sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Só não se olha para os verdadeiros exemplos

Isto a respeito da notícia no Publico online que dá conta da atribuição de um prémio de 100 mil dólares ao antigo primeiro-ministro sueco pelas políticas ambientais que seguiu e que permitiram que a Suécia reduzisse as suas emissões de dióxido de carbono para lá das metas estabelecidas em Quioto.

A dada altura pode ler-se nesta notícia que "Persson apostou fortemente em políticas que privilegiavam os transportes públicos, incluindo o comboio, e as energias alternativas. A Suécia tem agora 60 mil carros a biofuel e 672 estações de abastecimento".

Em Portugal ainda não assisti a um governo, e não me refiro apenas a este, que tem duas palas nos olhos e apenas vê défice, que se preocupasse a sério com o problema ambiental. Não existe uma verdadeira política de transportes públicos, sendo Lisboa um exemplo crasso. A única política é a do transporte individual, e a preocupação mais evidente é aumentar os impostos sobre produtos petrolíferos, penalizar o IA, mas sem verdadeiras alternativas públicas.

O biofuel é maltratado pelo nosso governo, penalizado como se um combustível petrolífero vulgar se tratasse, taxando-o como tal, desencorajando o mercado.

O IA sobre os veículos híbridos também os torna proibitivos às nossas parcas carteiras. Sobre isto parece que ainda poderá haver alterações significativas. Assim espero.

Comboios... bem, pelos vistos é um óptimo negócio para quem quer receber compensações monetárias por rescisão contratual.

Apenas peço que o governo olhe para o exemplo sueco, porque Persson "agiu e mostrou o caminho a outros líderes políticos, indo para além do exigido no Protocolo de Quioto".

Sem comentários: