sábado, 31 de maio de 2008

Ganhou a Manuela Ferreira Leite


Serve apenas para expressar a minha opinião sobre este facto, nada que outro ilustre militante já não tenha feito em eleições anteriores.

Declaração

Só para informar que já cumpri com o meu dever de militante.

Podem parar de mandar SMS...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

SMS, SMS, SMS...

Beeeeemmmm... isto hoje tem sido um fartote de SMS! Ele é o Santanta, ele é o Coelho, ele é a Ferreira Leite; todos a pedir o mesmo: a cruzinha no boletim de voto.

Só de pensar quanto custa o roaming à Manuela Ferreira Leite, dá para ver que a brincadeira vai ficar cara...

Sorria...

Morrer é ainda mais difícil

«Mesmo assim, não faz sentido dizer que a vida está difícil, porque a verdade é que a morte está ainda pior. O Governo tem tudo previsto. Se o primeiro-ministro nos faz a vida negra, façamos-lhe a justiça de reconhecer que também nos torna a morte quase impossível. O suicídio, hoje em dia, está praticamente fora de hipótese. A imolação pelo fogo, tão popular no Médio Oriente, é-nos vedada pelo preço da gasolina. A escassez de sobreiros faz do enforcamento uma impossibilidade técnica. Comprimidos, nem pensar: as farmacêuticas vão-nos ao bolso. Apostar no cancro do pulmão é arriscado, porque quase não se pode fumar em lado nenhum. E as intoxicações alimentares são cada vez mais custosas, que a ASAE não dorme. A única hipótese é morrer de tédio, na fila para abastecer o carro nas bombas que vendem gasolina dois ou três cêntimos mais barata.»

Ricardo Araújo Pereira, in Revista Visão (2008.05.12)

O Círculo Vicioso

Para que meia dúzia de sectores empresariais possam viver tranquilamente à custa de baixos salários, sem, terem, que apostar em gestão, design, investigação, tecnologia, criatividade e outras coisas que dão trabalho e custam dinheiro, temos que manter uma boa parte dos portugueses em regime de pobreza controlada. Vivemos num circulo vicioso, porque somos pobres a procura interna é insuficiente, em consequência disso a economia depende das exportações e quando as coisas estão melhor importamos mais porque não há oferta interna para o consumo dos mais ricos. Voltamos a ter dificuldades e aparece logo o Vítor Constâncio a apelar ao governo para que explique aos pobres que sejam mais comedidos, que tenham mais calma porque isso de se deixar de ser pobre depressa demais tem os seus perigos.

blog: O Jumento

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Eu NÃO vou

Recebido por correio electrónico

Mais uma vez enganados!

Tem sido apanágio deste governo anunciar com pompa e circunstância medidas que parecem ser abrangentes, sociais e justas, e na verdade vem-se a verificar que tudo não passa de um circo mediático, recheado com uma dose de demagogia q.b., para desta forma minimizar os estragos que o descontentamento inflige na barómetro da popularidade do executivo e, em particular, do primeiro-ministro.

Isto a respeito da medida anunciada no último debate parlamentar com o governo, cada vez mais usado como púlpito para a dita campanha demagógica, em que José Sócrates fez questão de anunciar que seriam congelados os passes sociais dos transportes públicos.

Até aqui tudo bem. Pena é que se tenha esquecido de referir que esta medida seria apenas para Lisboa e Porto!

No resto do país os passes sociais aumentaram 6% em Julho, cumprindo-se assim o aumento intercalar previsto.

Cultiva-se assim cada vez mais a ideia de que Portugal está centrada nas grandes metrópoles. No resto do país, não bastando o facto de haver muitos lugares em que o transporte público é um mau serviço (quando o há!), ainda por cima as populações são obrigadas a suportar maiores custos.

E já agora, alguém avise o Vital Moreira

Vista curta

Vital Moreira no Causa Nossa:

«Ficamos assim a saber [no jornal Público] que uma família pobre ou remediada, sem automóvel, que anda de transportes colectivos -- cujos passes sociais foram aliás congelados -- e que consome electricidade e gás por uma tarifa regulada -- cujo valor não é função directa, nem muito menos imediata, do preço dos combustíveis --, pode ser mais afectada pela subida dos combustíveis do que uma família com rendimentos médios ou altos que possui dois carros em utilização corrente...»

Claro que o Vital Moreira "esquece-se" de acrescentar o impacto que os combustíveis têm nos preços nos bens de consumo! Ou será que a produção é feita a partir exclusivamente de água (e mesmo essa...)? Ou será que os bens de consumo são teletransportados para as prateleiras dos supermercados? E o impacto dos biocombustíveis (que o prórpio Sócrates desdenhou na Assembleia da República)?

Desconfio que o Vital Moreira não faz ideia de quanto tem aumentado um litro de óleo alimentar...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mais 0,007€

Não, não estou a falar da Galp: a Repsol voltou a aumentar os preços 24 horas depois de os ter aumentado.

Pelos vistos temos uma nova tática: aumentar os preços apenas em pequenas proporções e numa base quase diária para que estas alterações dos preços comecem a ser tão banais que deixam de ser notícia, deixando de estar assim debaixo dos holofotes dos média.

O certo é que na Repsol tivemos às 0h00 de quarta-feira um aumento de meio cêntimo e às zero horas de quinta-feira mais 0,7 cêntimos, ou seja, uma aumento líquido de 1,2 cêntimos em todos os combustíveis, numa clara convergência para os valores da Galp.

Por outras palavras, os combustíveis a custar praticamente o mesmo em todas as estações de serviço, num exemplo cada vez mais evidente de distorção de mercado concorrente.

BOICOTE!

Eu só queria ajudar

«O governo diz que não pode fazer nada e pede a intervenção da Comissão Europeia para travar esta loucura. Estou mesmo a ver os comissários a interferirem no mercado, depois de o glorificar. As coisas estão pretas e por este andar não vão melhorar tão cedo. Hoje, na rua, fui convidado a arrepender-me dos meus pecados e aderir às Testemunhas de Jeová. Perguntei se tinham algum grupo de guerrilha urbana. A mulher virou-me as costas e foi-se embora. Eu só queria ser objectivo e ajudar.»

Blog Estrada Poeirenta

O caminho passa por aqui

Sem dúvida que o caminho passa por aqui:

Preço do petróleo cai quase nove dólares devido ao abrandamento do consumo

Se o movimento especulativo pode trazer alguma falsidade ao funcionamento do mercado, também é verdade que sem consumo os especuladores ficam "a arder".

A nossa sociedade tem colocado o planeta Terra em permanente e crescente stress desde o início da revolução industrial. Temos estado a libertar em poucos anos para o ambiente o que a natureza levou milénios a armazenar. Foi necessário uma significativa alta de preços para que todos sentíssemos que tínhamos que parar. Infelizmente o que nos levou a parar não foi a nobre causa de defesa do planeta mas sim porque nos estavam a ir ao bolso.

Se por um lado este abrandamento de consumo levou a uma baixa de preços, penalizando todos aqueles que se estavam a aproveitar financeiramente do momento, por outro pode finalmente levar a considerar mais seriamente a necessidade de alternativas energéticas e utilização racional e eficiente dos nossos recursos.
BOICOTE!

terça-feira, 27 de maio de 2008

O vazio político

Este governo, e em particular José Sócrates, começa a evidenciar cada vez mais dificuldades em conseguir soluções para os problemas sociais que se têm vindo avolumar.

Numa perspectiva fortemente centrada no deficit das contas públicas, Sócrates tem vindo a afogar cada vez mais a classe média e a "enterrar" de vez a classe baixa: de facto, apenas há deficit, não há vida. As críticas dos históricos do partido, que estão em total desacordo em relação ao caminho que o PS tem trilhado, têm sido cada vez mais recorrentes na comunicação social.

Perante tudo isto, e quando não se sabe que mais dizer para aplacar a indignação pública, recorre-se ao velho golpe de "A culpa é dos outros".

Passados três anos de maioria socialista, em que o PS governou o país ao seu belo prazer, não se consegue admitir que afirmações como as que hoje proferiu nas jornadas parlamentares socialistas sejam usadas recursivamente sempre que as coisas não correm bem.

Sócrates não tem qualquer problema de consciência em ir regularmente à praça pública para (auto-)elogiar a acção governativa, que se pauta por uma exemplaridade ímpar na Europa e arredores, ou pelo menos assim parece, segundo as suas intervenções nos debates quinzenais na Assembleia da República.

No entanto, as coisas mesmo assim não correm bem. Então, à falta de culpados (que não ele), é deitar as culpas a quem por lá já passou, numa atitude de total desresponsabilização, esquecendo que afinal os últimos três anos são da sua inteira responsabilidade.

A pergunta que se coloca agora é: e se a economia registasse um bom desempenho, a culpa era também do PSD?

Certamente que os "culpados" seriam outros...

Por falar em margens...

As petrolíferas dizem que não têm margem para baixar preços dos combustíveis, o problema é que muitos consumidores há muito que não tem margem para pagar os preços absurdos que estão a ser praticados, não apenas no combustível mas em todos os bens de consumo que foram na sua generalidade afectados por esta alta de preços fictícia.

Nitidamente, a indústria petrolífera tenta neste momento limpar a sua imagem junto da opinião pública, agora através da Apetro. Como querem que a opinião pública acredite que a margem é de apenas alguns cêntimos. O que entendem eles por "alguns cêntimos"? Na BP, um cêntimo menos é sinal de resultado negativo? Então as estações de serviço dos hipermercados devem estar a perder dinheiro a rodos! E como é que a BP consegue a campanha de descontos com o Lidl?

E porque agora uma campanha sobre "Eficiência Energética destinada aos consumidores de combustível"? Então a indústria petrolífera, depois de anos de lobbying junto da indústria automóvel no sentido de atrasar a introdução de energias alternativas, agora é que se lembra de fazer uma campanha para a eficiência? Só agora, que os preços estão inflacionados pela especulação do mercado e que sentem a opinião pública virada contra eles?

Então a industria petrolífera é isto? Uma indústria reactiva?

Sinceramente, fico mais convencido que a acção de boicote ao consumo, para além de uma óptima alternatica energética, é uma maneira de mostrar que a sociedade não pode pactuar com uma instituição que apenas procurar demonstrar que se preocupa com o bem-estar da sociedade quando esta lhe vira as costas.

É preciso ter cuidado com o colesterol

As batatas fritas e os hambúrgueres socialistas do continente podem fazer mesmo mal a saúde.

Carlos César, “não é um socialista de plástico, feito por uma agência de comunicação”

Pode-se congelar muita coisa...

Bandeira, in DN online

BOICOTE!

Siameses

Até posso compreender os comentários do governador do Banco de Portugal mas, sinceramente, não me digam que estavam à espera que Vítor Constâncio fosse contrariar o discurso do governo:

Vítor Constâncio diz que Portugal não tem margem para reduzir impostos


BOICOTE!

sábado, 24 de maio de 2008

Já parece a histórica hiper-inflação brasileira...

BOICOTE!

Nem ao colo!

(Via O Jumento)

BOICOTE!


«Espanha, Espanha, Espanha»

Quando no início do seu mandato José Sócrates proclamou o slogan "Espanha, Espanha, Espanha", poucos ousariam pensar que o PS nos queria empurrar a todos para as bombas de gasolina espanholas, fazendo assim dos portugueses cotribuintes fiscais de Zapatero.

(via Tomar Partido)
BOICOTE!

Parem o assalto!

O tema do boicote está a propagar-se como fogo em palha seca na blogosfera.

Começa também a verificar-se que a ideia começa a consolidar e ganhar características que há algum tempo eu já tive a oportunidade de referir.

Primeiro, um boicote de apenas três dias é pouco significativo: trata-se de infligir um golpe com efeitos temporários. Ao retomar o consumo normal, será como se nunca tivesse havido boicote.

Segundo, fazer boicote às três grandes petrolíferas representadas em Portugal - Galp, BP e Repsol - poderá não ter os efeitos pretendidos. Em texto publicado n'O Jumento (via Fliscorno):

«BOICOTAR OS COMBUSTÍVEIS DE ALGUMAS PETROLÍFERAS?

A sugestão partiu do presidente do ACP e já circula um mail a apelar ao boicote de algumas marcas. Todavia, quem teve a iniciativa cometeu o erro de propor o boicote de quase todas as grandes marcas o que o torna ineficaz, já que não serão as pequenas gasolineiras a promover a concorrência, aliás, muitos dos consumidores nem sequer se poderiam abastecer. Por outro lado, propõe um boicote de três dias o que não faz sentido pois o impacto é diminuto.

Será mais razoável eleger apenas uma grande marca e promover o boicote durante um período prolongado, até que se sinta os efeitos nos preços.»

Uma observação com a qual concordo plenamente. Tal como já afirmei antes actualmente não abasteço na Galp e podem ter certeza que assim continuará.

Boicote!!

Porque é por demais evidente que não existe mercado livre;

Porque é evidente que os preços praticados pelas petrolíferas no mercado de abastecimento automóvel é o igual;

Porque é evidente que as empresas petrolíferas recorreram ao aumento dos preços em dias distintos assim que a opinião pública e a comunicação social começaram a criticar os aumentos dos combustíveis;

Porque é evidente que o consumidor está a ser "comido de cebolada" pela grande indústria petrolífera e pelo mercado especulativo das matérias primas;

Por tudo isto: Basta!

A Galp, a BP e a Repsol enveredaram numa autêntica novela rocambolesca de aumento de combustíveis, com a Galp a fazer o papel de bobo, tão ridícula foi a situação de não aumento que se deu a meio da semana, culminando com um aumento efectivo à meia-noite de hoje.

As empresas petrolíferas vêm a praça pública arrogar o papel de coitadinhos, a declarar que os preços praticados nos combustíveis de todas as marcas é o mesmo porque margens de lucro baixas no mercado de retalho e a pedir a descida do imposto sobre produtos petrolíferos como se fossem eles as verdadeiras vítimas do movimento especulativo que tem alimentado os preços historicamente elevados do crude.

No meio disto tudo, o consumidor português continua a pagar um preço muito elevado pelos combustíveis, um preço que ganha outras proporções se se comparar o rendimento médio nacional com o resto da Europa.

O boicote é assim uma arma que permitirá ao consumidor definir a sua posição, dizer basta! e deixar claro que não se está mais na disposição de aceitar de forma passiva decisões que penalizam o futuro de cada um de nós.

Tem circulado por e-mail e por SMS uma mensagem que procura sensibilizar o público para evitar o abastecimento junto dos três grandes da indústria petrolífera representados em Portugal - Galp, BP e Repsol -, um boicote que deverá ter lugar dos próximos dias 1, 2 e 3 de Junho. Por mim, este boicote deveria ser mais extenso no tempo e, no meu caso, já comecei.

Mas será suficiente?

Não. Sendo senhores da nossa carteira, somos nós quem decidimos onde abastecer. Poder-se-á infligir alguns amargos de boca no mercado de abastecimento automóvel, mas a verdade é que o movimento especulativo e a indústria petrolífera não depende apenas de enchermos os nossos depósitos.

O mercado petrolífero é muito mais complexo do que apenas decidir a quantidade com que pretendemos abastecer numa bomba de gasolina e está muito para lá das estações de serviço.

Vivemos numa sociedade em que o petróleo e derivados se entranharam nos interstícios da sociedade, de tal forma que actualmente funciona como matéria consolidante, uma sociedade sustentada num passado geológico que temos vindo a libertar a um ritmo alucinante.

O petróleo não está apenas nos nossos depósitos de combustível: está na energia eléctrica que consumimos e numa miríade de artefactos e utensílios que usamos no nosso dia a dia, muitas vezes sem imaginar que a nossa pré-história está aí entranhada.

O preço do petróleo reflecte-se não apenas no custo do gasóleo e da gasolina. O seu aumento origina um efeito em cascata que se repercute nos mais diversos bens que consumimos diariamente.

O crescimento do consumo mundial, agravado pelos mercados emergentes do oriente, pela instabilidade política nos países africanos produtores de petróleo, a instabilidade política que o presidente George W. Bush fez questão de agudizar no Médio Oriente e os fenómenos climatéricos cada vez mais adversos no Golfo do México (apenas para enumerar os mais relevantes) - tem servido de justificação para que os especuladores do mercado levassem os preços do crude para níveis quase impensáveis há algum tempo atrás.

Estamos actualmente a viver dias de mudança: uma mudança da sociedade tal como a conhecemos, uma mudança de hábitos - hábitos de consumo energéticos, em particular.

Naturalmente que fazer boicote ao abastecimento é uma maneira de dizer que estamos atentos e que não admitimos que nos atirem areia aos olhos. Não só concordo, como actualmente o faço. Mas esta atitude por si só não resolverá os nossos problemas. Temos que pensar mais longe e orientar as nossas decisões não apenas para o depósito do nosso automóvel mas para toda a nossa vida, olhando com atenção para a maneira faustosa como ainda gastamos energia, nas suas mais diversas formas.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Quem diria?!

Ó surpresa! O inimaginável aconteceu!

Repsol aumenta preço do gasóleo

E vejam lá a coincidência: o aumento foi o mesmo ao verificado na Galp e na BP!

Pois é! Falou-se em cartelização e, de repente, as petrolíferas deixaram de corrigir os preços ao mesmo tempo. Agora uma comunica a alteração e as outras acompanham um ou dois dias depois mas o aumento é feito na mesma proporção em todas. Nesta rodada foi a BP que começou, falta saber que começa a próxima rodada.

De facto, ele há cada coincidência no mundo dos negócios...

O Povo Unido...

Já não é a primeira vez que recebo uma mensagem de correio electrónico que diz coisas do tipo "dia X não abasteça no posto Y" e "juntos marcamos a diferença".

No entanto, esta última semana este tipo de mensagens começou a surgir numa progressão quase geométrica em particular uma que apela ao boicote à GALP, BP e Repsol. E não só por correio electrónico, o SMS tem sido também um veículo difusor desta mensagem que sensibiliza as pessoas para não abastecer-se nos próximos dias 1, 2 e 3 de Junho. A mensagem é mais ou menos a seguinte:

URGENTE_1_2_3_JUNHO_DIAS SEM ABASTECIMENTO NA GALP_BP_REPSOL

PASSEM A PALAVRA
Vamos fazer a diferença!
Isto tem que começar por algum lado!
Vamos passar a palavra e não ser indiferentes, temos que fazer com que as coisas mudem!
A subida vertiginosa do preços dos combustíveis tem que parar e temos que fazer com que baixem!
Para tal vamos combinar três dias nacionais seguidos de NÃO ABASTECIMENTO NA BP, GALP, REPSOL!

Esses dias serão o 1 -2 -3 de Junho que vem!

VAMOS FAZER A DIFERENÇA!

Nesses dias abasteçam em outros postos de combustíveis tais como a Esso, Total, Continente (antigo Carrefour), Intermarché, Jumbo e Eleclerc!
Juntos teremos força para baixar os lucros destes gigantes!
Agora é só passar a palavra com urgência!
Estou farto de ser levado na hora de pagar!
CHEGA!
SEJAMOS UNIDOS PORTUGUESES E TODOS OS QUE TENTAM SOBREVIVER EM PORTUGAL!

NÃO ESQUEÇAM 1 - 2 - 3 de JUNHO que vem Não Abasteçam na BP, GALP e REPSOL!

FORÇA PORTUGAL!


E sabem que mais... eu alinho. Alias, até acho que devia ser um boicote permanente!

Com o consentimento do meu amigo Raposa Velha, deixo-vos esta imagem:


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Adeptos de SMS

Já recebi vários SMS do Santana e do Coelho, muito preocupados em anunciar os seus encontros com os militantes, mas da Manuela nem um!

Será que não gosta das novas tecnologias?

domingo, 18 de maio de 2008

Cartel? Nóóóóós?!?

Os sucessivos aumentos dos combustíveis têm estado debaixo do fogo da informação e da opinião pública, mais ainda quando estes aumentos são operados pelas diversas empresas no mesmo dia, na mesma hora e os aumentos são sempre na mesma ordem de grandeza. Ou seja, o tal mercado livre - a mão invisível de Adam Smith - mais parece estar condicionado à vontade das grandes empresas petrolíferas do que a verdadeira prática de comercio livre.

Ainda no meio desta semana foi ver a BP e a Galp (e julgo que também a Repsol) mais uma vez a praticar o mesmo aumento ao mesmo tempo, indiciando claramente uma concertação de preços que mais não parece a cartelização do mercado, uma prática condenável por lei.

Este facto foi, desta vez, fortemente apontada pela comunicação social que não se cansou de "correr" atrás dos responsáveis pelas diversas empresas que negaram veementemente qualquer tipo de acordo tácito para controlar os preços do mercada. Foi quase ridículo ver o - penso eu - presidente da BP a "choramingar" pelo facto das pessoas não acreditarem que as margens de lucro das petrolíferas são de facto diminutas.

A semana chega ao fim e verifica-se um novo aumento. Desta vez, para evitar as acusações de concertação de preços, e atirando assim areia aos olhos da opinião pública, as petrolíferas procedem a aumentos em dias distintos para transmitir a imagem do tipo "Estão a ver? Não subimos os preços no mesmo dia!"

Assim, ainda os consumidores se estavam a refazer do aumento ao meio da semana passada e, no último sábado, a BP aumenta novamente os preços, com a Galp a não confirmar se "iria" atrás desta nova alteração. No dia seguinte - zás!! - a Galp (surpresa!!) também procedeu a um aumento do gasóleo, e vejam lá a coincidência incrível: o aumento foi o mesmo ao verificado pela BP!

Devem pensar que a opinião pública é parva...

sábado, 17 de maio de 2008

Estupidez

Perante isto só me ocorre uma palavra: Estupidez!

Fiscalização da ASAE:
Instituições de solidariedade obrigadas a deitar comida fora


Uma estupidez que atinge proporções inconcebíveis quando lemos que «exige que as cozinhas tenham os mesmos requisitos que as de um restaurante, proíbe as instituições de aceitar alimentos dados pelas populações e deita fora toda a comida congelada em arcas normais». Instituições de solidariedade, que não têm em vista qualquer tipo de lucro e apenas pretendem ajudar o próximo, são tratadas como entidades criminosas.

Claro está que o artigo é omisso quanto às instituições que foram alvo da fúria implacável da ASAE, que pelos vistos, tem que cumprir com resultados mínimos de actuação.

Para instituições como lares de terceira idade, nos quais os utentes pagam para usufruir de algum apoio social, acho correcto que a ASAE esteja atenta. Agora, para aquelas instituições que agem sem qualquer tipo de contrapartida financeira de quem assiste, acho que a ASAE estará, como sempre, a primar pelo exagero.

Não poder aceitar géneros alimentícios das populações é absurdo. Tomemos por exemplo o Banco Alimentar, pode receber géneros alimentícios? Quem me garante que eu entrego um saco com produtos acabados de comprar no hipermercado onde as equipas do BA se encontram? E se ao Banco Alimentar é reconhecida a competência de verificar se os produtos estão próprios para consumo, porque é que não podem as restantes instituições?

Ter que deitar fora alimentos guardados em arcas normais? Ou seja, não podemos confiar nas arcas congeladoras que temos em casa? E se podemos porque é que uma instituição de solidariedade social não pode? Por acaso estes produtos não terão uma grande rotatividade?

Sinceramente, apesar de reconhecer que a ASAE tem algum desempenho meritório em situações de grave atentado à saude pública em alguns estabelecimentos, este organismo é capaz de cair em situações extremas que acabam por penalizar pessoas e instituições que mereciam outro tratamento.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Então não é que este blog já fez dois anos?

Pois é! O trabalho tem sido muito e esta coisa de datas passa ao lado. Acabei de verificar há poucos minutos que o meu blog Pontos Soltos completou hoje dois anitos de actividade mais ou menos regular.

A todos quanto têm vindo dar uma espreitadela ao que aqui vai sendo escrito, a todos aqueles que têm deixado a sua opinião, a todos aqueles que gostam de passar por cá, a todos aqueles que nem por isso gostam do que eu escrevo (e que depois imprimem e distribuem anonimamente - ele há pessoas!), a todos os meus amigos: muito obrigado!

Faltou um bocadinho assim!

Toda a oposição já reclamava, algumas instituições europeias avisaram, mas o governo fez questão de teimar na sua utópica meta económica. O último bastião caiu quando o INE confirmou aquilo que já se sabia: estamos a crescer pouco. Mais, estamos a crescer menos que os restantes países da zona euro... como sempre. O governo lá teve que dar a mão à palmatória e, desculpando-se com os mesmos argumentos com os quais já tinha sido alertado, assumiu que o nosso crescimento está muito aquém do que aquele que fora previsto em sede de Orçamento de Estado. Nesta comunicação ao país vimos um Teixeira dos Santos taciturno, com aquele ar de culpado que vemos numa criança que foi apanhada a mentir.

Mas foi assim tão mau? Nããããão! O "camarada" Vitor Constâncio já veio dizer que os dados apresentados pelo INE ficaram «um pouco abaixo do que esperava».

Um pouco abaixo.

Para quem elaborou uma comissão a fim de avaliar o verdadeiro défice orçamental em 2005 e fez o alarido que fez na altura, não haja dúvida que esta importante figura da nossa economia, desde que o PS é governo, anda muito condescendente e pouco exigente com o desempenho económico do governo português.

Mas afinal, o que se pode esperar de alguém que permite a promoção de um director do Banco de Portugal que está ausente há oito anos com licença sem vencimento?

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Corporativismo (?)

Apesar de todas as explicações e todas as justificações que sustentam o pedido de esclarecimento que os magistrados fizeram ao governo, não deixa de ficar no ar mais uma vez a imagem de corporativismo.

O facto de o novo Director Nacional da Polícia Judiciária evidentemente não terá caído bem no meio, em particular entre os magistrados que trabalham na PJ que, com este pedido de esclarecimento, dão a entender que não gostaram da ideia de ter um investigador de carreira a proferir as ordem que os magistrados devem acatar.

Os magistrados querem saber quais os critérios que para a nomeação de Almeida Rodrigues, mas não me lembro de ter visto os magistrados preocupados com os critérios que permitiram a escolha de um magistrado para o mesmo lugar.