quinta-feira, 12 de outubro de 2006

As promessas eleitorais

Vagos (assim, nem mais nem menos) é um dos blogs que acompanho com bastante regularidade. Trata-se de um blog que, para além de alguma incursão pela poesia, dedica vários post a Vagos e, em particular, à política local. Os seus autores gostam de chamar a atenção para aquelas coisas que, segundo a sua opinião, acham que estão mal, mas também gostam de apontar para as coisas que estão bem.

Bem isto a respeito da última iniciativa que tem sido promovida nos últimos posts que têm vindo a publicar: a Memória Autárquica.

Passado um ano sobre as últimas eleições autárquicas, os autores deste blog, fazem questão de lembrar aos seus leitores em geral, e aos políticos em particular, as promessas feitas pelos autarcas por nós eleitos. Não há qualquer pretensão de fazer balanços ou críticas: apenas refrescar a memória daqueles que votaram e daqueles que foram eleitos.

Em questões de governação, e não só, os objectivos, ditados pelas propostas que foram apresentadas ao eleitorado, têm que estar sempre presentes. Se assim não for corre-se o risco de ver o barco a navegar à deriva.

Nas práticas de gestão é comum referir-se a ter sempre uma lista onde constam os objectivos que nos propusemos a atingir, para desta forma, termos consciência do que foi feito e o que falta por fazer.

A ideia de se "republicar" as promessas feitas a um ano atrás permite isso mesmo: ver como estão a correr as coisas.

Mas é preciso notar que só isto não é suficiente. Sem querer de modo algum defender qualquer tipo de posição (apesar de se saber perfeitamente as minhas inclinações partidárias), o que era verdade a um ano, e que serviu de base para um determinado programa eleitoral, pode não o ser agora. Podem haver promessas eleitorais que, no enquadramento actual, podem não fazer sequer sentido.

Ainda sem querer estar a assumir o papel de advogado de defesa de ninguém, é preciso notar que ainda só passou um ano. Os programas eleitorais são elaborados a pensar nos quatro anos que se seguem. Podem haver "objectivos" (como gosta de afirmar o nosso "primeiro": não há promessas!) que foram cumpridos e outros ainda por cumprir (e aqui podem haver inúmeras questões que vão desde o simples incumprimento do prometido até factores mais complexos que possam por em causa determinadas promessas, digo, objectivos).

Passado um ano, não deixa de ser interessante reler o que foi proposto por cada um dos nossos autarcas. Mas apenas isso.

Os comentários e balanços da gestão e da governação dos nossos governantes locais é de aqui a três anos.

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