terça-feira, 4 de dezembro de 2007

400! Negócio Fechado!

A última reunião da Assembleia Municipal de Lisboa transformou-se num autêntico leilão holandês ou, se preferirem, um souk tunisino, onde a mais badalada autorização de empréstimo, que o executivo camarário solicitou à Assembleia Municipal, acabou por ser tratada como se de um regateio de preço se tratasse.

O ex-membro do governo, que limitou a capacidade de endividamento das câmaras municipais, pretende agora, na qualidade de presidente da câmara, empenhar a Câmara Municipal de Lisboa em 500 milhões de euros, que alegadamente são imprescindíveis para endireitar as contas da edilidade.

De repente, este número mágico desce para 400 milhões. Pelos vistos, o "orçamento apresentado" estava inflacionado, sendo que os 100 milhões de euros excedentários consistiam naquilo que em engenharia carinhosamente é chamado de margem de cagago: pelo sim, pelo não, vamos inflacionar isto, não vá o dinheiro, com as continhas que fizemos, ficar curto...

Ou então o "preço" foi inflacionado para poder regatear com a oposição, e nesse caso a Câmara pretendeu sempre um empréstimo de 400 milhões e apresentou um valor de 500 milhões para poder "fazer um desconto ao cliente".

Seja como for, a Câmara da capital mais parece estar a ser gerida como se uma mercearia se tratasse... sem ofensa para as mercearias.

Sem comentários: