sexta-feira, 16 de maio de 2008

Faltou um bocadinho assim!

Toda a oposição já reclamava, algumas instituições europeias avisaram, mas o governo fez questão de teimar na sua utópica meta económica. O último bastião caiu quando o INE confirmou aquilo que já se sabia: estamos a crescer pouco. Mais, estamos a crescer menos que os restantes países da zona euro... como sempre. O governo lá teve que dar a mão à palmatória e, desculpando-se com os mesmos argumentos com os quais já tinha sido alertado, assumiu que o nosso crescimento está muito aquém do que aquele que fora previsto em sede de Orçamento de Estado. Nesta comunicação ao país vimos um Teixeira dos Santos taciturno, com aquele ar de culpado que vemos numa criança que foi apanhada a mentir.

Mas foi assim tão mau? Nããããão! O "camarada" Vitor Constâncio já veio dizer que os dados apresentados pelo INE ficaram «um pouco abaixo do que esperava».

Um pouco abaixo.

Para quem elaborou uma comissão a fim de avaliar o verdadeiro défice orçamental em 2005 e fez o alarido que fez na altura, não haja dúvida que esta importante figura da nossa economia, desde que o PS é governo, anda muito condescendente e pouco exigente com o desempenho económico do governo português.

Mas afinal, o que se pode esperar de alguém que permite a promoção de um director do Banco de Portugal que está ausente há oito anos com licença sem vencimento?

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