sábado, 17 de março de 2007

"Será que quis dizer: Algarve"

O título deste post corresponde precisamente ao que o motor de busca Google apresenta na primeira linha de resultados de pesquisa quando introduzimos a expressão «Allgarve».

Decididamente o excesso de velocidade tem perturbado significativamente a lucidez do ministro Manuel Pinho. De cada vez que este ministro abre a boca somos brindados com as ideias mais disparatadas, imagem de marca a que este executivo nos tem vindo acostumar, graças a este incansável paladino do dislate.

O último «caso» verificou-se no anuncio da campanha de promoção do Algarve. Algarve?... Perdão eu quis dizer Allgarve. Assim, com dois ll.

Uma das explicações, talvez a mais alucinada, que eu ouvi da boca do ministro Manuel Pinho, a justificar este atentado contra a identidade da região do Algarve, foi que com esta aproximação ao inglês (?!) os estrangeiros terão mais facilidade em pronunciar o nome. All-Garve?!? All, ainda vá lá, percebo, mas «Garve»?!

Procurei no Longman Dictionary of Conteporary English, nos dicionários português-inglês e inglês português da Porto Editora e nos dicionários português-inglês e inglês português da Texto Editora e não vi nenhuma referência à palavra «Garve». Ainda procurei nos meus dicionários de português, (Houaiss, Porto Editora, Texto Editora) e nada!

Finalmente uma pesquisa na net. No Google. Venho descobrir que «Garve» é uma vila no norte da Escócia!!

Óbvio, não?

Atendendo a esta ideia peregrina, eu proponho que se vá mais longe, já agora que vamos vender tudo isto aos estrangeiros. Comecemos a promover as restantes cidades e regiões, alterando as suas designações para nomes mais próximos à língua do nosso mais velho aliado.

Não haja dúvida que este Manuel Pinho é uma autêntica fonte para os criativos do «Contra-Informação».

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