terça-feira, 6 de junho de 2006

Comentário a “Quando é preciso dinheiro somos todos paroquianos!”

No meu post “Quando é preciso dinheiro somos todos paroquianos!” a Fátima Rocha comentou, e passo a citar, “a maior parte das actividades organizadas para o jubileu são com parcerias com outras colectividades que estão dispostas a fazer trocas, mesmo se qualquer lucro”.

Correcto. Nem eu poderia pedir outra coisa. Lamento é que corram o meu post de alto a baixo e se fiquem pela última questão, deturpando o seu verdadeiro sentido.

Primeiro, a ARCO não foi constituída com fins lucrativos.

Segundo, a ARCO nunca foi contactada para poder fazer parte da festa do jubileu da paróquia de Ouca, e muito menos teve a pretensão de obter rendimentos a partir dela, se é isso que se insinua. As actividades da ARCO têm-se pautado pela troca e disponibilidade com as instituições com que se relaciona. Assim aconteceu com as actuações do Coro Misto, que trabalha fundamentalmente na base do convite e das permutas com outros coros. Assim acontece com o Rancho Folclórico, sendo exemplo disso a Festa do I Aniversário a realizar no próximo dia 11 de Junho. Querem exemplos de participação em que a ARCO nunca teve pretensões de obter qualquer tipo de benefício, recentemente em Ouca: a festa de Natal do Lar de S. Martinho e o cortejo de Oferendas e dos Reis Magos. Com muito gosto a ARCO participou nestas iniciativas e continuará sempre disponível para participar, sempre em benefício da freguesia e da paróquia!

Terceiro, eu nunca pretendi insinuar que todas as entidades que vão estar presentes nas comemorações cobrariam pela sua presença. Eu não faço a mínima ideia sobre quem vai ou vai deixar de cobrar. Não me interessa. Interessa saber se há custos associados a este evento e quem os suporta. Há financiamento para isso? Óptimo! Melhor assim! Não pretendam é agora fazer passar ideias erradas das minhas opiniões. Ou será que já não me é possível fazer perguntas?

Quarto, é mais do que sabido que a Fernanda Oliveira foi considerada persona non grata nas reuniões que houve de preparação para a festa do jubileu, quanto mais ser convidada para tais reuniões. É no mínimo hipócrita agora dizer-se que a ARCO, e todos aqueles que trabalham para ela, não foram incluídos porque não ter estado presente nas reuniões. E o Benjamim foi convidado? Foi? Se foi, porque é que a ARCO não o foi? Caindo na hipótese absurda de que a ARCO cobraria pela sua presença nas festas do jubileu, aí a Comissão Fabriqueira (o quem estiver realmente a mandar) poderia ter excluído a ARCO. E estaria no seu direito. Mas isso partiria do princípio de que a ARCO tinha sido pelo menos contactada para saber das suas condições. Ora, isso nunca aconteceu.

Quinto, a Fernanda Oliveira esteve presente na primeira reunião, expôs o que a Junta de Freguesia tinha agendado a bastante tempo em coordenação com as restantes Juntas de Freguesia do concelho, praticamente no início do ano, mostrando ainda a sua disponibilidade. Alguém a contactou? Alguém falou com a ARCO? Não me parece…

Sexto, acho incrível que ainda se acredite que as pessoas tenham o trabalho que têm por causa de vaidade pessoal. É dos argumentos mais ocos e desprovidos de racionalidade quando nada se tem a dizer a sério. Não é a vaidade que nos move, é o brio de representar dignamente a nossa terra. Pena é que a visão esteja tão enviesada que vejam as coisas dessa maneira. Estou a frente de um coro por que gosto de música coral, sendo esta uma das minha paixões. Deixa-me ver se entendo… Se eu estou a frente de um agrupamento é vaidade, mas, no caso do Benjamin, é trabalho de valorização?

Fátima, sejamos uma vez na vida sinceros e admite que o que está a acontecer deve-se apenas a questões pessoais e o que simplesmente se pretende é afastar pessoas pelas quais um pequeno grupo nutre um ódio irascível e irracional. Só isso explica o porquê de tantas atitudes de ofensa e humilhação - e são vários os exemplos disso - por parte de um punhado de pessoas que, mesmo não fazendo parte da Comissão Fabriqueira de Ouca, tentar fazer valer a sua vontade egoísta e completamente subjectiva sobre todos, e não satisfeitos com isso, tentam prejudicar o trabalho de valorização que se pretende fazer na freguesia de Ouca.

E isso eu não posso deixar de criticar.

2 comentários:

aveiro disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Tony Almeida disse...

Como eu disse anteriormente, não tenciono colocar comentários que não estejam devidamente identificados. Mas não terei qualquer problema em responder a tudo o que foi dito se a pessoa se identificar.