terça-feira, 25 de setembro de 2007

Nas pegadas de Fidel

Parece que isto de ser ditador num país latino-americano pode ser bastante prejudicial para a voz, em particular, se olharmos para o tempo que eles despendem a falar em directo para a população. Pelo menos assim foi com Fidel Castro, se bem que agora mais debilitado, não passando de uma "miserável" horita a falar, e é-o agora com o Chávez.

Isto a respeito da "telemaratona" do presidente venezuelano: o seu último programa Aló, presidente durou nada mais do que oito horas, superando a sua marca de 7 horas e 46 minutos de Agosto passado («Guiness aqui vou eu!»). Durante esse tempo ele falou, cantou e até declamou um poema, num programa em que o público que assiste em directo, incluindo ministros e outras figuras do estado, têm que estar perfeitamente atentos aos desvairos presidenciais (o jornal online El Pais é mais "meigo", falando em reflexões presidenciais) porque eles podem ser inquiridos a qualquer momento, tipo professor quando pretende apanhar um aluno cábula distraído na aula.

Nada como pão e circo para apaziguar o povo.

Via A Origem das Espécies

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