sexta-feira, 30 de junho de 2006

I Semana Luso-Latina

A partir de uma iniciativa da Junta de Freguesia de Ouca, com os apoios da Câmara Municipal de Vagos e da Caixa de Crédito Agrícola, começa no próximo dia 1 de Julho a I Semana Luso-Latina, que decorrerá até próximo domingo 9 de Julho.

Trata-se de uma semana de animação e tasquinhas, estas exploradas pelas colectividades da freguesia de Ouca, que servirá para animar as próximas noites de verão no recinto da Casa do Povo de Ouca.

Logo no primeiro dia, 1 de Julho, sobe ao palco o grupo de teatro "Os Rouxinois" de Anadia, trazendo o teatro de revista "A Vida Passa-se a Rir". "Os Rouxinois" é um grupo de teatro com quase 60 anos de existência com inúmeras representações no país e no estrangeiro e que vem a Ouca apresentar um bom espectáculo de quase duas horas de revista à portuguesa.

Os próximos dias passam-se com animação musical a cargo de grupos musicais da freguesia ou que contam com a participação de elementos da nossa freguesia: StressLess, Ricardo Silva, Tonecas, 4Ever,VozesduBar e Três Tons. No sábado haverá um espectáculo de música mexicana com El Cindo.

Para além da música haverá outras opções, como sendo o grupo de Tambores da ARCO, com apresentação de alguns sons típico da Venezuela. Os mais pequeninos - os Teatraquinas - subirão ao palco para apresentar "Nosso Mar, Nosso Povo" e haverão danças venezuelanas, numa demosntração do grupo de danças "Viva Venezuela". Para fechar, no domingo 9 de Julho, o Rancho Folclórico da ARCO e o seu Rancho Infantil estarão presentes para fazer parte da ligação lusa desta semana. Outras demonstrações, como Body Combat assim como Capoeira, estão agendadas.

Finalmente, e porque tudo isto se requer bem acompanhado, estarão abertas as tasquinhas onde poderão ser encontradas inúmeras iguarias para deleitar o palato, e assim garantir uma semana diferente em Ouca.

Basta clicar aqui ou na imagem do programa acima para poder ler com mais detalhe e passar por cá para passar um bom bocado.

IRS

Uma das notícias em destaque no início do dia de hoje era o relatório elaborado por um grupo de fiscalistas que sugerem o fim da dedução no IRS das despesas com a educação, inserido num conjunto de medidas para a simplificação das leis fiscais.

Segundo este grupo de fiscalistas, e citando a referida notícia, "os impostos não são o meio mais adequado para se prosseguirem políticas sociais e redistributivas, o que os fez recomendar ao Governo que faça opções selectivas, concedendo apenas incentivos a despesas de saúde ou poupanças destinadas à reforma".

É verdade que se trata apenas de um documento de trabalho e que nada está decidido. Espero, no entanto, que haja o discernimento para que tais medidas não sejam adoptadas, maltratando ainda mais a educação no nosso país. Esta dedução a colecta, para além de ser uma política social reditributiva, é também como uma forma de incentivo à educação, que não pode, de modo algum, ser posto de lado.

No entanto, se for entendido seguir as recomendações deste relatório, então que estas medidas sejam acompanhadas de outras iniciativas que permitam um melhor e mais fácil acesso a educação, incentivando a uma melhor preparação dos portugueses, a bem da tão apregoada competitividade que tanto tem dado que falar.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Portugal Mais Digital (?)

Nesta última semana tivemos a oportunidade de observar o governo a fazer aquilo que mais gosta: espectáculo mediático. Desta vez o show-off do Primeiro-ministro foi em torno da ligação da última central telefónica que garante assim a cobertura nacional da tão badalada banda larga. O pelo menos dizem que cobre.

Na terça-feira passada era também apresentado, com pompa e circunstância, o ViaCTT, um serviço dos CTT que disponibiliza uma caixa de correio electrónico a particulares e empresas. Um serviço que se diz seguro e disponível para todos os portugueses, nas palavras dos nossos governantes.

Por um lado existem inúmeras queixas de que a banda larga, ou ADSL, não chega de facto a todos, pelo que a apregoada cobertura de 100% deixa dúvidas em muitas pessoas.

Por outro lado, o serviço ViaCTT, que inicialmente foi anunciado como um meio de aproximar todos os cidadãos à sociedade de comunicação, afinal ficará apenas disponibilizado para aqueles que já têm acesso à Internet desde casa. Ou seja, tudo na mesma. Algures no futuro haverá computadores nos correios para que o cidadão comum possa lá aceder a sua caixa de correio.

Mais uma vez, o governo se preocupou com fazer elaborados anúncios e descuidou os verdadeiros princípios que os serviços apresentados deveriam assegurar.

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Já Corre Água

Há sensivelmente cinco, seis anos atrás, durante a fase final do mandato do Carlos Bento na Câmara Municipal de Vagos, apareceram uma série de sinais de trânsito que indicavam o percurso a seguir para chegar até as azenhas de Ouca. Quem viesse pela Estrada Nacional 109 já encontrava essa indicação, e todo o caminho estava devidamente assinalado. Pena é que, ao chegar a Ouca, mais precisamente ao chegar à fonte, o caminho terminava abruptamente aí. Não havia forma de chegar as azenhas. Os caminhos estavam completamente obstruídos e, ainda por cima, a água não chegava às ditas azenhas.

Estes sinais rodoviários, assim como os responsáveis pela decisão de aí os colocar, foram alvo da ira daqueles que foram levados até esse “beco sem saída” e, de modo geral, alvo de chacota por parte da população.

Na passada terça-feira a Junta de Freguesia de Ouca tratou da limpeza da vala hidráulica e desimpediu o acesso a azenha. Segundo alguns moradores, há 15 anos que a água ali não chegava, mas eu sou de opinião que terá menos tempo. Em todo caso, trata-se de um serviço que há muito poderia ter sido feito e foi eternamente adiado pelos anteriores executivos. Resta esperar ver como ficará aquela zona do lugar de Ouca, depois das merecidas obras de requalificação. Esta azenha, mais o arranjo da fonte, levam a crer que Ouca ficará com uma excelente área de lazer que merecerá o reparo de todos os moradores.


segunda-feira, 19 de junho de 2006

Pérolas de Hipocrisia

“A festa é da paróquia. A festa é de todos. Não vamos dividir a paróquia”. Foram mais ou menos estas palavras as que foram proferidas ontem, durante a tarde musical que decorreu no salão paroquial, uma iniciativa inserida nos festejos dos cinquenta anos da paróquia de S. Martinho de Ouca.

Este “apelo” à unidade não pode infelizmente deixar de ser visto como uma afirmação com ecos de hipocrisia, dada à maneira segregativa como o programa do jubileu em Ouca foi elaborado. Até parece que não se lembram que foi a Comissão Fabriqueira, ou quem quer que tenha realmente tomado as decisões, que afastaram dos festejos pessoas que muito gostavam de neles participar. Até parece que ainda não perceberam que foi a maneira egoísta em que como estes festejos foram organizados que de facto dividiu a paróquia. Mas sobre isto eu já muito escrevi.

Não deixa de ser irónico que a pessoa que proferiu esta afirmação, e que se candidatou à Junta de Freguesia de Ouca nas últimas eleições autárquicas, tenha indicado, tanto no seu manifesto eleitoral como durante a campanha eleitoras, que daria o seu apoio à Associação Recreativa e Cultural de Ouca. Não posso deixar de lamentar que tenha dito isto tudo e depois venha pactuar com pessoas que, movidas por um ódio e por uma mesquinhez indescritíveis, tudo tem feito para pôr em causa o trabalho desenvolvido por esta associação. Só isto pode explicar as atitudes irracionais que têm sido tomadas por estas pessoas que se dizem cristãs. “Amar o próximo” de certeza que não é levado a sério por estas pessoas.

Se se quisesse que não houvesse divisões na paróquia então este apelo devia ter sido levado mais a sério nas reuniões onde o programa da festa foi elaborado. Devia ter sido feito junto das pessoas que, por pura teimosia, decidiram excluir as pessoas que acharam que não deveriam fazer parte da festa (mas às quais não tiveram escrúpulos de lhes pedir dinheiro para a mesma). Estas afirmações, feitas agora, não deixam de ser uma mera operação de cosmética para “encher o olho” e ludibriar os mais desatentos à realidade da paróquia.

Finalmente, lamento que a nossa autoridade eclesiástica na paróquia não se imponha como tal, permitindo que tudo isto aconteça numa paróquia que vê (des)governada apenas pela vontade de alguns.

Cavaco Silva & Ciência

O Presidente Cavaco Silva iniciou hoje um roteiro de dois dias subordinado ao tema da ciência, uma visita presidencial que começa no Porto e que no segundo dia virá para a região centro do pais e que visa a promoção a colaboração entre as empresas e as universidades em Portugal, uma parceiria que é vista como importante no domínio da nossa produtividade nacional. Esta visita presidencial estará fortemente vocacionada para as áreas de biocência e biotecnologia, áreas nas quais Portugal se tem ultimamente destacado nos campo de investigação e inovação.
Um destaque de valor para a nossa região é a visita no segundo dia do Roteiro da Ciência ao Parque de Biotecnologia de Cantanhede, onde irá inaugurar o novo edifício do Biocant Park, um centro de investigação e desenvolvimento aplicado que tem por objectivo criar produtos e serviços inovadores em biotecnologia. Um centro de investigação que resulta da parceria entre a Câmara de Cantanhede, a Universidade de Coimbra, a Universidade de Aveiro e diversas associações da região.
O roteiro para a Ciência encerra em Coimbra, no Pólo II da Universidade, onde fará o discurso de encerramento do Curso de Empreendedorismo das Universidades de Coimbra, Aveiro e Beira Interior e do Conselho Empresarial do Centro.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

«Política e Religião»

Ontem estive às voltas com a minha documentação digital para actualizar as minhas cópias de segurança, quando deparei com uma crónica que publique no jornal “O Ponto” a 13 de Agosto de 2004, portanto a praticamente 4 anos. Infelizmente, ao reler esta crónica reparei que, no seu conteúdo geral, se mantém actual, apenas ressalvando um ou outro aspecto.

Digo infelizmente porque as críticas que apresentei a quatro anos atrás, feitas no seguimento de dois episódios ignóbeis perpetrados na igreja de Ouca, afinal se mantêm na generalidade.

Assim, e para quem não leu ou para quem quiser ler novamente, segue-se um reprint de “Política e Religião”:

«A política e a religião sempre foram, ao longo da História da Humanidade, uma combinação explosiva que, por vezes, deu azo a grandes abusos que eram cometidos pelas altas esferas do poder – seja ele político ou eclesiástico.

Este tipo de relacionamento assumiu as mais diversas formas que iam da simbiose ao parasitismo. Ora estes poderes actuavam em conjunto, ora estavam de costas voltadas. Mas sempre coexistiram. E coexistem.

No entanto, há um estágio de este relacionamento que normalmente atinge proporções abomináveis, como a que se vive actualmente em Ouca, em que política e religião se misturam, por muito que os seus intervenientes batam no peito e neguem tal acusação. Alias, não é bem uma mistura, é bem pior do que isso: a religião é utilizada como uma fachada para atingir fins políticos. Existe um grupo de pessoas que age em nome da rectidão para humilhar, espezinhar e aniquilar tudo o que feito nesta freguesia desde que organizado pelos visados como opositores políticos. Como diria Zeca Afonso: “Eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada”. Grupo coral, catequese, leitores, instituição de solidariedade social... tudo o que estiver ligado à Igreja local serve como desculpa para eliminar os adversários. Tudo debaixo de uma pele de cordeiro, sob a qual o lobo age à espera de não ser apanhado mas mais parecendo um elefante em loja de porcelana, tal é o estardalhaço. Nenhuma das instituições está a salvo.

Vale de tudo. Insultos, ofensas, insubordinação, confusão, contra-informação, falsidade, abuso de poder e de confiança. Não se olha a meios. Não se olha para os actos cometidos. Não se olha para as pessoas que foram atingidas. Atacam segundo uma estratégia de “toca-e-foge”: aparecem, envolvem-se nas actividades, atacam e depois desaparecem durante algum até a próxima ofensiva. Apenas interessa exterminar as pessoas que são consideradas incómodas ao poder instalado. Mas também há que reconhecer a astúcia – se é que se pode designar assim – destas pessoas: agem sempre nas situações em que sabem que o risco de haver testemunhas é reduzido e há sempre uma imagem a preservar.

Em Ouca todos sabem quem são estas pessoas e tal rol de nomes é dito à boca pequena. Afinal de contas sempre há o medo de eventuais represálias. Estamos perante um exército constituído por pessoas dos mais diversos quadrantes: homens de negócios, funcionários, estudantes, donas de casa,... Sabe-se que está a decorrer mais uma das suas reuniões secretas quando vemos os seus carros alinhados ao longo da berma de uma das artérias mais movimentadas de Ouca, enquanto na porta é ostentado o aviso “Volto Já”. Todos se encontram ligados através do mesmo fio condutor de assumir o controlo de tudo e nada deixar aos “infiéis” custe o que custar, numa clara atitude que mais faz lembrar o pior do que havia no fascismo, ou não tivessem estas pessoas ligações à direita do espectro político. O mais caricato é que eles escondem os seus verdadeiros propósitos alegando agir desse modo por que se dizem bons cristãos. Houve um que chegou mesmo a dizer-me na sacristia, no final de uma reunião do grupo coral, que, se preciso, também daria a outra face, ao mesmo tempo que batia no peito e se dizia um bom cristão. Pois é... Judas também seguiu a Cristo e foi o que se sabe.»

D. Sebastião Soares de Resende, 1906-2006

Completam-se hoje 100 anos sobre o nascimento de D. Sebastião Soares de Resende, primeiro Bispo da Beira (Moçambique), um pastor que se destacou pela defesa dos oprimidos e grande promotor da educação, responsável pela introdução do ensino superior na África lusitana de então.

O seu carácter intervencionista mereceu a atenção do Estado Novo, em particular pelos seus textos publicado no “Diário de Moçambique”, do qual foi o seu fundador. As suas pastorais eram portadoras de conteúdos doutrinais, ao mesmo tempo que apontava o dedo e tecia críticas de carácter político que lhe valeram, por três vezes, a suspensão do “Diário de Moçambique”. Foi considerado um visionário, dada a importância e a utilização que deu à comunicação social.

Participou ainda no II Concílio do Vaticano, onde se destacou de entre os representantes portugueses pela sua participação intensa nas discussões desta reunião magna, tendo tido as sua palavras eco na comunicação social italiana.

Faleceu no dia 25 de Janeiro de 1967, vítima de um cancro no esofago.

Hoje é recordado numa celebração a realizar na sua terra natal, Milheirós de Poiares (Santa Maria da Feira).

terça-feira, 13 de junho de 2006

Bandeiras (Actualizado)

Quem nestes dias entrar na Igreja matriz de Ouca poderá encontrar, sobre o lado direito, duas bandeiras: a bandeira portuguesa e a bandeira do Vaticano. Trata-se de um sinal de exteriorização e festejo pela criação da paróquia de S. Martinho de Ouca a 50 anos atrás, cujas celebrações decorrem neste momento. Uma freguesia em festa!

Desculpem, disse freguesia? Não, queria dizer paróquia... ou pelo menos deve ser assim entendido porque a bandeira da freguesia não está presente.

Qual será o significado desta ausência? Será que, por ser uma festa religiosa, não faz sentido fazer alusão à freguesia, área administrativa onde a paróquia está inserida? Se é assim, então porque é que está lá a bandeira nacional, símbolo de um estado laico e que ainda por cima pretende deixar cair a Igreja do Protocolo do Estado?

Ou será que determinadas pessoas, baseadas em simples critérios pessoais, resolveram excluir a Junta de Freguesia? Não deixa de ser estranho o total virar de costas por parte de alguns (assumidos) responsáveis na Comissão Fabriqueira à Junta de Freguesia após as eleições autárquicas. Será porque a Presidente eleita não era a candidata deles? E se assim for, a Comissão Fabriqueira, ou quem quer que tenha tomado as rédeas da festa do jubileu, não devia ser politicamente neutra? Ou a Igreja, ou quem quer que fale em nome dela, já pode imiscuir-se na política e tomar partidos?

O mais interessante disto tudo é que, ao tentar excluir a actual presidente de junta da freguesia de Ouca, põe em causa o trabalho feito pelo executivo anterior, responsável pelo brasão da freguesia de Ouca, processo que acompanhei de perto uma vez que na altura eu fazia parte da assembleia de freguesia.

E o mais irónico é que, no texto descritivo das armas do brasão pode ler-se «Escudo de púrpura, com dois cachos de uvas de ouro, folhados e gavinhados de prata, alinhados em faixa; em chefe, uma cruz prelatícia e um báculo, passados em aspa, tudo de ouro; em campanha, onça agachada de prata, carregada de quatro bandas de azul. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “OUCA”», sendo a cruz prelatícia e o báculo símbolos alusivos ao São Martinho, orago da paróquia, colocados intencionalmente em lugar de destaque.

Será que pelo menos sabiam disso, antes de excluir a bandeira da freguesia?


Pequeno apontamento histórico sobre Ouca

É necessário deixar claro que a Paróquia de S. Martinho de Ouca e a Freguesia de Ouca, apesar de geograficamente coincidentes, estão separadas no tempo em dez anos.

A Paróquia de S. Martinho de Ouca, formada pelos lugares de Ouca, Rio Tinto, Carregosa e Tabuaço, foi criada por decreto do Arcebispo de Aveiro, D. João Evangelista, a 8 de Junho de 1956, que deste modo a separou, ao nível eclesiástico, da vila de Sosa. Para a memória fica também outra data de grande relevância: a 29 de Junho desse mesmo ano chega o Pe. António Correia Martins, nomeado pároco responsável desta nova paróquia.

A freguesia administrativa de Ouca demoraria ainda dez anos a ver a luz do dia, tendo sido criada pelo Decreto-Lei n.º 47.033, publicado no Diário do Governo, 1ª série, n.º 126, de 30 de Maio de 1966. Os primeiros elementos que tomaram nas suas mãos a gestão dos desígnios da recém-formada freguesia de Ouca, tomaram posse das suas funções a 16 de Agosto desse mesmo ano. Nessa altura o Presidente da Freguesia de Ouca era Ângelo dos Santos Bispo, apoiado por Celestino Ferreira Colchete (secretário) e Duarte Simões da Conceição (tesoureiro).

(A imagem do brasão, assim como da bandeira da freguesia de Ouca, podem ser encontrados na página do Sérgio Horta)

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Lei do Debate de Green


«Tudo é possível se não se sabe o que se está a dizer.»

(e acreditem que já encontrei algumas pessoas que teimam em agir desta maneira)

Primeira Lei do Debate


«Nunca discutas com um louco: as pessoas poderiam não se aperceber da diferença.»

(Um bom motivo para deixar de responder a alguns comentários e SMS's - principalmente os anónimos)

quinta-feira, 8 de junho de 2006

JO 18:23

«Se falei mal, mostra-Me em quê. Mas, se falei bem, porque Me bates?»

(Resposta de Jesus ao um dos guardas do templo, durante o julgamento de Anás)

quarta-feira, 7 de junho de 2006

À Sombra do SMS

Sempre entendi que nunca se deve entrar numa discussão se não se tiver conhecimento do que está a ser discutido e, acima de tudo, se não se estiver preparado para defender as nossas opiniões assim como argumentar contra o que discordamos.

Mais, penso que uma discussão deixa de fazer sentido quando pelo menos um dos intervenientes deixa de argumentar para simplesmente enxovalhar o(s) outro(s) interlocutor(es). Partir para o insulto puro e simples é sinal de que se deixou de ter capacidade de argumentação e, nesse caso, “a conversa mais vale ficar por aí”.

Eu entendo que, ao fazer comentários neste espaço, possa não ter a concordância de todos, e de certeza não é isso o que pretendo. Mas, ao ser interpelado através de comentários, sobre o que eu escrevi, é perfeitamente natural que eu tenha que responder, principalmente quando são feitos comentários sobre coisas que eu não escrevi, e muito menos insinuei.

Lamentável é que, não tendo o estofo necessário, venham posteriormente a replicar por SMS, para evitar demasiada exposição. É incrível que se dêem ao trabalho de conseguir o meu número de telemóvel mas não façam o esforço de falar directamente, recorrendo ao subterfúgio da mensagem escrita para gratuitamente ofender.

Neste momento tenta-se passar a mensagem de que eu tentei desrespeitar as colectividades que se vão fazer representar na festa do jubileu de Ouca. Tenta-se ainda passar a ideia de que eu tentei visar determinadas pessoas que estão à frente dessas mesma colectividades. Os meus posts estão disponíveis e não se escondem atrás do anonimato: têm rosto. Nunca afirmei ou insinuei os disparates que me são atribuídos, e apenas repliquei quando tentaram questionar o meu trabalho. Nunca pretendi dar a entender que o meu trabalho é melhor ou pior que o dos outros, mas não admitirei que se ponha em causa o verdadeiro sentido do que tenho vindo a fazer ao nível profissional e associativo.

Se há pessoas que, independentemente da sua formação, não têm a devida formação cívica, não tenho a obrigação de ter que manter conversas que se limitam a uma mera troca de ofensas. Quero deixar bem claro que não continuarei a alimentar este tipo de diálogo, venha ele de onde vier, principalmente se surgirem a coberto do anonimato: comentários, SMS’s, cartas anónimas, futuros blogues que venham aparecer…, mas tal não me inibirá de continuar a apontar o que eu acho que está errado. Se eu não for correcto nos meus comentários, e porque todos nós podemos errar, então apontem a falha das minhas opiniões, e não se limitem a desviar a atenção para outros assuntos ou, quando falha a racionalidade, a ofender. Não terei qualquer problema em corrigir alguma opinião mal expressa ou mesmo incorrecta. Não terei nunca problemas em me retractar neste espaço se for esse o caso.

Em jeito de despedida: eu tive vários professores de música, todos com diferentes capacidades e competências. Eu aprendi música e paguei para aprender música. O meu respeito apenas o merece quem tiver respeito para comigo.

E façam a leitura que entenderem disso.

terça-feira, 6 de junho de 2006

Comentário a “Quando é preciso dinheiro somos todos paroquianos!”

No meu post “Quando é preciso dinheiro somos todos paroquianos!” a Fátima Rocha comentou, e passo a citar, “a maior parte das actividades organizadas para o jubileu são com parcerias com outras colectividades que estão dispostas a fazer trocas, mesmo se qualquer lucro”.

Correcto. Nem eu poderia pedir outra coisa. Lamento é que corram o meu post de alto a baixo e se fiquem pela última questão, deturpando o seu verdadeiro sentido.

Primeiro, a ARCO não foi constituída com fins lucrativos.

Segundo, a ARCO nunca foi contactada para poder fazer parte da festa do jubileu da paróquia de Ouca, e muito menos teve a pretensão de obter rendimentos a partir dela, se é isso que se insinua. As actividades da ARCO têm-se pautado pela troca e disponibilidade com as instituições com que se relaciona. Assim aconteceu com as actuações do Coro Misto, que trabalha fundamentalmente na base do convite e das permutas com outros coros. Assim acontece com o Rancho Folclórico, sendo exemplo disso a Festa do I Aniversário a realizar no próximo dia 11 de Junho. Querem exemplos de participação em que a ARCO nunca teve pretensões de obter qualquer tipo de benefício, recentemente em Ouca: a festa de Natal do Lar de S. Martinho e o cortejo de Oferendas e dos Reis Magos. Com muito gosto a ARCO participou nestas iniciativas e continuará sempre disponível para participar, sempre em benefício da freguesia e da paróquia!

Terceiro, eu nunca pretendi insinuar que todas as entidades que vão estar presentes nas comemorações cobrariam pela sua presença. Eu não faço a mínima ideia sobre quem vai ou vai deixar de cobrar. Não me interessa. Interessa saber se há custos associados a este evento e quem os suporta. Há financiamento para isso? Óptimo! Melhor assim! Não pretendam é agora fazer passar ideias erradas das minhas opiniões. Ou será que já não me é possível fazer perguntas?

Quarto, é mais do que sabido que a Fernanda Oliveira foi considerada persona non grata nas reuniões que houve de preparação para a festa do jubileu, quanto mais ser convidada para tais reuniões. É no mínimo hipócrita agora dizer-se que a ARCO, e todos aqueles que trabalham para ela, não foram incluídos porque não ter estado presente nas reuniões. E o Benjamim foi convidado? Foi? Se foi, porque é que a ARCO não o foi? Caindo na hipótese absurda de que a ARCO cobraria pela sua presença nas festas do jubileu, aí a Comissão Fabriqueira (o quem estiver realmente a mandar) poderia ter excluído a ARCO. E estaria no seu direito. Mas isso partiria do princípio de que a ARCO tinha sido pelo menos contactada para saber das suas condições. Ora, isso nunca aconteceu.

Quinto, a Fernanda Oliveira esteve presente na primeira reunião, expôs o que a Junta de Freguesia tinha agendado a bastante tempo em coordenação com as restantes Juntas de Freguesia do concelho, praticamente no início do ano, mostrando ainda a sua disponibilidade. Alguém a contactou? Alguém falou com a ARCO? Não me parece…

Sexto, acho incrível que ainda se acredite que as pessoas tenham o trabalho que têm por causa de vaidade pessoal. É dos argumentos mais ocos e desprovidos de racionalidade quando nada se tem a dizer a sério. Não é a vaidade que nos move, é o brio de representar dignamente a nossa terra. Pena é que a visão esteja tão enviesada que vejam as coisas dessa maneira. Estou a frente de um coro por que gosto de música coral, sendo esta uma das minha paixões. Deixa-me ver se entendo… Se eu estou a frente de um agrupamento é vaidade, mas, no caso do Benjamin, é trabalho de valorização?

Fátima, sejamos uma vez na vida sinceros e admite que o que está a acontecer deve-se apenas a questões pessoais e o que simplesmente se pretende é afastar pessoas pelas quais um pequeno grupo nutre um ódio irascível e irracional. Só isso explica o porquê de tantas atitudes de ofensa e humilhação - e são vários os exemplos disso - por parte de um punhado de pessoas que, mesmo não fazendo parte da Comissão Fabriqueira de Ouca, tentar fazer valer a sua vontade egoísta e completamente subjectiva sobre todos, e não satisfeitos com isso, tentam prejudicar o trabalho de valorização que se pretende fazer na freguesia de Ouca.

E isso eu não posso deixar de criticar.

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Cada Vez Menos Costa

Com o regresso da época balnear, a praia da Vagueira e a praia do Areão passam a ser destinos mais assíduos por parte da população do concelho de Vagos, assim como de todos aqueles que nos vêm visitar nesta altura do ano. Todos os anos dificilmente podemos deixar de ouvir alguém a comentar que há cada vez menos areal nas nossas praias. Bem, de facto este ano o “encurtamento” do areal é menos perceptível (ou pelo menos assim me pareceu), mas a erosão da nossa costa é um dado bem adquirido, sendo Portugal o quinto país da União Europeia mais atingido por este problema, com quase 30% do litoral costeiro afectado pela erosão costeira.

No Relatório do Estado do Ambiente 2004, apresentado em Abril último, as taxas médias de recuo iam de 2 centímetros a 9 metros (!). O recuo médio para a linha Costa Nova – Vagueira é de 8 metros! Esse mesmo relatório salienta «os sectores Espinho – Ovar e Aveiro – Areão, onde foram construídos extensos campos de esporões e defesas frontais».

Uma das soluções que foi implementada para tentar resolver este problema foi a construção de esporões. No entanto, e segundo a Prof. Cristina Bernardes, trata-se de “empurrar” o problema mais para sul. A solução, apontada por esta especialista, é a de transferência artificial dos sedimentos do molhe Norte para o Sul do Porto de Aveiro, ou pela destruição dos esporões, substituindo-os pela realimentação artificial das praias. Por outras palavras, é necessária uma intervenção política que permita avançar rapidamente com medidas que possam minimizar este problema que tanto aflige a nossa costa.

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Dia de Cão

O país está na situação que está. Todo mundo tem a percepção disso. É o fecho das maternidades - ainda mais que Badajoz diz que só pontualmente atende parturientes vinda de Elvas -, é a lei da mobilidade dos trabalhadores da Administração Pública, é os 60.000 professores que não foram colocados na primeira fase do concurso, é o problema das contas públicas, é o desemprego, é o baixo índice de confiança... e da parte do PSD o que é que vemos? A apresentação de um Projecto de Resolução que visa a instituição do "Dia Nacional do Cão". Nem mais nem menos. Um dia dedicado ao fiel amigo do homem.
Quem me conhece sabe perfeitamente que sou social-democrata, filiado e represento o partida na Assembleia Municipal de Vagos. Mas, que raio!, não consigo entender quem teve a ideia peregrina de considerar a instituição do Dia Nacional do Cão como uma prioridade nos dias que correm. Por vezes fico com a ideia de que os nossos deputados, não interessa de que quadrante político, não gostam de ser levados a sério.
Mas vamos ser mais claros.
Este Projecto de Resolução parte de uma petição de 7.162 assinaturas entregue no Parlamento no início do Maio e tem por objectivo fazer uma campanha de sensibilização no sentido de as pessoas não abandonarem os animais antes das férias de verão. Infelizmente esta é uma situação que ocorre muito mais vezes do que se possa julgar. Também é verdade que o cão é de facto um animal com grande intervenção social, que vai desde o simples animal de estimação até o apoio no socorro a vítimas. No entanto, penso que não é o facto de se lhe dedicar um dia que ele venha a ser tratado melhor. Quanto muito poderá ser mais uma oportunidade para dar asas às ideias de consumismo a nossa sociedade.
Fique claro que gosto de cães (apesar de me fazerem alguma alergia) e não quero com isto parecer pouco preocupado com eles. Parece, por vezes, é que os nossos deputados estão menos preocupados connosco.