domingo, 20 de abril de 2008

Mais um...

Ontem anunciou que ponderava, hoje assumiu que é candidato à liderança do PSD.

Primeiro, discordo com ele quando diz que Menezes não resistiu às críticas dos opositores do partido, pelo menos não na forma como é dito. Falamos de críticos que, desde a primeira hora, começaram a pôr em xeque o presidente do PSD. Ainda não tinha sido dado um passo e os críticos já iam no adro, de megafone na mão, a pregar aos quatro ventos as desgraças que se tinham abatido no partido social-democrata.

Como se pode viver com esta oposição interna? Como se pode combater este tipo de críticos? Como é possível silenciar uma oposição que apenas quis fazer valer a sua opinião pessoal, desrespeitando a vontade expressa pelos militantes em eleições directas? Ficou claro desde a primeira hora que estes não pretendiam dar tréguas, críticos com grande exposição mediática que questionaram e melindraram a imagem de Menezes junto do eleitorado. Um exemplo da comunicação unidireccional que Al Gore tanto fala no seu "Ataque à Razão".

A partir daqui facilmente se percebe que o partido nunca conseguiu deixar de falar para o seu interior, os problemas estavam fundamentalmente centrados no partido e não no país. A posição ficou insustentável. Assim não é possível apresentar uma verdadeira alternativa governativa ao país. A demissão foi a melhor decisão.

Mas o que é que Patinha Antão fez para silenciar os críticos? Ou apenas o líder é o responsável? Ou será que aqueles que o acompanhavam, como era o caso do Patinha Antão, não deviam também ter agido no sentido de virar o partido para fora? Posto desta forma, Patinha Antão não se revelou exemplar no desempenho do seu cargo, pelo que não merece a confiança dos militantes do PSD.

1 comentário:

gata pantufa disse...

Infelizmente, o PSD tem-se tornado uma verdadeira anedota do grande partido que foi. Não vejo sinceramente que alguém neste momento consiga limpar a imagem de uma casa desarrumada em que a ideia que dá pelos inumeros candidatos à corrida é que se deseja o poder pelo poder e não pela vontade de mudar seja o que fôr. As pessoas sérias, que querem de facto apresentar ideias válidas são afastadas internamente e quem se calou vem agora defender? Não entendo isto sem lhe chamar um nome muito feio...