terça-feira, 5 de setembro de 2006

"The Show Must Go On"

Tratou-se de uma efeméride que muitos órgãos de comunicação social fizeram questão de salientar: se estivesse vivo Freddie Mercury faria 60 anos.

Freddie Mercury, líder incontestado dos Queen, foi, a solo e com a sua banda, uma referência para várias gerações, em particular a minha. Foi com muita mágoa que recebi a notícia da sua morte em 24 de Novembro de 1991. Ainda hoje lembro-me perfeitamente desse dia: foi num apartamente na Av. Fernado Magalhães, em Coimbra, onde um grupo de colegas se tinha reunido a série Twin Peaks (sabem, aquela sobre “quem matou a Laura Palmer?”). Nessa altura foi noticiada a morte do ícone do mundo do rock.

Confesso que depois do álbum “The Works”, onde podemos ouvir o “I want to break free”, deixe-me de identificar com a música dos Queen. Tenho bem presente, como grande parte de nós, as músicas que deliciaram multidões: “Bohemian Rhapsody”, “Somebody to Love”, “We Are the Champions”, “We Will Rock You”, “Bicycle Race”, “Crazy Little Thing Called Love”, “Save Me”, “Play the Game”, “Another One Bites the Dust”, “Flash” (eu revi o filme Flash Gordon inúmeras vezes!), “Under Pressure”,… bem isto nunca mais acaba.

Os Queen, na minha opinião, reemergem a sério com o derradeiro álbum de Freddie Mercury ainda em vida: Innuendo. A música que dá nome ao disco é quase a um regresso às raízes do “A Night at the Opera”. O disco fecha com uma música carregada com o peso do destino: “The Show Must Go On”. Mesmo depois do Freddie deixar o mundo dos vivos “o espectáculo deve continuar”. Aliás, todo o disco está, na minha opinião, impregnado de referências subtis ao estado de saúde de Freddie Mercury, como por exemplo na música “I'm Going Slightly Mad”.

A carreira discográfica do Freddie Mercury e dos Queen encerra com o álbum póstumo “Made in Heaven”, lançado quatro anos depois da morte do seu cantor e construído a partir de uma série de gravações vocais que o Freddie Mercury deixou como legado para o resto da banda utilizar na produção deste novo e último álbum.

Enquanto a sua carreira a solo… bem, de facto no me revi musicalmente com Freddie Mercury enquanto cantor a solo, mas realçam-se as músicas “The Great Pretender”, “Living on My Own” e, claro, a quase universal “Barcelona”, em duo com a Monserrat Caballé.

Sem comentários: