domingo, 18 de maio de 2008

Cartel? Nóóóóós?!?

Os sucessivos aumentos dos combustíveis têm estado debaixo do fogo da informação e da opinião pública, mais ainda quando estes aumentos são operados pelas diversas empresas no mesmo dia, na mesma hora e os aumentos são sempre na mesma ordem de grandeza. Ou seja, o tal mercado livre - a mão invisível de Adam Smith - mais parece estar condicionado à vontade das grandes empresas petrolíferas do que a verdadeira prática de comercio livre.

Ainda no meio desta semana foi ver a BP e a Galp (e julgo que também a Repsol) mais uma vez a praticar o mesmo aumento ao mesmo tempo, indiciando claramente uma concertação de preços que mais não parece a cartelização do mercado, uma prática condenável por lei.

Este facto foi, desta vez, fortemente apontada pela comunicação social que não se cansou de "correr" atrás dos responsáveis pelas diversas empresas que negaram veementemente qualquer tipo de acordo tácito para controlar os preços do mercada. Foi quase ridículo ver o - penso eu - presidente da BP a "choramingar" pelo facto das pessoas não acreditarem que as margens de lucro das petrolíferas são de facto diminutas.

A semana chega ao fim e verifica-se um novo aumento. Desta vez, para evitar as acusações de concertação de preços, e atirando assim areia aos olhos da opinião pública, as petrolíferas procedem a aumentos em dias distintos para transmitir a imagem do tipo "Estão a ver? Não subimos os preços no mesmo dia!"

Assim, ainda os consumidores se estavam a refazer do aumento ao meio da semana passada e, no último sábado, a BP aumenta novamente os preços, com a Galp a não confirmar se "iria" atrás desta nova alteração. No dia seguinte - zás!! - a Galp (surpresa!!) também procedeu a um aumento do gasóleo, e vejam lá a coincidência incrível: o aumento foi o mesmo ao verificado pela BP!

Devem pensar que a opinião pública é parva...

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