quarta-feira, 7 de junho de 2006

À Sombra do SMS

Sempre entendi que nunca se deve entrar numa discussão se não se tiver conhecimento do que está a ser discutido e, acima de tudo, se não se estiver preparado para defender as nossas opiniões assim como argumentar contra o que discordamos.

Mais, penso que uma discussão deixa de fazer sentido quando pelo menos um dos intervenientes deixa de argumentar para simplesmente enxovalhar o(s) outro(s) interlocutor(es). Partir para o insulto puro e simples é sinal de que se deixou de ter capacidade de argumentação e, nesse caso, “a conversa mais vale ficar por aí”.

Eu entendo que, ao fazer comentários neste espaço, possa não ter a concordância de todos, e de certeza não é isso o que pretendo. Mas, ao ser interpelado através de comentários, sobre o que eu escrevi, é perfeitamente natural que eu tenha que responder, principalmente quando são feitos comentários sobre coisas que eu não escrevi, e muito menos insinuei.

Lamentável é que, não tendo o estofo necessário, venham posteriormente a replicar por SMS, para evitar demasiada exposição. É incrível que se dêem ao trabalho de conseguir o meu número de telemóvel mas não façam o esforço de falar directamente, recorrendo ao subterfúgio da mensagem escrita para gratuitamente ofender.

Neste momento tenta-se passar a mensagem de que eu tentei desrespeitar as colectividades que se vão fazer representar na festa do jubileu de Ouca. Tenta-se ainda passar a ideia de que eu tentei visar determinadas pessoas que estão à frente dessas mesma colectividades. Os meus posts estão disponíveis e não se escondem atrás do anonimato: têm rosto. Nunca afirmei ou insinuei os disparates que me são atribuídos, e apenas repliquei quando tentaram questionar o meu trabalho. Nunca pretendi dar a entender que o meu trabalho é melhor ou pior que o dos outros, mas não admitirei que se ponha em causa o verdadeiro sentido do que tenho vindo a fazer ao nível profissional e associativo.

Se há pessoas que, independentemente da sua formação, não têm a devida formação cívica, não tenho a obrigação de ter que manter conversas que se limitam a uma mera troca de ofensas. Quero deixar bem claro que não continuarei a alimentar este tipo de diálogo, venha ele de onde vier, principalmente se surgirem a coberto do anonimato: comentários, SMS’s, cartas anónimas, futuros blogues que venham aparecer…, mas tal não me inibirá de continuar a apontar o que eu acho que está errado. Se eu não for correcto nos meus comentários, e porque todos nós podemos errar, então apontem a falha das minhas opiniões, e não se limitem a desviar a atenção para outros assuntos ou, quando falha a racionalidade, a ofender. Não terei qualquer problema em corrigir alguma opinião mal expressa ou mesmo incorrecta. Não terei nunca problemas em me retractar neste espaço se for esse o caso.

Em jeito de despedida: eu tive vários professores de música, todos com diferentes capacidades e competências. Eu aprendi música e paguei para aprender música. O meu respeito apenas o merece quem tiver respeito para comigo.

E façam a leitura que entenderem disso.

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