segunda-feira, 19 de junho de 2006

Pérolas de Hipocrisia

“A festa é da paróquia. A festa é de todos. Não vamos dividir a paróquia”. Foram mais ou menos estas palavras as que foram proferidas ontem, durante a tarde musical que decorreu no salão paroquial, uma iniciativa inserida nos festejos dos cinquenta anos da paróquia de S. Martinho de Ouca.

Este “apelo” à unidade não pode infelizmente deixar de ser visto como uma afirmação com ecos de hipocrisia, dada à maneira segregativa como o programa do jubileu em Ouca foi elaborado. Até parece que não se lembram que foi a Comissão Fabriqueira, ou quem quer que tenha realmente tomado as decisões, que afastaram dos festejos pessoas que muito gostavam de neles participar. Até parece que ainda não perceberam que foi a maneira egoísta em que como estes festejos foram organizados que de facto dividiu a paróquia. Mas sobre isto eu já muito escrevi.

Não deixa de ser irónico que a pessoa que proferiu esta afirmação, e que se candidatou à Junta de Freguesia de Ouca nas últimas eleições autárquicas, tenha indicado, tanto no seu manifesto eleitoral como durante a campanha eleitoras, que daria o seu apoio à Associação Recreativa e Cultural de Ouca. Não posso deixar de lamentar que tenha dito isto tudo e depois venha pactuar com pessoas que, movidas por um ódio e por uma mesquinhez indescritíveis, tudo tem feito para pôr em causa o trabalho desenvolvido por esta associação. Só isto pode explicar as atitudes irracionais que têm sido tomadas por estas pessoas que se dizem cristãs. “Amar o próximo” de certeza que não é levado a sério por estas pessoas.

Se se quisesse que não houvesse divisões na paróquia então este apelo devia ter sido levado mais a sério nas reuniões onde o programa da festa foi elaborado. Devia ter sido feito junto das pessoas que, por pura teimosia, decidiram excluir as pessoas que acharam que não deveriam fazer parte da festa (mas às quais não tiveram escrúpulos de lhes pedir dinheiro para a mesma). Estas afirmações, feitas agora, não deixam de ser uma mera operação de cosmética para “encher o olho” e ludibriar os mais desatentos à realidade da paróquia.

Finalmente, lamento que a nossa autoridade eclesiástica na paróquia não se imponha como tal, permitindo que tudo isto aconteça numa paróquia que vê (des)governada apenas pela vontade de alguns.

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