sábado, 31 de maio de 2008

Declaração

Só para informar que já cumpri com o meu dever de militante.

Podem parar de mandar SMS...

2 comentários:

Essência Existêncialista disse...

Essência da Existência dos Partidos

Os Partidos Políticos, supostamente existem para agregar classes. Só que, a arrumação das pessoas nas referidas estruturas, nem sempre corresponde aos seus interesses, por razões de ordem subjectiva: consciência social e de classe, manipulada pelo discurso vigarista dos partidos com responsabilidades directas na governação do país ao longo de vinte e sete anos, numa alternância, no mínimo chocante: PS; PS/CDS; PSD; PSD/CDS. Que objectivamente tem servido, não os interesses dos soberanos (Povo Português na sua generalidade), mas sim, clientelas nacionais e multinacionais ligadas ao especulativo sector financeiro, oligopólios e monopólios, comprometendo o sector produtivo nacional, a nível da Indústria, Agricultura, Pescas. E, os direitos protegidos dos trabalhadores, com revisão do Código de Trabalho. Tudo em nome da competitividade.

Essência Existêncialista disse...

Operação de Cosmetica

Por Vasco Cardoso

A «telenovela» montada em torno das eleições internas no PSD, com uma autêntica overdose informativa sobre este partido, está prestes a ter o seu último episódio. No próximo sábado, conheceremos o vencedor das «directas», pondo termo assim a longas semanas de uma objectiva promoção desse partido e das suas principais figuras, de um branqueamento das suas pesadas responsabilidades nas políticas que, de forma alternada com o PS, conduziram Portugal a um país cada vez mais desigual, mais injusto, mais dependente e, por conseguinte, menos democrático. Seguir-se-á então uma nova fase. Com um «novo líder», e novamente com a preciosa ajuda da comunicação social dominante, estará encontrada a «alternativa» ao PS e a Sócrates e, à semelhança de outras «telenovelas» impostas há não muito tempo atrás, tudo se resumirá a uma escolha entre mais do mesmo.Infelizmente conhecemos bem este filme. Ao longo dos anos, as mudanças de líderes por parte de PSD e PS têm tido o mágico poder de deitar para trás das costas todas as responsabilidades que resultam das suas opções e medidas governativas. Uma verdadeira limpeza na imagem, uma cirurgia plástica, para vender como novo, aquilo que é velho, usado e gasto. Não se pode também dizer que toda esta promoção do PSD tenha sido prejudicial para o Governo ou para o PS, e muito menos para os interesses que este protege. Serviu e serve para ocultar muito do que tem sido a degradação das condições de vida da maioria da população. Serviu e serve para polarizar no PSD a «oposição» ao governo PS, em detrimento do verdadeiro combate político protagonizado pelo PCP. Serviu e serve para procurar garantir no futuro, perante o indisfarçável descontentamento que percorre o país com a actual situação, o jogo da alternância sem alternativa, um seguro de vida para esta política de direita. Não admira pois que, perante a divulgação de vários estudos e relatórios que dão conta do agravamento das desigualdades sociais, do empobrecimento dos trabalhadores, dos reformados e dos jovens e que denunciam o insuportável escândalo de milhões a viverem mal e cada vez pior, ao mesmo tempo que um punhado que se presenteia com lucros e luxos do melhor que há, os mesmos que gastam tanto latim com análises e conjecturas sobre os partidos da burguesia não tenham tido um pingo de lucidez para dizer, afinal de contas, onde mora a culpa.