sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Incompreensível

«Ficou três anos, esperava ficar seis. Diz que fez tudo o que pôde para que o principal museu público português se modernizasse e não se arrepende de ter manifestado a sua oposição à tutela (a ministra da Cultura e Manuel Bairrão Oleiro, director do Instituto dos Museus e da Conservação, IMC). Com ela o público cresceu (192 mil visitantes em 2006, mais 154 por cento que em 2004), as receitas aumentaram (1,1 milhões em 2006, segundo dados do museu) e o edifício foi restaurado. Dalila Rodrigues queria um MNAA autónomo, o Ministério da Cultura não quis sequer pensar nisso.»

Simplesmente não dá para compreender. Olhando para este sumário de feitos, não se percebe como o governo afasta, sem qualquer pontada de arrependimento, uma excelente colaboradora que tanto fez pelo Museu Nacional de Arte Antiga. O simples afastamento político é um argumento tão oco, tão desprovido de racionalidade que custa acreditar que é este tipo de gente que está a frente dos destinos da nação, destinos orientados não pelo verdadeiro interesse nacional mas pela cor do pensamento.

Medo do medo? É difícil de concordar com esta ideia depois de tudo a que temos vindo a assistir. O que no início era uma anedota, a questão de termos ou não liberdade de opinião, o certo é que começa a tomar dimensões sérias, e que antes parecia ser casos pontuais, hoje parece querer confirmar a regra. Ou não?

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