um facto que a maior parte das pessoas ignora para bem da quietude das suas vidas."

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Sabedoria do Homem

"A maior sabedoria do homem ainda continua a ser contentar-se com o que tem, enquanto não inventa melhor"

terça-feira, 31 de outubro de 2006

TENHAM MEDO! TENHAM MUITO MEDO!!

TENHAM MEDO! TENHAM MUITO MEDO!!

O Halloween está aí! Uma tradição que nada tinha a ver com a nossa cultura de fortes raízes cristãs, acabou por se deixar contagiar pela singularidade que este evento tem do outro lado do Atlântico, emaranhada na cultura pop americana.

O curioso é que o Halloween é uma tradição que tem origem em celebrações pagãs dos povos celtas. O nome deve-se a uma evolução da expressão "All Hallow Eve", que é como quem diz, véspera do Dia de Todos os Santos. Há quem defenda que a designação Halloween venha antes da expressão "Hallow Evening".

O que começou por ser em Portugal uma demonstração tímida desta tradição, é actualmente mais um "mercado", explorado particularmente pelos industriais da noite, ou não seria esta a noite das bruxas, como só nós chamamos a esta noite.

Uma das imagens de marca da noite de Halloween são as famosas abóboras esculpidas e que no seu interior têm uma vela. Diz a lenda que Jack, por lhe ter sido vedado o acesso ao Paraíso e ao Inferno (neste último por ter enganado o Diabo!), foi condenado a vaguear pelo mundo dos mortos, tendo esculpido uma lanterna num nabo. Sim, num nabo! A abóbora apareceu depois porque nos Estados Unidos da América este último era muito mais abundante (e convenhamos, mais fácil de esculpir). Eu próprio gosto de fazer uma pequena obra de arte neste dia. E é já a seguir...

Finalmente, e para acabar a condizer com o dia, Yo no creo en Brujas... pero de que las hay, las hay!

segunda-feira, 30 de outubro de 2006