terça-feira, 5 de dezembro de 2006

As "Chávez" para a presidência

Quer se goste, quer não se goste, Hugo Chávez estará a frente dos destinos da República Bolivariana da Venezuela. Para mim será sempre simplesmente Venezuela, com uma bandeira tricolor ostentando 7 estrelas e com um brasão onde o cavalo corre para a direita e a olha para a esquerda.

Apesar as eleições de domingo passado terem sido consideradas democráticas, e terem decorrido sem incidentes, não posso deixar de estar desiludido com o resultado. A Venezuela foi, e continuará a ser, um país sem soluções políticas e económicas, completamente manietada pelos desvarios ditos "socialistas" e "bolivarianas" que não passam do culto idólatra à figura do presidente.

Uma população pobre e de baixa instrução, facilmente manipulada pelas migalhas que lhes são atiradas em vésperas das eleições é o único motivo que percebo para que Chávez tenha ultrapassado a fasquia dos 60%, garantindo-lhe mais um mandato de seis anos. Sem querer ofender ninguém, há uma imagem que não me tem saído da cabeça: um cão abandonado ao qual damos um osso, ganhando-lhe assim a sua fidelidade. É esta a imagem que tenho da grande massa que terá dado a Hugo Chávez a vitória de domingo passado.

Confesso que tenho acompanhado os destinos da Venezuela ao longe, limitado pela informações que ainda leio em alguns jornais online (El Universal, El Mundo, El Nacional) e sinceramente espero poder olhar para este post daqui a algum tempo e concluir que afinal estava enganado, mas sinceramente não acredito neste presidente, não acredito na sua política de antagonismo barato (anti-imperialista, diz ele), e muito menos lhe reconheço a capacidade de melhorar a economia da Venezuela.

A ver vamos...

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