terça-feira, 31 de outubro de 2006

TENHAM MEDO! TENHAM MUITO MEDO!!

TENHAM MEDO! TENHAM MUITO MEDO!!

O Halloween está aí! Uma tradição que nada tinha a ver com a nossa cultura de fortes raízes cristãs, acabou por se deixar contagiar pela singularidade que este evento tem do outro lado do Atlântico, emaranhada na cultura pop americana.

O curioso é que o Halloween é uma tradição que tem origem em celebrações pagãs dos povos celtas. O nome deve-se a uma evolução da expressão "All Hallow Eve", que é como quem diz, véspera do Dia de Todos os Santos. Há quem defenda que a designação Halloween venha antes da expressão "Hallow Evening".

O que começou por ser em Portugal uma demonstração tímida desta tradição, é actualmente mais um "mercado", explorado particularmente pelos industriais da noite, ou não seria esta a noite das bruxas, como só nós chamamos a esta noite.

Uma das imagens de marca da noite de Halloween são as famosas abóboras esculpidas e que no seu interior têm uma vela. Diz a lenda que Jack, por lhe ter sido vedado o acesso ao Paraíso e ao Inferno (neste último por ter enganado o Diabo!), foi condenado a vaguear pelo mundo dos mortos, tendo esculpido uma lanterna num nabo. Sim, num nabo! A abóbora apareceu depois porque nos Estados Unidos da América este último era muito mais abundante (e convenhamos, mais fácil de esculpir). Eu próprio gosto de fazer uma pequena obra de arte neste dia. E é já a seguir...

Finalmente, e para acabar a condizer com o dia, Yo no creo en Brujas... pero de que las hay, las hay!

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

domingo, 29 de outubro de 2006

O famoso botão de stand by

Numa leitura late-night por alguns blogs encontrei, no blog Blasfémias, um post que, apesar do seu conteúdo irónico - e quero pensar que foi esse o propósito -, o seu autor toca num assunto ao qual não damos a devida importância: o famoso botão de stand-by.

A mensagem a que me refiro diz o seguinte:

"Uma televisão em stand by gasta mais energia do que uma televisão desligada. Se em vez de usar o telecomando se der sempre ao trabalho de desligar a sua televisão no respectivo botão poderá poupar 20 euros por ano.

Um conselho:
Pague os 20 euros! Não pense mais nisso. Poupe preocupações. Serão os 20 euros mais bem gastos da sua vida."

Primeira observação: Uma televisão em stand by gasta mais energia do que uma desligada pelo simples facto que esta última não consome energia. Está desligada!!

Segunda observação: Os aparelhos - não apenas televisores - desligados pelo botão de stand by (semelhante ao botão da imagem deste post) continuam a gastar energia eléctrica. Estão a gastar energia para nada fazer! Este gasto energético é denominado consumo fantasma ou consumo stand-by. Temos na nossa casa aparelhos (televisão, equipamento áudio, vídeo, microondas,...) que mesmo não estando a ser utilizados estão a gastar energia. Isto porque apenas queremos agarrar num comando, depois de sentados no sofá, e ligar o equipamento sem mais demoras e com a máxima da comodidade!

Esta "comodidade" tem um custo, e é um custo equivalente a ter uma lâmpada de 60 W acesa todo o dia (em média). Isto não é apenas numa casa. Acontece em milhões! Estamos a falar de energia eléctrica - muito cara! - a ser gasta em grandes quantidades simplesmente em vão.

As implicações são enormes. Estamos a falar de milhares de milhões de Watts-hora produzidos, em grande parte com recurso a combustíveis fósseis que por sua vez têm actualmente um grande impacto no sensível equilíbrio ambiental, com as implicações que por mais são conhecidas. Tudo para poder usar o raio do botão de stand by!

Actualmente a União Europeia, enquadrada nesta realidade, e englobando outras questões relativas ao desperdício energético em que está mergulhado o mundo desenvolvido, elaborou um Plano de Acção para a Eficiência Energética, procurando obter, até 2020, uma poupança energética de 20%.

Mas tudo começa em casa. Uma simples tomada corta-corrente pode fazer toda a diferença.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Destruição em Pombal

Todos nós ouvimos falar dos estragos provocados pelas chuvas intensas que se abateram sobre o país, em particular nas regiões Norte e Centro. A cidade de Pombal foi, me parece que sem qualquer margem para dúvida, uma das cidades que mais sofreu, tendo mesmo que activar o plano municipal de emergência. Nestes últimos dias a actividade normal da cidade foi interrompida, dando lugar a uma luta para repor a normalidade do dia a dia.

Sendo a Internet actualmente um meio de comunicação de longo alcance, Daniel Fuentes e Jóni Sousa criaram um site onde as pessoas podem enviar fotografias das mais diversas situações provocadas pela intempérie dos últimos dias. Uma fotogaleria virtual que mostra o rude golpe que a natureza infligiu à cidade de Pombal e arredores.

O site fica em http://dpombal.no.sapo.pt.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Porque é que o ódio é assim?

"Queres amar a vida e não te deixam. Tens de respirar o ódio, o insulto, o bafo azedo do vexame e isso faz-te mal. Emanações de um pântano de febres, de esgotos a céu aberto com o seu fedor de vómito. Um dos tormentos do inferno medievo era esse, o fedor - a essência da podridão. E o que te fazem respirar de uma flor, do aroma de existires? Porque é que o ódio é assim fundamental para os teus parceiros em humanidade existirem? Têm uma estrutura diferente de serem, Deus fabricou-os num momento de mau génio. Vale a pena irritares-te contra a existência da víbora ou do touro?"

Vergílio Ferreira, in 'Escrever'


(A pergunta final é deveras marcante)

Curto-circuito

A energia eléctrica é, sem sombra de dúvidas, um bem fundamental da sociedade moderna, tal como a conhecemos. Sem qualquer exagero, esta pode ser considerada uma das pedras fundamentais da nossa sociedade e sobre a qual cresce a nossa economia. Indissociáveis ao conceito de energia eléctrica estão, naturalmente, os combustíveis fósseis – petróleo, gás e carvão – fontes que estão por detrás de grande parte da energia eléctrica que consumimos.

O mercado eléctrico nacional está longe de ser um mercado livre, onde os preços da electricidade são definidos segundo a lei da oferta e da procura. Muito pelo contrário. O preço da energia eléctrica é definido pela Entidade Reguladora do Sector Eléctrico (ERSE) que, todos os anos, estabelece os aumentos a praticar sobre o preço da electricidade em todos os sectores da nossa economia.

Sendo Portugal um país fortemente dependente do petróleo, e sendo o petróleo uma das principais fontes para a produção de energia eléctrica, facilmente se compreende que o preço da electricidade está, ou deveria estar, fortemente ligado à evolução do preço do petróleo nos mercados internacionais. No entanto, e até o ano passado, os preços para o consumidor doméstico, que é como quem diz o preço da electricidade que gastamos nas nossas casas, não podiam, por imposição legal, sofrer aumentos acima da taxa de inflação prevista.

Foi por causa desta limitação que a factura da electricidade para o ano de 2006, e apesar do aumento galopante do preço do petróleo, não cresceu mais do que 2,3%, valor que reflectia a inflação prevista para este ano. Ou seja, o aumento do preço da electricidade ficou muito abaixo daquele que se teria de verificar dado o aumento significativo do preço do petróleo.

Vai daí, o governo alterou as regras de forma que o preço da electricidade a partir de 2007 reflectisse os verdadeiros aumentos dos custos de produção: combustíveis e custos associados à produção de energia eléctrica a partir de energias renováveis, estas mais caras. Acresce ainda a mitigação do défice tarifário da electricidade devido ao aumento muito comedido verificado para este ano.

Tendo atenção a tudo isto, custa perceber como é que o governo, através dos ministros da Economia e das Finanças, assim como através do secretário de estado adjunto da Industria e Inovação, venham mostrar-se tão surpreendidos com o aumento de 15,7% para o sector doméstico, proposto pela ERSE no início da semana passada. Como é possível que, atendendo a evolução dos preços do petróleo e a revisão extraordinária dos preços em Julho, não fizessem a mínima ideia do que poderia acontecer ao nível de tarifário eléctrico? E esta proposta de preços apenas prevê a recuperação de um terço do défice tarifário! Se assim não fosse veríamos os preços escalar quase 23%.

Entretanto, e depois de recuperado do choque, o governo já negocio mecanismos para reduzir este aumento, cifrado actualmente em 6% para os consumidores domésticos.

Pena é que, mais uma vez, o governo tenha reagido em vez de agido. E ainda por cima ter demonstrado tanta ignorância num sector tão delicado da nossa economia.

Depois de uma campanha eleitoral

"Depois de uma campanha eleitoral animada, a grande vantagem de qualquer eleição democrática é a de o povo sair, finalmente, da sala de estar dos políticos. É uma sensação de alívio que alguns eleitos descrevem como semelhante ao momento em que uma dor intensa, por qualquer razão obscura, termina.

(...) Depois de qualquer eleição a sensação dos políticos - quer tenham perdido quer tenham ganho - é a de que o povo mais profundo acaba de entrar todo num comboio, dirigindo-se, compactamente, para uma terra distante. Esse povo voltará apenas, no mesmo comboio, nas semanas que antecedem a eleição seguinte.

Esse intervalo temporal é indispensável para que o político tenha tempo para transformar, delicadamente, o ódio ou a indiferença em nova paixão genuína."

Gonçalo M. Tavares, in 'O Senhor Kraus'

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Fim da Crise - Parte II

Primeiro foi o "decreto" do fim da crise, agora é o anúncio de que em 2008 e 2009 o preço da electricidade não deve sofrer alteração - diga-se aumento.

Esta previsão astrológica, arrancada entre uma consulta às cartas de Tarot e uma espreitadela à bola de cristal, tem, por fundamento, três razões:

1. "Não é natural que o preço dos factores de produção, nomeadamente o fuel óleo e o gás, suba tanto em 2007 como subiu em 2006 e 2005";

2. "Amortizar em dez anos o défice tarifário atenua a parte que é imputada a 2008 e 2009";

3. "Em 2009 vão entrar em funcionamento as novas centrais de ciclo combinado e deverão estar activas um total de oito".

Ah! Claro, é preciso não esquecer que as eleições legislativas são em 2009.

Repetir os erros

"Mesmo um exame superficial da história revela que nós, seres humanos, temos uma triste tendência para cometer os mesmos erros repetidas vezes. Temos medo dos desconhecidos ou de qualquer pessoa que seja um pouco diferente de nós. Quando ficamos assustados, começamos a ser agressivos para as pessoas que nos rodeiam. Temos botões de fácil acesso que, quando carregamos neles, libertam emoções poderosas. Podemos ser manipulados até extremos de insensatez por políticos espertos. Dêem-nos o tipo de chefe certo e, tal como o mais sugestionável paciente do terapeuta pela hipnose, faremos de bom grado quase tudo o que ele quer - mesmo coisas que sabemos serem erradas."

Carl Sagan, in O Mundo Infestado de Demónios

Afinal houve injustiça

Em Julho passado os alunos que foram à primeira fase dos exames nacionais de Química e Física puderam, devido ao descalabro que foram as notas nacionais, repetir os exames na segunda fase. Isto foi decidido por despacho do Secretário de Estado da Educação.

Quem não ficou contente com isto foi os alunos que decidiram ir apenas a segunda fase, os quais se sentiram lesados por apenas poder usufruir de uma fase de avaliação, ao contrário dos seus colegas que puderam fazer exames duas vezes, se assim o entendessem.

O Ministério da Educação, devido a esta solução avulsa, não garantiu igualdade de tratamento entre os alunos. Apesar das críticas, e como sempre, a ministra mostrou-se irredutível. Nunca admitiu que o processo dos exames nacionais foi mal gerido, atirando, como sempre, a culpa aos alunos, uma vez que o problema se deveu a "dificuldades sentidas pelos alunos na adaptação ao novo programa nestas duas disciplinas ou às respectivas provas de avaliação". Repetição dos exames para os alunos da segunda chamada: nunca!

No entanto, uma aluna de Coimbra, não satisfeita com a posição do Ministério, avançou com uma providência cautelar, e ontém o Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra veio dar-lhe razão: não foram respeitadas as condições de igualdade de tratamento entre os alunos.

A Ministério terá, depois de publicação da decisão, 15 dias para fazer a repetição do exame de Química. Mais, se a aluna tiver média igual ou superior à última nota de entrada no curso de Medicina em Coimbra, o governo terá que providenciar uma vaga extraordinária para repor a justiça.

Tudo isto porque o Ministério não soube admitir claramente que houve um erro no processo de avaliação, por desadequação de conteúdos programáticos no exame escrito. Ainda por cima, e na tentativa de sanar a falha de avaliação, recorre a medidas "em cima do joelho" sem medir consequências, e mesmo quando estas foram apontadas, olhou para o lado e manteve-se insensível às críticas.

Foi necessário o recurso ao tribunal para esclarecer uma questão tão simples como garantir a igualdade de tratamento àqueles que apenas pretendiam obter os melhores resultados para ingressar no ensino superior.

Mas claro que o Ministério pode manter a postura de intransigência e arrogância, e recorrer à da decisão do tribunal, como infelizmente está no seu direito, o mesmo que teve dificuldade de reconhecer aos alunos que apenas queriam ser tratados por igual.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Abrupto: Para entender o Portugal de Salazar...

Nestes dias recomendo a visita ao blog de José Pacheco Pereira, onde estão a ser colocadas algumas imagens referentes a excertos do Boletim Diário de Registo e Justificação de Cortes, um documento confidencial da Direcção Geral dos Serviços de Censura.

Nestas reproduções é possível ler quais as notícias e textos que deveriam ser cortados, total ou parcialmente, e os motivos para essa decisão. As notícias que fossem "imorais", "sugestivas", "inconvenientes" e "libertinas" tinham, regra geral, o "corte total" como destino quase certo. Tudo ao sabor da subjectividade do censor que fazia a avaliação.

Este era o Portugal que chegava aos nossos país e avós: filtrado, seleccionado, apenas para preservar a identidade do Estado. A realidade de então era omitida ou falseada, o que leva a possíveis comparações enviesadas com a nossa actualidade.

A não perder.

domingo, 22 de outubro de 2006

É bom sujar-se

Não, não pretende fazer qualquer tipo de publicidade. Trata-se antes de um pormenor que me chamou a atenção este fim-de-semana, e que tem a ver com um dos suportes utilizados para fazer publicidade.

Quem compra semanários sabe que é bastante comum estes serem entregues com um saco plástico. Afinal de contas, os semanários são actualmente constituídos por uma miríada de corpos, revistas e suplementos (já para não falar dos brindes) os quais, se não fosse o tal saco plástico, tornavam o seu transporte eventualmente complicado.

Estes sacos rapidamente se tornaram uma montra para a publicidade, afinal um dos sustentos das publicações periódicas.

Esta semana, no saco utilizado na entrega do semanário Sol, reparei na publicidade ao detergente Skip. Neste saco podemos observar uma reprodução da primeira página do número 3 do semanário Sol, na qual podemos ler a manchete principal: «Deputado do PSD acusado de enganar a Justiça». Por outro lado, na parte superior do mesmo saco, podemos ler a frase publicitária do detergente: «Skip é bom sujar-se».

Intencional, coincidência ou brincadeira de mau gosto?!

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

O Milagre da Vida

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Acabaram as borlas

Sócrates não se limitou a pôr o socialismo na gaveta. Não contente com isso, pegou no respectivo móvel, encheu-o de cimento e atirou-o para a Fossa das Marianas, tentando garantir assim que ninguém mais lhe põe a vista em cima.

Isto a respeito do Orçamento do Estado que foi apresentado na Assembleia da República e que muitos amargos de boca promete para o próximo ano.

Uma das questões que estão em cima da mesa é a introdução de portagens em três SCTUs (Autoestrada Sem Custo para o UTilizador):

  • Na SCUT Costa da Prata a portagem vai ser cobrada no troço do IC1 entre Aveiro e o Porto, que inclui também a "nossa" A17.
  • Na SCUT do Grande Porto serão introduzidas portagens em todo o percurso do IC 24, entre Matosinhos e Espinho.
  • Na SCUT Norte Litoral, haverá portagens entre o Porto e Viana do Castelo.
Cai assim por terra uma das promess... desculpem, objectivos eleitorais do PS e que consistia em manter o carácter gratuito destas vias estruturantes. E o objectivo é o de sempre: poder poupar mais algum para fazer face às contas públicas. Onde está o PS que clamava que há mais vida para além do défice?

É certo que os custos são elevados e pode ser mesmo questionável a existência de vias com a qualidade de uma A17, A28 e A29 que sejam suportadas por todos e não apenas por quem as utiliza de facto. Mas isso é outra conversa...

Entretanto Élio Maia, presidente da Câmara de Aveiro, já se manifestou contra esta possível decisão por parte do governo central, por considerar que não existe uma via que seja alternativa viável a actual A17, podendo colocar novamente a estrada nacional 109, uma via fortemente urbana, sob uma forte sobrecarga rodoviária.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

(Ciber)Dúvidas

Caracter ou carácter?

Embaixadora ou embaixatriz?

"Foram eles quem mandaram" ou "foram eles quem mandou"?

Diz-se, meio a sério e meio a brincar, que o português é uma língua traiçoeira. Infelizmente, e devido à qualidade dúbia de alguns profissionais da comunicação social, alguns erros de português acabam se "entranhar" no público. "Uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade", o mesmo podendo acontecer com o "mau português". De tantas vezes que se lê/ouve um erro, este acaba por poder tornar-se em "regra".

Independentemente do motivo, poderão existir situações decorrentes do uso da nossa língua que despertam em nós dúvidas sobre a sua correcta aplicação.

Na internet existe um espaço excelente para o tratamento destas dúvidas. O Ciberdúvidas é um site (ou deveria escrever sítio?) onde podemos fazer as mais diversas consultas sobre a utilização correcta do português. Simples, basta fazer uma pesquisa sobre a nossa dúvida e, caso não exista nenhuma referência que nos elucide, podemos sempre enviar uma mensagem com a nossa pergunta.

À beira de encerrar em 2005, o Ciberdúvidas conseguiu dar "a volta por cima" e granjear, garantindo assim a continuidade de um nobre projecto que apenas pretende defender a língua de Camões e de Pessoa.

Passa, a partir de hoje, a constar na lista de links (ou deveria dizer ligações?) existente no meu blog.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Portugal e Espanha num só?

O assunto já não é novo e penso que já foi alvo de uma sondagem no semanário Sol (ou terá sido no Expresso?). Em todo caso, esta é uma sondagem que vem do lado dos nuestros hermanos e eles, ao contrário da nossa posição mais diplomática, não estão com meias medidas: Portugal e Espanha congregados num só país que se deveria chamar... Espanha! Com capital em Madrid, monarquia e tudo.

Para mais detalhes é só dar uma espreitadela ao Jornal de Negócios ou à revista Tiempo, quem encomendou a sondagem (se bem que a sondagem não aparece online).

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

domingo, 15 de outubro de 2006

Contas

Na última edição de “O Ponto” surge, na página 4, um artigo sobre a prestação de contas de cada paróquia aos seus paroquianos.

Neste mesmo artigo pode, a certa altura, ler-se “Responsável por estas três paróquias [Ouca, Covão do Lobo e Santa Catarina], o Pe. António Martins disso ao PONTO que sempre que há um cortejo ou peditório extra, faz questão de dar público conhecimento dos montantes apurados no decorrer das missas. Tal não impede, contudo, de afixar as contas em local apropriado, e no caso de Ouca, onde o Jubileu dos 50 anos de paróquia obrigou a mais gastos, «são afixadas com o visto do senhor Bispo»”.

Afixar em local apropriado?! Em Ouca?! Certeza?! Em relação às contas sobre as receitas obtidas nos cortejos de oferendas, que se realizam todos os anos em Ouca, realmente são anunciadas nas missas. Mas, sinceramente, eu não me lembro de ver as contas da paróquia afixadas “em local apropriado”.

O que acontece em Covão do Lobo e Santa Catarina, não faço a mínima ideia mas, ao longo dos 18 anos em que participei activamente na paróquia de Ouca, eu não me lembro de ver contas afixadas “em local apropriado”. Eu não quero dizer que elas não existam, o local da afixação é que, pelos vistos, não foi assim tão apropriado.

Em relação às contas do jubileu da paróquia, também não reparei que tivessem sido afixadas. Acredito que tenham tido o visto do senhor Bispo, afinal foram apresentadas, penso que resumidamente, numa das missas associadas ao referido festejo, na qual esteve presente D. António Marcelino. A meu ver, mesmo isto foi inédito, e apenas serviu para tentar minimizar as críticas que surgiram pela maneira ostracística e irascível como decorreram os festejos.

Contas? Acredito que as haja. Espero bem que as haja. Afixadas em “em local apropriado”? Sinceramente não vi. Podem indicar-me onde foram afixadas?

Movimentos na Internet

A internet tem sido o palco para os mais diversos tipos de manifestações, umas mais sérias outras que nem ao diabo lembra.

Isto a propósito de dois movimentos que ganharam amplitude graças ao recurso de espaços como os blogs ou os grupos de discussão.

O primeiro, CAPSoff, defende a remoção da tecla Caps Lock dos teclados dos computadores. Sim, leram bem: trata-se de um movimento que quer teclados de computador sem Caps Lock.

Hintjens, impulsionador do Capsoff, resume a posição do movimento numa única pergunta: «Porque é que preciso de uma tecla que ME FAZ ESCREVER ASSIM?». Entenda-se que as normas de etiqueta de salas de chat on-line consideram que a escrita em maiúsculas corresponde a “FALAR AOS GRITOS”.

A tecla de Caps Lock surgiu em correspondência à tecla para escrever em maiúsculas existente nas já museológicas máquinas de escrever. Os actuais processadores de texto, com as suas mais diversas funções que actuam sobre as fontes utilizadas, podem ter tornado esta tecla. Ou talvez não.

Pretende-se não apenas a mera remoção da tecla mas a sua substituição por outra no seu lugar, como por exemplo um enter à esquerda ou uma tecla programável.

Outro movimento, mais idealista, teve origem num grupo de amigos de São Francisco (EUA). Este movimento, The Compact, tem como premissa não comprar nada durante o ano de 2006, exceptuando apenas o consumo de bens essenciais.

Pretende ser um movimento alternativo ao desperdiço, ao gasto de dinheiro e tempo em coisas supérfluas, contrariando assim a tendência capitalista e consumista dos nossos dias.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Nem todos, infelizmente

"Há gente que, em vez de destruir constrói; em lugar de invejar, presenteia; em vez de envenenar, embeleza; em lugar de dilacerar, reúne e agrega."

Lya Luft

(pena é que nem todas as pessoas se revejam nestas palavras)

As promessas eleitorais

Vagos (assim, nem mais nem menos) é um dos blogs que acompanho com bastante regularidade. Trata-se de um blog que, para além de alguma incursão pela poesia, dedica vários post a Vagos e, em particular, à política local. Os seus autores gostam de chamar a atenção para aquelas coisas que, segundo a sua opinião, acham que estão mal, mas também gostam de apontar para as coisas que estão bem.

Bem isto a respeito da última iniciativa que tem sido promovida nos últimos posts que têm vindo a publicar: a Memória Autárquica.

Passado um ano sobre as últimas eleições autárquicas, os autores deste blog, fazem questão de lembrar aos seus leitores em geral, e aos políticos em particular, as promessas feitas pelos autarcas por nós eleitos. Não há qualquer pretensão de fazer balanços ou críticas: apenas refrescar a memória daqueles que votaram e daqueles que foram eleitos.

Em questões de governação, e não só, os objectivos, ditados pelas propostas que foram apresentadas ao eleitorado, têm que estar sempre presentes. Se assim não for corre-se o risco de ver o barco a navegar à deriva.

Nas práticas de gestão é comum referir-se a ter sempre uma lista onde constam os objectivos que nos propusemos a atingir, para desta forma, termos consciência do que foi feito e o que falta por fazer.

A ideia de se "republicar" as promessas feitas a um ano atrás permite isso mesmo: ver como estão a correr as coisas.

Mas é preciso notar que só isto não é suficiente. Sem querer de modo algum defender qualquer tipo de posição (apesar de se saber perfeitamente as minhas inclinações partidárias), o que era verdade a um ano, e que serviu de base para um determinado programa eleitoral, pode não o ser agora. Podem haver promessas eleitorais que, no enquadramento actual, podem não fazer sequer sentido.

Ainda sem querer estar a assumir o papel de advogado de defesa de ninguém, é preciso notar que ainda só passou um ano. Os programas eleitorais são elaborados a pensar nos quatro anos que se seguem. Podem haver "objectivos" (como gosta de afirmar o nosso "primeiro": não há promessas!) que foram cumpridos e outros ainda por cumprir (e aqui podem haver inúmeras questões que vão desde o simples incumprimento do prometido até factores mais complexos que possam por em causa determinadas promessas, digo, objectivos).

Passado um ano, não deixa de ser interessante reler o que foi proposto por cada um dos nossos autarcas. Mas apenas isso.

Os comentários e balanços da gestão e da governação dos nossos governantes locais é de aqui a três anos.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

MIC

Ontem Manuel Alegre fez a apresentação pública do MIC - Movimento de Intervenção e Cidadania, um movimento idealizado e criado após o substancial apoio que Alegre grangeou durante a última campanha presidencial, uma candidatura que "pulverizou" o candidato da máquina socialista, Mário Soares.

Durante a apresentação do MIC ficou claro que as relações com o PS, e em particular com José Socrates, não estão sanadas. As críticas a actual governação socialistas são mais que muitas, com particular indicência nas reformas na saúde, onde, diz Manuel Alegre, "Não se pode equilibrar o orçamento à custa dos direitos sociais. Não se pode endireitar as contas públicas à custa dos doentes e dos reformados, nem da desertificação do interior".

O movimento tem uma página web disponível, e pretende tornar-se um sítio de debate aberto à sociedade.

Sobre a tentativa de assalto ao BES

Desculpem, mas não resisti incluir este Bartoon do Público

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Poder, Homem e Corrupção

“O poder não corrompe o homem; é o homem que corrompe o poder. O homem é o grande poluidor, da natureza, do próprio homem, do poder. Se o poder fosse corruptor, seria maldito e proscrito, o que acarretaria a anarquia”

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Buraco na camada de Ozono

Foi divulgado hoje que o buraco da camada de ozono sobre a Antártida deverá fechar nos próximos 70 anos, segundo um estudo da British Antartic Survey e do Centro Espacial Goddard (NASA).

Pelos vistos a dimensão do buraco da camada de ozono tem vido a diminuir gradualmente deste que, no ano de 2000, este atingiu um valor máximo preocupante de 28 milhões de quilómetros quadrados (!), sendo a imagem que ilustra este post referente a esta "loca" na camada de ozono.

A ser verdade falta saber se se deve as políticas ambientais mais ou menos implementadas desde que o problema ambiental começou a suscitar preocupações. Se assim for, então pode ser que nos encontremos no bom caminho.

Como eu ouvi do Prof. Lemos Antunes na conferencia ENER'06: "Nós não herdamos esta terra dos nossos pais; nós pedimos esta terra emprestada aos nossos filhos"

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

ENER'06

Pois, mais uma vez um pequeno período de ausência do meu blog, desta vez devido ao meu trabalho associado à Conferência ENER'06, uma conferência que decorreu na Figueira da Foz dedicada à temática da energia em Portugal. Foram 3 dias em que o trabalho do Departamento se "atulhou" um pouco pelo que ainda irei primar um pouco pela ausência até ter o trabalhinho todo em dia novamente.