sábado, 22 de setembro de 2007

"Acordo Histórico"

Sempre que ouço falar em mais um acordo histórico para combater as alterações climáticas fico de pé atrás: começo a ser da opinião que estes não passam de meras declarações de intenções que os governos de vários países assinam em conjunto, tiram umas fotografias para emoldurar, mas, na altura de implementar realmente as medidas necessárias para que os objectivos traçados no dito "acordo histórico" possam ser atingidos, surgem sempre todo um conjunto de problemas e/ou influências (eventualmente mais influências do que problemas) que acabam por deitar por terra toda aquela "vontade mundial" de alterar o rumo das coisas.

Isto a propósito do "acordo histórico", assinado por quase duzentos países, para proteger a camada do ozono. Neste acordo, assinado em Montreal, pretende-se antecipar a data para a suspender e eliminar a utilização dos hidroclorofluorcarbonetos, ou HCFC, uma substância considerada como sendo nociva para a camada do ozono, e que foi adoptada em substituição dos famosos CFC, banidos por serem fortemente destruidores da camada do ozono.

Apesar de todas as declarações de boas intenções habituais nestas alturas, o certo é que os governos deste mundo, contando com algumas excepções (Que raio! Nem todos podiam ser maus!), na altura de mostrar verdadeiramente um pulso forte, nos desiludem.

Quioto é aquilo que se sabe: estivemos anos a fio à espera de que o tratado fosse ratificado, esteve por um fio quando a Rússia demonstrou reticências, e no final os EUA, devida à política militar e de apoio à indústria americana no matter what de George Bush, decide colocar-se à margem. Assim um dos países mais poluidores do mundo decide colocar-se fora do Tratado de Quioto "e os outros que se lixem".

Em relação às metas de Quioto, dentro dos países aderente, as coisas também não correm bem. Por exemplo, Espanha e Portugal estão longe de atingir as metas estabelecidas por falta de "trabalho de casa".

Livro Verde da UE para as Energias Renováveis: outro possível fiasco, com muitos dos países da UE atrasados nas metas estabelecidas para a produção sustentada de energia com recurso a fontes renováveis.

Neste tipo de "promessas" temos que partir do princípio que são todos culpados até prova em contrário. Se não não se arregaçar verdadeiramente as mangas, este acordo não passará de mais uma pilha de papel que servirá para discutir no futuro o que terá falhado, tal como tem vindo a acontecer com outros acordos congéneres.

Até lá, o nosso mundo continua a ser maltratado...

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