sábado, 10 de novembro de 2007

Para mim meia-dose, por favor.

É este o Sócrates do costume: apenas gosta de falar da coisa que lhe interessam, desprezando aquilo que é incómodo na sua governação.

A questão do emprego é, de longe, aquilo que mais o tem perseguido. Os números indicam claramente que, em termos de emprego, a política governamental nada tem feito para reverter o crescimento do número de pessoas sem trabalho.

Mas, como diz a Teresa Guilherme, isso agora não interessa nada.

Sobre as previsões da União Europeia, Sócrates gosta de puxar pelos galões e falar aos quatro ventos que a consolidação orçamental e o crescimento económico estão aí. Só se esquece de referir que tudo está a ser feito à custa dos - cada vez menos - trabalhadores.

Sobre os números do desemprego nada. Esses não interessam. Esses não se vão cumprir. Apenas metade da previsão da UE é que conta.

A União Europeia reviu em alta a taxa do desemprego em Portugal e aponta para um valor de 8%. O mesmo estudo que dá uma crescimento consolidado a Portugal, e que o governo de Sócrates rapidamente abraçou como tábua de salvação para justificar as suas medidas políticas, já não é tido como correcto.

"Olhe para mim é só meia-dose, e não me sirva o desemprego, se faz favor"

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