sábado, 30 de dezembro de 2006

Saddam enforcado

Afinal confirmou-se: o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein foi enforcado às 3 horas (hora de Lisboa), cumprindo-se assim a sentença proferida pelo tribunal que assim o condenou pela morte de perto de 150 xiitas nos anos 80.

Confesso que não que não nutria nenhuma consideração por esta figura, mas o facto é que a pena de morte não é, na minha opinião, uma via para a verdadeira punição dos crimes que se tenham cometido, independentemente da pessoa ou dos crimes que tenha cometido.

No caso particular do ex-ditador iraquiano, a sua morte pode ser mesmo contraproducente, levando a que ele possa ser elevado à "categoria" de mártir pelos seus apoiantes, relançando o fervor sobre a imagem do Saddam Hussein. Se esta preocupação não existisse então não se justifica o alerta máximo das tropas no Iraque.

Mas o absurdo de tudo isto vem, como já é (mau) hábito do presidente norte-americano George Bush. Ele afirmou que a execução de Saddam Hussein é "um marco importante no rumo seguido pelo Iraque no seu caminho em direcção à democracia". Deixa-me ver se eu percebi: para conseguir impor a democracia num país é preciso eliminar todos aqueles que se oponham. É impressão minha ou não era isso que o ex-ditador iraquiano fazia? Ele não eliminava todos aqueles que se opunham ao regime? Se assim é, em que difere a democracia (segundo Bush) do antigo regime ditatorial iraquiano?

Eu costumo dizer que a democracia até é um bom sistema político, pena é que meta pessoas que deturpam tudo.

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