sábado, 24 de maio de 2008

Parem o assalto!

O tema do boicote está a propagar-se como fogo em palha seca na blogosfera.

Começa também a verificar-se que a ideia começa a consolidar e ganhar características que há algum tempo eu já tive a oportunidade de referir.

Primeiro, um boicote de apenas três dias é pouco significativo: trata-se de infligir um golpe com efeitos temporários. Ao retomar o consumo normal, será como se nunca tivesse havido boicote.

Segundo, fazer boicote às três grandes petrolíferas representadas em Portugal - Galp, BP e Repsol - poderá não ter os efeitos pretendidos. Em texto publicado n'O Jumento (via Fliscorno):

«BOICOTAR OS COMBUSTÍVEIS DE ALGUMAS PETROLÍFERAS?

A sugestão partiu do presidente do ACP e já circula um mail a apelar ao boicote de algumas marcas. Todavia, quem teve a iniciativa cometeu o erro de propor o boicote de quase todas as grandes marcas o que o torna ineficaz, já que não serão as pequenas gasolineiras a promover a concorrência, aliás, muitos dos consumidores nem sequer se poderiam abastecer. Por outro lado, propõe um boicote de três dias o que não faz sentido pois o impacto é diminuto.

Será mais razoável eleger apenas uma grande marca e promover o boicote durante um período prolongado, até que se sinta os efeitos nos preços.»

Uma observação com a qual concordo plenamente. Tal como já afirmei antes actualmente não abasteço na Galp e podem ter certeza que assim continuará.

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