quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O Referendo ao Tratado

Tem sido assunto de momento a realização ou não de um referendo para ratificar o Tratado Reformador da União Europeia, aquele que José Sócrates tanto quer que se chame "Tratado de Lisboa".

O PSD, através da sua nova liderança, leva a crer que não é favorável ao referendo.

O Presidente da República, Cavaco Silva, sempre foi contra o referendo por achar que este estaria sempre inquinado por assuntos que nada têm a ver com o tratado.

Os partidos mais a esquerda (excluindo naturalmente o PS) são todos a favor do referendo.

Só o governo, e por extensão o PS, é que parece titubeante. Alega que estando na presidência da UE não pode tomar uma posição parcial. Só depois de assinado o acordo, e eventualmente quando todos os outros países tomarem uma posição, é que o governo assume qual o seu compromisso: fazer ou não um referendo.

Mas a posição do governo é mais do que fazer-se de juiz imparcial. O governo e o PS têm medo de que o referendo sirva mais como uma arma de manifestação contra as políticas que têm vindo a ser tomadas. Têm medo de que o tratado seja "chumbado" pelos eleitores, quando na realidade eles pretendem chumbar as medidas governamentais. E com isto lá se ia o sonho de um tratado que se queira com o nome de Lisboa. Lá se ia a hipótese de Sócrates ver o seu nome na constelação da UE. A chamada "inquinação" da essência do referendo deitaria por terra todos os sonhos políticos do governo e do PS.

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