quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Referendo? Jamais!

Pelos vistos tudo leva a crer que José Sócrates irá dispensar o referendo para ratificar o Acordo de Lisboa.

O primeiro-ministro prefere assim evitar que o referendo se transforme numa arma de arremesso político contra o seu executivo, um efeito permissivo muito comum neste tipo de consultas populares: a utilização do referendo não como ferramenta de decisão democrática mas antes como um meio para penalizar o governo em funções. Era o que faltava!

Só faltava agora que o povo, só porque quer reclamar das políticas governativas, pusesse em causa a obra-prima da presidência portuguesa. E logo depois de tanto empenho e dedicação investidos de forma a garantir que este acordo tomasse o nome da capital portuguesa (um pouco mais e com jeitinho conseguiam chamar-lhe o Acordo de Sócrates, só que em alguns meios foi considerado um pouco egocêntrico).

Assim, José Sócrates prefere faltar a mais uma promessa um objectivo eleitoral a ficar sem o seu marco histórico na construção da nova ordem europeia. Afinal, o que é uma promessa um objectivo eleitoral eleitoral? Entre tantas promessas tantos objectivos por cumprir, mais um ninguém nota.

Sem comentários: