segunda-feira, 21 de abril de 2008

A vaga de fundo

Compreendo que os apoiantes e aqueles que são mais próximos de Luís Filipe Menezes desejem que ele se recandidate. Hoje, na TSF, levantou-se mais uma voz nesse sentido: Marco António Costa veio dizer que Menezes não deve ser pressionado e deve ter espaço para reflectir. Uma imagem que faz lembrar aquela cena típica de verão em que o nadador-salvador retira do mar uma vítima de afogamento; a seguir os curiosos começam a aproximar-se e a amontoar-se junto da vítima e ouvimos o nadador-salvador: "Dêem espaço! Dêem espaço!".

(Ou "deem", se tivermos em atenção o novo (des)acordo ortográfico)

Repito: compreendo perfeitamente. Aliás, a distrital do Porto do PSD, liderada pelo Marco António Costa, aprovou por unanimidade e aclamação, a recondução de Menezes ao cargo, uma posição interessante caso Menezes não avance (muito provável) e Rui Rio decida entrar na corrida.

No entanto, continuo a achar que o avanço de Menezes à presidência do PSD é contraproducente. Menezes afirmou categoricamente, por duas vezes, que não é candidato e, acrescentou ainda na SIC Notícias, que tinha direito a um período de nojo. Continuo a achar que a credibilidade de Luis Filipe Menezes seria posta em causa se agora voltasse atrás, consolidando as críticas que o apontavam como um homem que hoje diz uma coisa e amanhã outra.

Das palavras do Marco António Costa ficam, no entanto, duas afirmações interessantes: «O que interessa é saber se os candidatos derrotados estarão disponíveis para aceitar os resultados» e, a respeito do próximo lider, interessa saber se ele «será um candidato com um projecto basista, na linha do velho PPD, ou alguém que vai repensar politicamente o partido, como um movimento de quadros superiores, com pouco contacto com a realidade.»

Seguem-se cenas dos próximos episódios.

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