sexta-feira, 18 de abril de 2008

Satisfeito Pacheco?

E pronto! Luís Filipe Menezes não resistiu aos constantes embates da oposição interna do partido, batendo com a porta e anunciando eleições antecipadas para a liderança do actual maior partido da oposição.

Há uma série de auto-intitulados "intelectuais" do partido que, arrogando-se defensores da democracia, nunca conseguiram engolir o sapo que foi a eleição de Luís Filipe Menezes pelas bases do PSD.

Desde a primeira hora em que Menezes ganhou a liderança do partido, os mais acérrimos detractores não perderam tempo. O sinal de partida foi a famosa bandeira do PSD colocada de "pernas para o ar" no blog do Abrupto. Incoerências de quem há pouco tempo criticava a falta de respeito pela simbologia do partido ao "estilizar" as cores e as setas que representam o PSD. Frei Tomás no seu máximo esplendor: "Faz o que eu digo...".

A principal função do líder do PSD, que seria acompanhar criticamente a (des)governação do partido socialista, foi completamente diluída pelo constantes achaques que vinham do interior do próprio partido. Quando se pretendia a unidade do partido, as auto-denominadas elites do PSD tudo fizeram para minar o trabalho de credibilização do líder perante o eleitorado.

Só uma pessoa ganha com tudo isto. Todos os problemas do país ficam ofuscados pela luta interna de um partido, permitindo ao governo socialista passar "desapercebido" das principais linhas editoriais, estas mais preocupadas e deliciadas com uma guerra fratricida.

Seria Luís Filipe Menezes uma boa escolha? Não sei. tenho de admitir que algumas das suas posições foram um pouco derivativas, mas tenho a convicção de que o "estardalhaço" provocado pela oposição interna em nada ajudou na afirmação de Menezes junto do eleitorado.

Chego por vezes a pensar se de facto não haverá por aí muitos "Sulistas, elitistas e liberais"...

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