quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Pior, pior, pior...

Ou pior ainda, o absoluto pior, o pior que encerra o puro mal, porque no meu ignoto canto, mergulhado na raiva pura, no monstro verde, na bilis do mais total ressentimento, invejo o sucesso brilhante do engenheiro Sócrates como desenhador e projectista, um homem que faz, que tem obra feita no distrito da Guarda, enquanto eu não durmo à noite porque apenas pertenço àquela confraria inútil que só escreve livros e artigos, mergulhada na sua própria peçonha. Deve haver coisas ainda piores, mas a minha imaginação não chega lá.

José Pacheco Pereira, in Revista Sábado (2008.02.07)

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