sábado, 21 de novembro de 2009

Já Cheira a Natal


Há 12 anos que Bob Dylan não aparecia num videoclip e ei-lo que surge neste "Must Be Santa", single de apresentação do álbum "Christmas in the Heart".

Vale a pena ouvir a cover deste clássico de Natal.

Reindeer sleigh, come our way,
HO HO HO, cherry nose,
Cap on head, suit that's red,
Special night, beard that's white,

Must be Santa, must be Santa,
Must be Santa, Santa Claus!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Te Deum n. 2 em Dó Maior - Franz Haydn


Uma interpretação do Te Deum n.º 2 de Haydn pelo Coro de Câmara da Bairrada (do qual faço parte), acompanhado pela Orquestra Filarmonia das Beiras, num espectáculo que decorreu no passado dia 8 de Novembro na Mamarrosa (Oliveira do Bairro, Aveiro).

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os resultados autárquicos de Vagos

Não a margem para dúvidas: o PSD de Vagos é o grande vencedor da noite eleitoral do passado domingo. Os resultados provisórios, ontem revistos pela Assembleia de Apuramento Geral, mas sem alterações dignas de relevo, são bem o indicador disso mesmo.

Comparando com os resultados de 2005, o PSD de Vagos cresce em todas as frentes: Assembleias de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal.

Em relação às Assembleias de Freguesia, e olhando para o somatório dos resultados, o PSD viu a sua votação aumentada em quase 1000 votos, permitindo a conquista de 74 mandatos, mais oito que em 2005. O movimento Vagos Primeiro ficou reduzido a apenas 25 mandatos, aquém dos 29 conquistados conjuntamente pelo CDS e pelo PS vanguense.

Nas Assembleias de Freguesia os resultados mais expressivos foram verificados em Santo André, Santa Catarina, Ponte de Vagos, Santo António, Fonte de Angeão e Ouca, com as Assembleias de Freguesia quase ocupadas totalmente por membros apresentados nas listas do PSD (no caso de Fonte de Angeão, o PSD foi lista única). A única nota negativa é a perda da Junta de Freguesia de Vagos para o movimento Vagos Primeiro, apenas possível porque este movimento evitou a dispersão dos votos do CDS e do PS.

Para a Assembleia Municipal, o PSD cresceu quase oitocentos votos, o que comparado com o aumento marginal de menos de 40 votos do movimento Vagos Primeiro (tendo como base de comparação a soma dos resultados do CDS e do PS há quatro anos), revela a confiança depositada no PSD. Apesar deste resultado díspar, o PSD mantém os mesmo 14 mandatos conquistados em 2005, e o movimento Vagos Primeiro 7 mandatos.

Na eleição da Câmara Municipal, o eleitores voltaram a depositar a novamente os destinos do concelho de Vagos nas mãos doDr. Rui Cruz, dando-lhe mais de 63% de votos. Nesta eleição o efeito do movimento CDS-PS fez sentir os seus efeitos: evitando a dispersão de votos o movimento Vagos Primeiro consegue arrebatar um dos vereadores conquistados pelo PSD em 2005, ficando o executiva camarário constituído por 5 vereadores do PSD e 2 do movimento Vagos Primeiro.

Apesar destes resultados crescentes, a abstenção continuou a marcar uma presença significativa, tendo atingido valores na casa dos 42% nos três actos eleitorais. Houve um aumento de praticamente 1000 votantes, quando comparado com 2005, mas ao mesmo tempo houve um aumento de quase 4000 novos eleitores, consequência em grande parte do recenseamento eleitoral automático. Foi notória nas mesas onde iriam votar os novos eleitores uma abstenção bastante superior à verificada nas restantes mesas, indicador de que mais tem de ser feito para sensibilizar os novos eleitores para o dever e a nobreza deste acto cívico de grande importância para o futuro da nossa nação.

Finalmente, o povo de Vagos está de parabéns pela maneira muito dignificante com que encarou o acto eleitoral de domingo, sem que se tenham verificado casos dignos de registo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

"Vagos Primeiro" a ir ao fundo

E chegado ao último dia da campanha que antecede o acto eleitoral que ditará os novos órgão autárquicos, o pseudo-movimento apartidário “Vagos Primeiro”, num último alento de desespero para reverter a sua posição de derrotado, eis que lança os seus colaboradores na distribuição de um panfleto carregado de 4 mãos cheias de mentiras, insultos, insinuações e difamações. Tudo num timing característico de agentes cobardes, que pretendem desta forma evitar que a verdade seja sabida em tempo útil

Mais uma vez a política vaguense é construída na base da mentira e da falsidade, em vez de falar em ideias. No entanto compreende-se que os partidários do movimento “Vagos Primeiro” não desejem enveredar por este tipo de discussão, tal o deserto de projectos que graça nos infomails que entretanto distribuíram durante a campanha.

O que poderia ser de facto uma intervenção cívica com responsabilidade, apanágio que o movimento “Vagos Primeiro” tanto preconizou durante o tempo de pré-campanha, acabou por cair no esquecimento assim que foi dado o tiro de partida da campanha.

Assistimos a duas semanas de campanha em que o tom das acusações difamatórias e enviesadas do movimento “Vagos Primeiro” aumentavam na medida em que se iam sucedendo as sessões de esclarecimento e demais iniciativas de campanha com pouca ou nenhuma afluência do público, tal a apatia que este movimento ‘apartidário’ conseguiu imprimir.

Não se pode esperar seriedade numa iniciativa dita cívica quando esta é apresentada inicialmente como apartidária e depois, com o início da campanha, e ao constatar que os militantes do CDS/PP de Vagos estavam descontentes com a descaracterização da segunda força partidária do concelho, é transformada num movimento que congrega o CDS e PS.

O paradoxo desta politização do movimento "Vagos Primeiro", que pretendeu assim tentar lavar a face frente ao eleitorado do CDS local, salta imediatamente à vista quando consultados os órgãos nacionais do CDS e do PS. É possível verificar que “Vagos Primeiro” simplesmente não existe para o CDS/PP nacional (o que pode ser consultado aqui). Por outro lado, o PS diz claramente que o Eng. Mário Martins é o candidato do PS para a Câmara Municipal de Vagos (pode ser consultado aqui). E andam os eleitores do CDS de Vagos enganados ao pensarem que estão a apoiar um candidato da sua família política. Um verdadeiro cinismo político.

Absurdo é observar como o CDS/PP de Vagos se deixa ir a reboque de interesses políticos do PS vaguense. Não deixa de ser lamentável que o CDS vaguense tenha neste momento uma direcção que nada tem dignificado a história deste partido em terras de Vagos, permitindo-se servir de apoio político aos dirigentes do PS local. Lamentável que tenham deixado levar os seus militantes a apoiar um movimento que foi cozinhado apenas para tentar dar algum impulso ao PS de Vagos, um partido com pouca expressão autárquica neste concelho. Ao ajudar ao PS manter a cabeça fora da água, o CDS de Vagos pode bem morrer afogado no mar de mentiras e aldrabices que semeou durante estes últimos quinze dias.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O "flop" Vital

Começa a ser cada vez mais evidente que Vital Moreira, candidato cabeça de lista do PS para o Parlamento Europeu, não está a ser devidamente aconselhado para a campanha eleitoral.

O episódio do já famoso "imposto europeu" é, sem sinais de dúvidas, caso disso mesmo. Numa autêntica tirada clássica de ilusionismo, Vital arranca inesperadamente um coelho da cartola ao falar durante um comício sobre a necessidade de um imposto comunitário. Os jornalistas, que ficaram de orelhas arrebitadas com esta deixa, inundaram Vital Moreira com inúmeras perguntas que basicamente pretendiam esclarecer se este imposto representava um aumento da carga fiscal para os portugueses ou não. Apanhado de surpresa por este interesse dos jornalistas, as explicações trapalhadas culminam com Vital afirmando que será dada uma explicação apenas depois do dia 7 de Junho! E eu que pensava que a campanha era para discutir ideias antes das eleições. Fica evidente que Vital não tem qualquer preparação para o assunto.

Agastado com todo o sururú montado pela oposição e pela comunicação social, Vital Moreira amua, e recusa-se no dia seguinte a responder a mais perguntas, alegando que já deu todas as explicações que tinha que dar (!?).

De repente, e caído do céu (nem consigo imaginar o que os "conselheiros" da candidatura devem ter corrido), Vital Moreira justifica a sua posição referente ao imposto europeu com base num relatório aprovado no Parlamento Europeu, que terá tido também o aval do PSD. Triste ver como Vital Moreira desata a disparar notas lidas de um papel que mais lhe parece ter sido passado para as mãos momentos antes de enfrentar os jornalistas, a dar mais uma vez ar de total falta de preparação sobre este assunto. Se a explicação era assim tão fácil, porquê não o disse logo? Obviamente que ele desconhecia completamente a existência desse relatório e apenas o utilizou porque foi instruído para tal. Infelizmente mal instruído pelos vistos. Afinal, o tal relatório não aponta nada disso, tendo Vital ficado com a fama de mentiroso e manipulador. A tábua de salvação afinal era um bloco de concreto.

Entalado perante tal erro, Vital Moreira parte para o campo mais sujo da política: o ataque a dignidade das pessoas. Lançando uma cortina de fumo sobre a questão do imposto europeu, que em pouco mais de 48 horas desgastaram a imagem do candidato do PS, junta todos os militantes do PSD no caso BPN. De repente, e segundo uma lógica "vitalina" que não lembra a ninguém, todos os candidatos do PSD fazem parte dos negócios escuros que tanta polêmica tem levantado na comunicação social. Vergonhoso e lamentável para uma campanha eleitoral que se pretendia de esclarecimento sobre a Europa e o nosso futuro.

Claramente Vital Moreira foi um erro clamoroso de casting. Nitidamente não está confortável nos comícios e nas acções de rua, tem demosntrado uma verdadeira falta de preparação para falar em público, e, quando não consegue argumentar e esconder os erros que sucessivamente tem vindo a cometer, parte para o ataque e as ofensas pessoais.

Para uma pessoa que se diz revestida de um passado importante da nossa história mais recente, Vital está longe de se mostrar a altura dos acontecimentos actuais.

sábado, 23 de maio de 2009

Vitória por KO

Eu não aprecio de forma alguma a postura do actual bastonário da Ordem dos Advogados, mas tenho que confessar que o Dr. Marinho Pinto disse na cara da Manuela Moura Guedes o que muita boa gente pensa do seu trabalho e do tipo de informação que feita, em particular às sextas-feiras, na TVI

segunda-feira, 4 de maio de 2009

contracorrente

Depois do "sururu" que foram as declarações da Manuela Ferreira Leite na entrevista que deu à SIC, onde não descartava a hipótese do uma coligação pós-eleitoral com o PS, eu gostava de saber como o PS vai descalçar esta bota ("Ah! E tal! É a pluridade de opiniões...", dirão)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

E Depois do Adeus

Diz-se

«(...)as ruas encheram-se de gente gritando: "Liberdade! Liberdade!". A Polícia ainda carregou sobre os primeiros manifestantes, mas já era tarde: tínhamos perdido o medo.»

Manuel António Pina, in JN

Diz-se

«O problema é que, fora do calendário eleitoral, os partidos, sobretudo os do arco do poder, tendem a fugir a uma matéria tantas vezes associada ao financiamento partidário. Seria bom, depois de a poeira eleitoral assentar, que PS e PSD tomassem o combate à corrupção como prioridade.»

Editorial, DN

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Heil, Mein Führer!

Mário Soares: apoio de Sócrates a Durão Barroso é "nacionalismo no pior sentido da palavra"

Eu também entendo que Durão Barroso não terá sido feliz de todo ao "alinhar" com a malfadada cimeira das Lages, mas recorrer unicamente a esse argumento para justificar como errado o apoio de Sócrates (e de Brown, e de Zapatero, ...) ao actual Presidente da Comissão Europeia já começa a ser bastante redutor. Lamentável é que as "palas" políticas e ideológicas não permitam a Mário Soares ver nada de bom para além da esquerda que tanto defende.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Brincadeira?

Ele está a brincar, não está?

«A aposta em Vital Moreira é na qualidade política e na elevação do debate político. O PS é o único partido que foi buscar um cabeça de lista independente, o que valoriza muito uma candidatura»

Jose Sócrates

Em relação a tão aclamada "elevação do debate político" viu-se logo nas primeiras declarações de Vital Moreira a respeito da apresentação da candidatura de Paulo Rangel.

Em relação a virtuosa "independência partidária", só se esta se refere ao facto de Moreira não ser filiado ao PS porque quanto ao resto...

Mau serviço

Vital Moreira acabou por desempenhar um mau serviço à democracia, ao mesmo tempo que, e a exemplo do que se tem verificado nos últimos anos em todos os partidos políticos, colocou a Europa na prateleira dos assuntos menos importantes.

Normalmente as eleições para o Parlamento Europeu são transformadas em "cartões de arbitragem", com os partidos da oposição a exigir do eleitorado um cartão amarelo ou vermelho pela inépcia que o partido no poder tem demonstrado. Europa? Ah! Esse é um assunto menor. Era o que faltava: lá porque estamos inseridos na União Europeia não somos obrigados a ter que discutir projectos comunitários.

O resultado é o que se vê: as Eleições Europeias são aquelas que menos interesse desperta no eleitorado, ficando-se os resultados sempre em meios cartões.

Apesar de não apreciar o discurso de Vital Moreira, um defensor inquestionável de tudo o que este governo tem feito, esperava sempre alguma elevação no discurso político, mais não seja pelas posições que tem vindo a tomar nos seus textos relativamente às questões europeias. Por sinal, e em jeito de aparte, penso que hoje é lançado o livro "Nós, Europeus", onde Moreira compilou todas as suas crónicas associadas ao projecto europeu.

Ontem o PSD - finalmente! - apresentou o seu cabeça de lista para as eleições do Parlamento Europeu. Paulo Rangel, na minha opinião uma escolha já rebuscada no fundo do tacho, durante a sua apresentação, e como seria de esperar, dirigiu a "artilheria" contra o candidato socialista. Como responde Vital Moreira? Da pior maneira, dizendo que tudo isto não passa de uma "excitação juvenil", como se as opiniões e críticas apenas fossem válidas a partir de uma certa idade. Ou seja, Vital Moreira começou a campanha eleitoral de uma forma completamente redutora e desprestigiante, deixando de lado a discussão séria.

Estamos, pois, na antecâmara de mais uma campanha eleitoral europeia vazia de discussão e de ideias, com ameaças de cartões ao poder instalado, e na qual daremos pela Europa quando lermos o boletim de voto.

"Disparate senil"

Penso que está visto o timbre que vai ser seguido nas próximas eleições europeias: em vez de discutirmos a Europa e os seus problemas e projectos, teremos uma discussão centrada na idade dos candidatos, muito esclarecedor para o eleitorado portanto.

Isto ficou claro depois deste "disparate senil" do candidato socialista ao Parlamento Europeu (a contrapor com a expressão "excitação juvenil, claro!).

Discos Pedidos

E agora, a pedido de muitas famílias, aqui fica "Sem eira nem beira", dedicado a todos os membros do nosso governo:

terça-feira, 14 de abril de 2009

Falta de soluções?

Para o tempo que se demorou a escolher o cabeça de lista do PSD para o Parlamento Europeu, não consigo de deixar de pensar que esta é uma solução de última linha.

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Muito estranho...

Ainda não ouvi o PCP a manifestar-se acerca do lançamento do "satélite" norte-coreano. Alguém viu por aí o Bernardino Soares?

Já agora....

....alguém me sabe dizer qual é o cabeça de lista que o PSD vai apresentar ao Parlamento Europeu?

domingo, 5 de abril de 2009

Trata-se de uma questão simples

É tão simples como isto: se não há nada a esconder, então é deixar ir o ministro à Assembleia da República. A opinião pública já está excessivamente envenenada e o que faltava agora era criar mais um tabu neste malfadado caso Freeport.

Under Pressure

Há pressão, não há pressão, os magistrados foram pressionados, não foram pressionados, o primeiro-ministro mandou pressionar, não mandou pressionar, Alberto Costa pressionado por eventualmente ter mandado pressionaristo está bonito, está!

O certo é que a opinião pública tem estado sob pressão, tudo devido a estas suspeitas de terem havido pressões no nosso sistema judicial. Assim, e porque hoje é domingo, fica aqui um clássico da música pop-rock para descontrair… Entretanto, continuamos a não saber nada do Presidente da República, a não ser, claro está, a sua preocupação contínua sobre o estatuto político-administrativo dos Açores (Atenção! Isto não é nenhuma pressão sobre o Presidente da República, alto Magistrado da Nação!!)

sábado, 4 de abril de 2009

Diz-se

«Depois é o espectáculo triste a que todos os dias assistimos na comunicação social, é raro o telejornal que não noticia mais um falhanço nas salas dos tribunais, o Pinto da Costa, a Fátima Felgueiras, o Ferreira Torres, todos saem dos tribunais a gozar com os magistrados do Ministério Público. Mas estes continuam armados em sacerdotes intocáveis e acima de qualquer instituição enquanto o povo, vítima da sua incompetência, descrê numa democracia incapaz de julgar alguém, de separar o trigo do joio da sua classe política.

É tempo de avaliar o Ministério Público, de conferir se é assim tão independente dos partidos como é suposto, se cumpre as regras que lhe cabe velar, se as suas investigações servem para condenar nos tribunais ou na praça pública com recurso a processos difamatórios. Já que estamos em Abril seria interessante fazer um balanço deste Ministério Público na perspectiva do funcionamento da democracia.»

in O Jumento

Diz-se

«José Sócrates processou João Miguel Tavares por um artigo escrito a 3 de Março no DN e o nosso colunista, ex-jornalista da casa, já foi ouvido. Um mês bastou! Bem sei que os processos por eventual abuso de liberdade de imprensa costumam andar um pouco mais rápido do que os outros, mas deixo a nota: a Justiça, quando quer, pode ser célere. Assim fosse sempre e não haveria processos esquecidos, durante tantos anos, nas prateleiras dos tribunais…»

João Marcelino, in DN

Mas alguém percebe isto?

Então nestes últimos dias esteve-se a apregoar que não senhor, não tem havido pressões sobre os magistrados que estão a fazer investigações no âmbito do caso Freeport, e agora o Conselho Superior do Ministério Público, por unanimidade, decide «instaurar um inquérito para apurar a eventual existência de pressões aos dois dois procuradores titulares do processo Freeport»?

Se não houve pressões, para quê o inquérito?

Se não havia certezas, porque as afirmações a garantir que não houve pressões?

Para quando alguém que se preste a esclarecer tudo isto?

E o Presidente da República? Onde pára?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Diz-se

«Neste país ninguém tem coragem de acabar as frases. Fui pressionado, fui roubado, recebi um telefonema, recebi um e-mail, gravei um DVD. Uns refugiam-se no sistema para sacudir responsabilidades das más figuras, outros sacodem o complemento indirecto da frase»

Miguel Marujo, in Cibertúlia

A física da bola

«É normal que as decisões futebol sejam contestadas. O que já não é tão normal é o facto de o Porto invocar as leis da física e até o nome de Newton em sua defesa, mostrando um grau de cultura científica que não é vulgar nos clubes portugueses. Apesar de ser físico, não me pronuncio, até porque o lance não é fácil de avaliar. Mas, para que os leitores possam avaliar por si mesmos, deixo, em cima, tiradas do "You Tube", imagens do lance do penalty que foi assinalado pelo árbitro e, em baixo, o extracto do comunicado do Futebol Clube do Porto. Será que a Comissão Disciplinar conseguiu "reinventar mesmo as leis da Física", como afirma o comunicado?»

Carlos Fiolhais, in De Rerun Natura

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Eufemismos

«Se há aspectos do Código de Trabalho que estão pouco clarificados, o Governo está disponível para clarificá-los.»

Como se não bastasse falar no condicional, as falhas no Código do Trabalho são referidas como "aspectos pouco clarificados".

Diz-se

«De facto, como dizia William Shakespeare, "há algo de podre no reino da Dinamarca". Em Portugal, há diversas suspeitas de corrupção a serem investigadas. O País discute se o primeiro-ministro esteve ou não envolvido no processo de licenciamento do Freeport e se daí retirou vantagem pessoal ou patrimonial. Tudo perda de tempo. Depois verificamos que, quando alguém é apanhado, julgado e condenado pelo crime de corrupção, acaba premiado, como aconteceu com Domingos Névoa. Mesmo que um julgamento destes seja uma agulha num palheiro.»

Editorial do DN

Repudiar

Nunca o verbo "repudiar" teve tanta utilização como agora:

«O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, repudiou hoje a existência de "suspeições totalmente infundadas" sobre pressões exercidas pelo Governo junto dos magistrados que estão a investigar o processo Freeport.»

«"Repudio completamente todo esse tipo de informações e insinuações. Alguém está a brincar com coisas sérias", acrescentou [Lopes da Mota].»

«Estou indignado e repudio energicamente qualquer tipo de insinuação que vise pôr em xeque o meu trabalho.»

«Uma hora depois da divulgação da notícia [da divulgação do DVD], cerca das 21:00 de sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro emitiu um comunicado em que repudiou "com veemência" todas "as referências" que o envolvem, "directa ou indirectamente".»

«Caso Freeport: José Sócrates volta a repudiar notícias "difamatórias" contra si.»

Trabalhadores atirados para o vazio

Sem o mesmo relevo que o caso Freeport ou o julgamento de Isaltino Morais, trata-se, na minha opinião, de uma notícia que manifestamente se traduz num assunto de maior gravidade para o "comum dos mortais".

Enquanto somos "envenenados" com notícias em catadupa que envolvem a honorabilidade de determinadas pessoas, assuntos que nos tocam mais directamente passam desapercebidos e sem que se vislumbre a verdadeira extensão dos problemas que nos podem trazer.

Tudo isto a respeito da Lei do Trabalho que o PS fez passar na Assembleia da República, cuja discussão e votação teve uma duração perto do record mundial dos 100 metros planos, tal foi a pressa que tinha o partido que sustenta o poder.

Agora começa a descobrir-se que esta lei está cheia de buracos e armadilhas. O trabalhador vê-se desprotegido por causa de uma lei cheia de lacunas e omissões e nada pode fazer porque "é a lei".

Por um lado houve um partido que elaborou um texto com má qualidade. Esse mesmo partido impôs a seguir tempos reduzidos para a sua apreciação o que não permitiu alegadamente verificar a existência de tais falhas; esta lei "sobe" ao Presidente da República que promulga o documento e agora, com este documento transformado em palavra de lei, verifica-se que funciona mal.

Como pode a classe política pretender ver dignificado o seu trabalho que, queiramos ou não, tem uma grande importância, se passa a vida a dar tiros nos pés? Como se pode confiar no trabalho dos deputados quando, numa lei com a importância como é a Lei do Trabalho, se verifica que o trabalhador passou a estar mais desprotegido, não por decisões políticas - essas não estão a ser consideradas aqui -, mas porque o documento é tecnicamente mau?

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Frase do dia

«Por que é que a palavra de 30 inspectores da PJ vale mais do que a palavra de uma coordenadora?»

Advogada de defesa da antiga inspectora coordenadora da PJ, Ana Paula da Costa Matos, ao revelar que iria recorrer da sentença de sete anos e meio de prisão por quatro crimes de peculato.

Diz-se

«No presente, nem Portas nem sobretudo Ferreira Leite pegam nessa bandeira. Para a líder do PSD, o tema era uma excelente oportunidade para criticar o Governo, falar ao coração do centro-direita e ao mesmo tempo solidificar a sua imagem de autoridade. Não o fez e apenas podemos especular porquê. Será que o PSD não considera grave o aumento do crime? Será que o PSD não vê aí uma possibilidade de ganhar votos? Ou será que o PSD é demasiado 'elitista e liberal' para sujar as mãos com discursos 'populistas'? Não faço ideia. A minha única conclusão é que o grande partido do centro-direita português, que aspira a ganhar as eleições, não levanta essa bandeira. Enquanto no país cresce o ‘killer instinct’ real, no PSD morre o ‘killer instinct’ político.»

Domingos Amaral, in Correio da Manhã

Diz-se

«A memória é de geometria infinitamente variável e, sempre que os propósitos não se compadecem com escrúpulos, como acontece na guerra, a História pode ser escrita, reescrita e apagada à medida das conveniências. Foi assim que a Orquestra Juvenil Palestiniana "Cordas de Liberdade" (bonito nome…) foi agora dissolvida pelas autoridades de Jenin, na Cisjordânia, por ter tocado para um grupo de sobreviventes do Holocausto.»

Manuel António Pina, in JN

Diz-se

«Muita violação de segredo de justiça, muitas sentenças incompreendidas, muitas demoras inexplicáveis, muitos sinais - porventura errados - de subserviência a outros poderes retiraram à Justiça marcas que em tempo de crise seriam de grande utilidade para garantir a saúde do regime democrático. A isto se juntou o facto de alguns políticos utilizarem a Justiça num combate que deveria ser apenas político. E tudo contribuiu para que não haja decisão que não seja contestável ou tida por dúbia. E isso só interessa aos criminosos e aos habilidosos, que mesmo condenados podem sempre continuar a gritar a sua inocência, podem sempre lançar a dúvida que vai diminuindo a Justiça aos nossos olhos.»

João Leite Pereira, in JN

Diz-se

«A imagem da justiça em Portugal não pára de piorar. Se as trocas de acusações públicas dentro da instituição que lidera a investigação apontam para uma falta de sintonia pouco tranquilizadora para os cidadãos, estas graves suspeitas são mais uma machadada na sua credibilidade.»

Editorial do DN

terça-feira, 31 de março de 2009

De Leitura Obrigatória

Os Judeus na Universidade de Coimbra, de Carlos Fiolhais (De Rerum Natura)

Afinal a oposição tinha razão

Este país é cada vez mais inseguro.

Freeport: assaltado escritório da advogada de Zeferino Boal

Vital Moreira no seu melhor

«"PIB da OCDE deverá cair 4,3% [no corrente ano]". Está visto que tudo isto é "culpa do Governo de Sócrates"!...»

Vital Moreira, in Causa Nossa

Comentário: Pois, era precisamente o "governo de Sócrates" que afirmava, ainda no ano passado, que a nossa economia estava a resisitir a actual crise. Interessante observar ainda que os números da OCDE interessam apenas quando visam ajudar os números do governo, caso contrário tratam-se de previsões pessimistas.

Temos decididamente candidato...

Diz-se na blogosfera...

«Ou como se fazem reformas na justiça: bem depois das 23h00 do dia 30 de Março, foi publicado o 1.º suplemento ao Diário da República do dia, contendo, entre outros diplomas, duas Portarias que regulamentam a reforma (a 4.ª ou a 5.ª nesta legislatura) da acção executiva e que entram vigor no dia 31 de Março de 2009, ou seja, hoje. Uma delas, com 53 artigos e quatro anexos, regula aspectos fundamentais do processo, a começar pela forma como o mesmo se inicia.»

in Blasfémias

Os espaços em branco

Tudo isto começa a ser deveras preocupante. Na actual situação, não basta dizer que é uma campanha negra, que são forças de bloqueio ou que se trata de uma campanha orquestrada sabe-se lá por quem para descredibilizar o Primeiro-Ministro. Começa a ser intolerável que se alimente a opinião pública com insinuações, meias-verdades (ou meias-mentiras, como preferirem) e com disse-que-disse.

O actual governo e, em particular, José Sócrates, começam a ficar encobertos por uma densa e pesada camada de desconfiança que manifestamente se torna, a cada dia que passa, insustentável.

O último acto deste drama é a acusação do presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público que afirma haver pressões sobre os magistrados que têm em mãos o caso Freeport. Quem é/são quem pressiona? Quais os motivos? Não sabemos. Tudo o que diz respeito a este caso é transmitido à opinião pública através de frases incompletas, com espaços em branco, que a comunicação social e o cidadão comum preenchem da melhor maneira.

No entanto, uma ideia tomou conta de todos: onde há fumo pode haver fogo. Quem é que no meio disto tudo esta a arder, não sabemos. Mas que existem explicações que têm que ser dadas, lá isso existe. De outro modo, há instituições sobre as quais não podemos voltar a confiar enquanto não mudarem as figuras que as dirigem.

segunda-feira, 30 de março de 2009

O que vale...

... é que as torturas e os Autos de Fé caíram em desuso.

Vaticano prepara resposta oficial a declarações de bispo de Viseu sobre preservativo

Diz-se

«A pontualidade não é uma das virtudes teologais e, apesar de tudo, não estará entre as qualidades mais importantes exigíveis a um primeiro-ministro. Mas ter 1500 pessoas (a quem fora exigida pontualidade) à espera do início de um espectáculo que não começaria sem terem chegado os convidados de honra e, mesmo assim, os convidados chegarem meia hora atrasados, como aconteceu na estreia da ópera "Crioulo" no CCB, talvez não seja apenas uma questão de pontualidade mas de cidadania. Até isso, porém, seria um "fait-divers" negligenciável, que só terá tido o efeito que teve nos media - e, se calhar, nas ruidosas vaias do Grande Auditório - devido ao inusitado clima de hostilidade, por razões que já têm menos que ver com a política do que com a sociologia, existente em torno da figura do primeiro-ministro, que faz com que a mínima faúlha incendeie a pradaria da contestação. Insólito é o que sucedeu depois, e isso, sim, é notícia: um assessor de Sócrates a atirar as culpas do atraso para… o primeiro-ministro de Cabo Verde. Isso já não é só uma questão de chá, é um desastre institucional e diplomático.»

Manuel António Pina, in JN

domingo, 29 de março de 2009

Eles "andem" aí...

Rede de espionagem electrónica infiltrou-se em computadores de 103 países

«Uma rede de espionagem electrónica, baseada essencialmente na China, infiltrou-se em 1295 computadores de 103 países, designadamente de alguns governos, disseram hoje investigadores canadianos citados pela BBC.
(...)
Chegou-se à conclusão de que foram alvo de espionagem ministérios do Irão, Bangladesh, Letónia, Indonésia, Filipinas, Brunei, Barbados e Butão, bem como embaixadas de Portugal, Índia, Coreia do Sul, Indonésia, Roménia, Chipre, Malta, Tailândia, Taiwan, Portugal, Alemanha e Paquistão.»

Como se pode ver, Portugal foi atacado duas vezes por esta rede de espionagem, bem revelador da nossa importância global :-D

(antes que me comecem a chatear, obviamente que se trata de uma gralha sem importância do Público. Hoje é domingo. Sem stress, ok?)

sábado, 28 de março de 2009

Just for the record

Não vou apagar a luz às 20h30. Para além de ser uma ideia ridícula, as minhas preocupações ambientais a respeito do consumo energético reflectem-se aos longo das 24 horas de cada um dos 365 dias do ano (vá lá, eu faço uma "farra" energética um dia cada quatro anos :-D). Não me limito apenas a uma hora por ano. Mal vamos nós se pensamos que "vamos lá" com este tipo de iniciativas.

(ironicamente houve um corte de energia enquanto escrevia este post)

Diz-se

«Suponhamos que sim, alguns Magalhães, distribuídos a custo zero às crianças mais pobres, vão parar à Feira da Ladra. Que me diz isso? Sobre o Magalhães, nada. Como a invenção suméria da escrita cuneiforme, que levou ao alfabeto grego, que levou aos pergaminhos medievais, que levou à tipografia de Gutenberg, que levou à Internet, não é responsável pelas tolices de um qualquer imbecil numa caixa de comentários de um blogue. Se os Magalhães são vendidos na Feira da Ladra é porque uns pais burros fecham os olhos à tolice dos filhos ou, pior, porque uns pais criminosos encurralam os filhos na ignorância.»

Ferrreira Fernandes, in, DN

Os Comunistas voltam a atacar...

ou "Continua a Campanha Negra..."

José Sócrates vaiado na ópera

Será que ficou gravado em DVD? Será que Sócrates conhecia algumas das pessoas que o vaiaram? Ou será que se tratou de uma vaia inventada?

Actualização: Muito simpaticamente, o gabinete do Primeiro-Ministro atirou as culpas do atraso sobre o Primeiro-Ministro de Cabo-Verde. Ou seja, e para variar, o problema não foi dele (descontando o atraso de 10 minutos sobre a hora do próprio Sócrates, porque ainda teve que escrever uma nota de imprensa).

Pondo agora a ironia de lado, o que aconteceu ontem no CCB é mais uma demonstração da falta de tolerância para com o Primeiro-Ministro português. Compreende-se que, sendo uma figura de estado, se tenha permitido este atraso, mais quando acompanhado por uma visita oficial (refiro-me, claro está, ao PM cabo-verdiano). Acontece que as pessoas já não têm mais paciência e, ao mínimo deslize, manifestam o seu descontentamento. As pessoas que pagaram para assistir ao espectáculo colocam-se na situação "se fosse eu, o CCB não esperaria pela minha chegada, mas como é o Sócrates...", sentem-se desrespeitadas e, numa situação de pouca tolerância como a que vivemos, facilmente deixam o descontentamente ganhar formas mais expressivas como a de ontem.

Triste é que, para justificar o atraso - e José Sócrates não foi ele próprio pontual (pelos vistos preferiu correr primeiro para a comunicação social, a quem apresentou uma nota por causa da já famosa divulgação do DVD que alegadamente conota Sócrates ao caso Freeport) - atire as culpas à visita oficial. Eu não sei nada de protocolos de estado, mas não me parece a melhor maneira de tratar uma visita.

Em todo caso, proponho que o CCB passe a informar junto os espectadores da presença de Sócrates nos espectáculos que ele venha a assistir. Assim, não há motivo para queixas.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Adeus Tânia


A comunidade portuguesa de Bookcrossing desde o final de ano passado que andou a seguir bem de perto a saúde da Tânia - a Snowshoee, como era conhecida pelos bookcrossers. Esta preocupação acabaria por estender-se à comunidade internacional, de onde vieram as mais diversas manifestações de carinho.

A Tânia sofria de uma miocardiopatia dilatada que obrigou ao seu internamento, um internamento prolongado e durante o qual a sua saúde continuou a deteriorar, apesar de todos os esforços médicos. O transplante cardíaco tornou-se imperativo mas, infelizmente, o coração teimava em não aparecer. E não apareceu...

Foi ainda tentada uma intervenção para tentar apoiar o seu coração cada vez mais debilitado, mas infelizmente adveio um AVC que praticamente quebrou as últimas esperanças. A Tânia iniciava a sua última caminhada. Uma caminhada que terminou hoje.

Tive a oportunidade de falar com ela, de conhecer a sua força de vontade. Tive a oportunidade de conversar sobre o meu pai, quem também sofreu do mesmo problema cardíaco. Tive a felicidade de ser tocado pela sua simpatia.

Estou sensibilizado com as mensagens de apoio e carinho que a comunidade Bookcrossing, à qual pertenço, dirigiu à Tânia, à família, aos amigos e ao namorado. A preocupação em saber como ela se encontrava, o querer saber da evolução do seu estado, a onda de pensamento positivo que foi dinamizada na esperança que o coração que tanto a Tânia precisava aparecesse, tudo foram manifestações de um carinho às quais era impossível ficar indiferente. Foi criado um blog para permitir um melhor acompanhamento do estado de saúde da Tânia e onde todos os dias eram colocadas inúmeras mensagens de apoio e carinho dirigidas não só à Tânia mas a todos quanto a rodeavam.

Hoje, a Tânia colocou postumamente o seu último post. Uma mensagem que tinha escrito caso não conseguisse ultrapassar a doença. Uma mensagem à qual não consegui ficar indiferente.

«Aproveitem a vida, a felicidade não existe, existem os momentos felizes… e esses… bem, respirem, cheirem, sintam, fotografem, enfim, não os percam nem esqueçam.»

Adeus Snow. Nunca te esqueceremos.

Olhó DVD pirata!

Vou ser directo: não gosto da TVI, não suporto o estilo arrogante-sobranceiro do duo Moniz-Moura Guedes e, apesar de ter tentado - juro que tentei! - não consigo ver a TVI24. Se a isto juntarmos um dia complicado, em que os olhos estiveram afastados dos meios de comunicação, e, durante a viagem para casa, ter ouvido um CD dos Marillion, percebe-se a minha semi-surpresa ao chegar a casa e saber da notícia (não na TVI!!) da divulgação de um DVD com uma conversa onde José Sócrates é adjectivado de "corrupto".

Sim, não posso afirmar que fiquei completamente surpreendido. Afinal, há muito que é do conhecimento da opinião pública a existência de um registo áudio onde o ex-ministro do ambiente é directamente envolvido no presumível escândalo de corrupção do Freeport (ou Fripor, se prefeririem). Certamente que a TVI já tinha este DVD há algum tempo e apenas geriu a sua agenda noticiosa, muito eventualmente garantido que fosse a Manuela Moura Guedes (que penso apenas apresenta o Jornal da TVI à sexta-feira, se não for digam-me) a apresentar esta "bomba" noticiosa.

O que é que resta deste novo escândalo? Nada. Não houve nada de novo e apenas assitimos a uma guerra aberta entre o tag-team Moniz-Moura Guedes e Sócrates. Eu posso ser muito crítico em relação ao actual governo e tenho mesmo algumas dúvidas sobre este caso Freeport (ou Fripor), um caso que penso carecia de um melhor esclarecimento por parte do Primeiro-Ministro e outro tratamento (em particular, celeridade) por parte do Ministério Público. Lamentável é trabalhar debaixo da capa do jornalismo para justificar este tipo de manobras de carácter duvidoso, mas esse é o jornalismo a qua a TVI nos tem habituado.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O pior cego...

Ou é problema de memória, ou é hipocrisia ou então é simplesmente uma intervenção para esquecer do líder parlamentar do PS, Alberto Martins. Pelos vistos ele terá afirmado que «O PSD não tem sido um parceiro fiável» com o qual «é muito difícil dialogar».

Fala assim o defensor de um governo que tem sido completamente autista aos mais diversos sectores sociais e profissionais: médicos, enfermeiros, professores, função pública... e vem afirmar que é com os outros que é difícil dialogar?!

And now for something completly different...

Manuela Ferreira Leite dixit:

"Essas questões dos licenciamentos, das autorizações, das burocracias, são fonte grande de corrupção"

"não é possível com o sistema de justiça fazer grandes atracções de investimento"

"qualquer investidor que olha para vários países (...) pondera três vezes antes de ir para um país que se tiver um problema ao nível do trabalho e de qualquer contrato ficará com esse problema por resolver"


Só falta saber exactamente quando é que a Manuela Ferreira Leite começa a dizer alguma coisa verdadeiramente útil, em vez de recalcar frases feitas e verdades lapalicianas.

Diz-se

«Crise não é palavra que entre no léxico do futebol, um dos mais formidáveis instrumentos de fuga à realidade até hoje inventado. Dos três F do tempo do salazarismo é o que sobrevive mais pujante. O fado, rejuvenescido de vozes e de espírito, deu para este peditório o que tinha a dar. E Fátima já não é só para consumo interno.»

Paulo Martins, in JN

Diz-se

«Este incidente tão mediatizado revelou dois interessantes aspectos da forma mentis deste tempo em que vivemos. A primeira tem a ver com o comportamento dos que não têm fé, e por isso não acreditam em nada do que estou aqui a escrever. Dúvida que me surge: se não acreditam porque é que se incomodam tanto com o que o Papa diz? Será porque, como alguns vaticinam, as religiões poderão substituir, no século XXI, as ideologias? E isso é, só por si, ameaçador? E quem deu cabo das ideologias? Foram as religiões? Não me parece. A segunda tem a ver com a religião à la carte, adoptada pelos que acreditam mas não concordam, e querem uma religião à medida das concessões que foram fazendo ao longo da sua vida e, de acordo com cada circunstância concreta, uma ementa de interpretações onde caiba tudo e eles próprios.»

Maria José Nogueira Pinto, in DN

Comentário: Estas palavras de Maria José Nogueira Pinto não passam de "retórica da rolha": o Papa falou e, ao abrigo da infabilidade papal, não há discussão possível. Não me incluo em nenhum dos grupos descritos e, no entanto, não posso deixar de discordar da ultra-ortodoxia professada por este papa que tem conseguido afastar a Igreja da sociedade civil. Não, não se trata de religião à la carte, mas antes o repúdio por uma Igreja que se movimenta por meros interesses pessoais e mundanos, que nada tem a ver religião na verdadeira acepção da palavra.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mas alguém ainda acredita?

[Autoridade da] Concorrência vai vigiar banca e hipermercados

Venha o diabo e escolha

Um dos graves problemas de imagem do Bloco de Esquerda reside na inabilidade completamente ridícula de "armar-se" em um grupo humorista, à laia da veia de esquerda popularucha que a caracteriza. É fácil constatar isso mesmo, em particular, no material pseudo-cómico que costuma distribuir nas campanha eleitorais, alegadamente para criticar e/ou fazer passar uma mensagem qualquer (julgam eles), e que regra geral primam pelo mau-gosto.

Exemplo disso é o que aconteceu com a já famosa publicidade da Antena 1, que andava a ser transmitida há semanas na televisão pública e que de repente todos os partidos repararam, solicitando imediatamente um Auto de Fé a todos os envolvidos em tamanha infâmia contra os direitos dos trabalhadores. Todos menos um: o PS, pela voz do ministroa Santos Silva, que quando lhe toca a ele exige imediatamente desculpas mas, quando não lhe interessa, responde que o governo não se mete em assuntos editoriais e afins, chutou para canto a dizer que não era nada com eles.

Sobre a publicidade em causa, pode-se questionar de facto a maneira como o direito à manifestação é tratado. Mas o "remake" feito pelo Bloco de Esquerda, em que a voz da Eduarda Maio foi substituida (o resto do áudio da publicidade não foi alterado), é, no mínimo, um resultado lamentável que mais parece gozar e humilhar os trabalhadores que foram despedidos nas condições apontadas nesta "publicidade". Para um partido que tanto criticou a publicidade original da Antena 1, não deixa de ser reprovável este tipo de iniciativas que nada abona em favor da dignidade da classe trabalhadora que, alegadamente, eles dizem defender.

terça-feira, 24 de março de 2009

Operação de Cosmética

É impressionante a velocidade de reacção deste governo quando os números da realidade portuguesa são contrários às pretensões eleitoralistas do PS. Logo após o anúncio dos números catastróficos do emprego em Portugal, Sócrates "arranca" da cartola não um, não 10, mas 40.000 estágios profissionais, numa grande operaçáo de cosmética para forçar a diminuição do número nacional de desempregados, ou não fosse este um ano fortemente eleitoral.

Até parece que estes 40.000 estágios são para arredondar as contas dos tais 150.000 empregos garantidos em promessa objectivo eleitoral.

Pena é que este governo pense mais reactivamente do que proactivamente...

Paineis solares

Estando os paineis solares na moda, com o Primeiro Ministro a pedir "por favor " aos portugueses para que comprem este tipo de equipamento, o JN tem uma apresentação interessante para aqueles menos informados sobre esta tecnologia. Aqui.

Diz-se

«convém recordar que a Humanae Vitae foi precedida da constituição, pelo Vaticano, de uma vasta comissão para estudar o tema, que em 1966 emitiu um relatório defendendo que o uso de contraceptivos devia ser uma decisão livre dos casais. Paulo VI rejeitou as suas recomendações. Meus caros: não há quaisquer "princípios" em jogo na questão do preservativo. Há apenas um erro gravíssimo cometido há 40 anos, que a Igreja continua a pagar muito caro, até aos dias de hoje.»

João Miguel Tavares, in DN

Diz-se

«Quando, e bem, se aprovou a lei de limitação de mandatos dos presidentes das autarquias locais, a razão invocada foi a da necessidade de renovação. Mas, a verdade, é que o recurso sistemático aos chamados "senadores" dos partidos e da democracia transmite a ideia de que a nomenclatura partidária é sempre, ou quase sempre, a mesma. »

Editorial do DN

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sócrates Freeport


Via Fliscorno

PS deixa finalmente cair a máscara

jorge-miranda.jpgA última postura do PS, através da voz de Vitalino Canas, é afinal a revelação de aquilo que se sabia: a intransingência e arrogância do PS em todo este processo para a escolha de um sucessor de Nascimento Rodrigues no cargo de Provedor de Justiça.

Estando eu longe de sequer simpatizar com o a política seguida por Paulo Portas (e em particular com o modo de fazer política do Paulo Portas), confesso que a proposta de intervenção do Presidente da Assembleia da República - segunda figura do estado - como mediador para "desatar" o impasse em que cairam as conversações com o PSD (se é que o PS quis de facto conversar!) me pareceu interessante, proposta para a qual Jaime Gama já demonstrou estar disponnível.

Apesar disto, e numa atitude muito habitual, o PS deixou o Presidente da Assembleia da República a falar sozinho e bate o pé numa birra infantil, querendo impor pela teimosia o figura de Jorge Miranda. Ou seja, sem qualquer tipo de consenso, o PS quer avançar com a votação do nome do constitucionalista para desta forma "demonstrar" que quer, pode e manda, uma atitude muito socrática, portanto.

O que mais me impressiona é o silêncio de Jorge Miranda neste processo todo e, acima de tudo, me impressiona como é possível que ele se deixe instrumentalizar desta forma pelo PS, permitindo que o seu nome seja proposto para votação sem que haja um consenso parlamentar.

É triste, é política à portuguesa.

Diz-se

«Mas ainda mais preocupante é que os dois ministros que estiveram na apresentação do relatório [anual da Escola Segura] - a da Educação e o da Administração Interna - se limitaram a apresentar os números. Nada sobre os motivos para tanta violência e indisciplina. Zero sobre o que propõem fazer para reverter o cancro que se vai instalando. Conclui-se que alguns ministros já não são capazes, sequer, de lançar foguetes. Talvez esteja na hora de alguns voltarem ao papel de tentar apanhar as canas.»

Diz-se

«Este ano será feito o teste. Terão as iniciativas desencadeadas - na aquisição de meios, na formação de bombeiros e na reestruturação da Protecção Civil - servido para alguma coisa? Arderão - ou não - os milhões investidos? É simples a pergunta para a qual se exige resposta: os investimentos foram suficientes para enfrentar qualquer Verão, mais ou menos quente? É o que se está para saber.

Curiosamente, este poderá ser um dado importante para o escrutínio das legislativas - se calhar quase tão importante como a gestão da crise. Estará em causa saber se tudo não passou de propaganda. Os incêndios do Verão responder-lhe-ão. »

Manual para a Crise

Algumas profissões parecem estar imunes à crise. Para mais, é só ler esta notícia no DN on-line.

sábado, 21 de março de 2009

E porque é fim-de-semana...

Don Giovanni (W. A. Mozart) - Abertura e Início da 1.ª cena

sexta-feira, 20 de março de 2009

Lamentável

Foi simplesmente lamentável a maneira como a correspondente da Rádio Renascença no Vaticano, que acompanha a visita de Bento XVI à Angola, tentou branquear as palavras do papa sobre a questão polémica da utilização do preservativo.

Lamentável que alguém que se diz jornalista, em vez de responder à pergunta feita pela pivot do Jornal das Dez da SIC-N, sobre como foi esta questão sentida em Angola, tenha aproveitado para justificar as palavras do papa, afirmando que a intervenção do representante da Igreja foi descontextualizada e mal interpretada.

Penso que não é esta a função do jornalismo, mas vindo de alguém que trabalha para a Renascença...

Por falar em relembrar...

...a sociedade gostaria de relembrar a desigualdade entre a opulência no Vaticano e as condições miseráveis em que trabalham muitos missionários.

Cartoon Update

Depois das duras críticas do sector mais conservador da Igreja católica, por causa da "colocação" de um preservativo no nariz do Papa João Paulo II, eis que António volta à carga, num remake do cartoon de 1992, enfiando, desta vez, o "barrete" na cabeça do ex-cardeal Ratzinger, no seguimento da polémica que o papa reiniciou depois de afirmar que o preservativo não era a solução para a erradicação do SIDA, mas antes um factor de agravamento.

Diz-se

«Bem pode o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, vir dizer que Nascimento Rodrigues quebrou o dever de lealdade e de isenção. Sendo verdade, e apesar das razões que lhe assistem, que o provedor de justiça se excedeu no tom e no conteúdo das suas declarações, não é menos verdade que PS e PSD têm mostrado uma total falta de respeito para com a instituição, a Provedoria de Justiça, para com o actual provedor e, sobretudo, para com os cidadãos em favor dos quais foi criada: sendo que no actual quadro de crise económica e financeira generalizada, a Provedoria de Justiça é cada vez mais a instância de recurso a que os portugueses mais vão bater à porta quando se sentem vítimas de injustiça.»

Editorial do DN

Mas esta malta só acordou agora?!

Há coisas em política que decididamente só funcionam por modas: a tal "famigerada" publicidade da Antena 1 é transmitida na TV já há algum tempo - bastante tempo, atrevo-me a dizer - e só agora é que repararam nela?!

Lembraram-se agora que as manifestações estão a ser parodiadas nesta publicidade depois dos ataques do governo à CGTP?

Apenas uma curiosidade: a jornalista que transmite a informação sobre o engarrafamento provocado pela manifestação que é "contra quem quer chegar a horas" é nem mais nem menos que a Eduarda Maio, a mesma que escreveu "Sócrates, O Menino de Ouro do PS".

Ele há cada coincidência...

Hipocrisias

Deixa ver se eu entendo: este homem, que chamam de "santidade", tenta impingir a religião e a moral de uma Igreja Ocidental em África e depois vem denunciar um "processo organizado de destruição da identidade africana"?!

Ele está a gozar, não está?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Continua a Campanha Negra...

Mário Soares critica Sócrates pela polémica criada acerca da manifestação em Lisboa

Já não é a primeira vez que este histórico do PS avança com críticas dirigidas directamente à figura de José Sócrates. E não há de ser a última vez que o primeiro-ministro assobie para o lado e faça de conta que não é com ele. Um clássico, portanto.

A certa altura, das palavras de Soares, podemos ler «Ele pode ganhar a maioria absoluta se houver diálogo com os sindicatos, com os partidos e com as pessoas. Num momento tão grave da vida nacional, os partidos têm de pôr um pouco de lado as suas pretensões próprias e devem ter a humildade de ouvir e de falar». Quanto a humildade, penso que podemos evitar perder tempo a discorrer sobre o que Sócrates pensa sobre esta virtude humana. Quanto ao diálogo com os sindicatos, como se pode ver esta semana, José Sócrates parece apenas mais interessado em falar com os bons sindicatos. Não vale a penas perder tempo com os maus..

Águas de Março

terça-feira, 17 de março de 2009

Diz-se

31armada.jpg«A polícia também costuma visitar os sindicatos que Sócrates diz serem bem comportados ou esses "enganos" só acontecem nos sindicatos mal comportados?»

Ele há cada visitante...

Uma visita feita para ler este post.

Uns ofendem mais que os outros, parece

«Lamento que essas manifestações não existam argumentos, mas apenas acusações e insultos. Lamento que organizações sindicais se limitem ao insulto e ao insulto pessoal, chamando-me mentiroso. Há quatro anos que não fazem outra coisa que não seja chamar mentiroso ao primeiro-ministro. Acho que isso não é um grande argumento a favor das suas teses».

Estas palavras foram críticas que José Sócrates dirigiu à CGTP ainda a respeito da manifestação de sexta-feira passada. Ele estava muito indignado com as ofensas que lhe eram dirigidas, dando como exemplo o facto de o terem chamado de "mentiroso".

Disse ainda que com a UGT não é assim. A UGT já se manifestou também contra este governo e a manifestações desta unidade sindical foram tudo menos ofensivas.

Sinceramente, depois disto, gostaria que as televisões e restantes meios de comunicação fizessem uma pesquisa histórica de som e imagem para poder ver o alcance deste tipo de comparações redutoras do primeiro-ministro. Penso que seria muito interessante.

A Campanha Negra de Ferro Rodrigues

ferro.jpgEleições Europeias: Ferro Rodrigues nega ter sido convidado para cabeça de lista do PS

Afinal, pelos vistos, Ferro Rodrigues não foi convidado para cabeça de lista do PS para o Parlamento Europeu. Será mais uma campanha negra contra José Sócrates? Haverá aqui um dedinho do Manuel Alegre? Será que a Manuela Ferreira Leite tem alguma coisa a ver como caso? Será uma notícia intencional do Público? Ou a Manuela Moura Guedes desencantou este facto para atacar o governo?

Tiro no Porta-Aviões

Titanic2.jpgAte que consigo compreender que se promova a produção nacional: faz todo o sentido nos tempos que correm. Uma encomenda de 500 milhões de euros aos Estaleiros Navais de Viana de Castelo parece ser um bom negócio (pelo menos é muito dinheiro).

O que não se compreende é que se feche um negócio deste valor com a entidade que está a construir um ferry boat para os Açores que já ultrapassa o preço inicial em praticamente 25%, cheio de "remendos" (tal como foi caracterizado na SIC) e limitado na sua carga máxima devido a erros de concepção (já para não falar na segurança da tripulação que terá levar o ferry até a "morada" do cliente).

Não se percebe como se pode confiar numa entidade que atrasa a entrega da encomenda em tantos anos. "afinar detalhes técnicos"? Uma entrega prevista inicialmente para 2006, e que só será concretizada em 2010, precisa de 4 anos para afinar detalhes técnicos?

segunda-feira, 16 de março de 2009

Diz-se

«No seu regresso de Cabo Verde, o primeiro-ministro lá se confrontou com a necessidade de comentar os números e os motivos da manifestação. E a reacção foi, como de costume em situações desta natureza, politicamente pobre. Na redutora visão de José Sócrates, aquelas dezenas de milhares de portugueses saíram à rua apenas para o insultar».

Rafael Barbosa, in JN

sábado, 14 de março de 2009

Discurso ressabiado

E a UGT? Quem a instrumentaliza? A novidade deste discurso ressabiado é que agora estas campanhas não são exclusivas do PCP mas também do Bloco de Esquerda.

Haja paciência para estes discursos enlatados de campanhas negras e afins!

(imagem obtida no Abrupto)

IRS 2008 - Actualização da Relação de Dependentes

Lido aqui:

Já actualizou sua lista de dependentes do IRS ? Não? Então pode copiar da minha.

DECLARAÇÃO ANUAL DE RENDIMENTOS - IRS
(Por definição, são meus dependentes, todos aqueles que SOU OBRIGADO, POR LEI, A SUSTENTAR)

RELAÇÃO DOS MEUS DEPENDENTES:

01) Presidência da República e assessores;
02) Governo e assessores (até mesmo os familiares nomeados por clientelismo político);
03) Câmara Municipal de ... e assessores, (até mesmo os familiares nomeados porpelo mais puro nepotismo, quer pessoal, quer político); (idem) ; Há Municípios onde trabalha a família toda do Presidente e do seu Vice, bem como antigos opositores.....
04) EPAL (consumos mínimos);
05) EDP (consumos mínimos);
06) TELECOM; TMN; etc.
07) Gás de Portugal (consumos mínimos);
08) Beneficiárias da taxa de saneamento básico (recolha de lixo, etc);
09) Centros de inspecção de veículos;
10) Companhias seguradoras (seguro automóvel obrigatório) ;
11) BRISA - Portagens;
12) Concessionárias de parques e estacionamento automóvel;
13) Concessionárias de terminais aeroportuárias e rodoviários;
14) Instituições financeiras - Taxas de administração e manutenção de contas correntes, renovação anual de cartões, requisição de talões de cheque etc.;
15) Mais de 250 deputados da Assembleia da República, com os respectivos ESQUEMAS de apoio.
16) BPN, BPP e demais esquemas de enriquecimento fácil de administradores e gestores cleptomaníacos a que o estado entrega os impostos que pago, para evitar o alarme social e financeiro.

Tenho a certeza de que me esqueci de um monte deles ...Pode lembrar-se e acrescentar por mim?

As poucas convicções do PS

Está aí mais uma amostra da (pouca) convicção do PS na hora de tomar decisões. Independentemente da questão em torno do pão ter mais ou menos sal, o certo é que a maioria PS aprovou ontém na Assembleia da República uma lei que diminui o teor de sal na confecção do pão. Esta convicção firme e inabalável de zelo pela saúde pública apenas durou até começarem as críticas do sector. Vai dai, o partido socialista já fala em abrir excepções.

Quando mais perto estamos das eleições mais voláteis são as convições do partido do governo.

CSI - Crimes Sobem Intensamente

Esta foi uma das poucas vezes em que a líder do PSD foi certeira nas suas críticas: o único responsável pelo aumento preocupante da criminalidade no último ano tem um único culpado e esse é o governo socialista.

Toda a oposição há muito que clamava pelos dados referentes à criminalidade do ano de 2008, informação esta que mais parece ter sido arrancada a ferros. Percebe-se agora o porquê: os dados não são nada abonatórias para a política de (in)segurança do governo. E ainda não foram incluídos os dados referentes ao Programa Escola Segura. Como disse ontem Rodrigues Guedes de Carvalho, e estou a citar de memória, «Para um debate sobre a segurança na SIC procuramos que estivesse um membro do governo, mas não estiveram disponívies. Agora percebo porquê».

Não vale a pena por a culpa na crise internacional, esse bode expiatório de tudo de mal que acontece agora no nosso país. Estamos a falar de dados de todo o ano de 2008, o mesmo ano durante o qual todo o governo socialista, e em particular o Primeiro Ministro, sempre disseram que tinhamos uma economia blindada e que nunca iriamos soçobrar ao mal que começou em Wall Street.

Perfeito, perfeito era que agora a Manuela Ferreira Leite apresentasse alternativas em vez de apenas criticar.

Continuamos a aguardar.

E porque é fim-de-semana...

Joseph Haydn, Te Deum em Dó Maior
200 anos sobre a morte de Haydn

O julgamento público

Confesso que sou incapaz de imaginar o que o pai da infeliz criança que faleceu em Aveiro, esquecida no interior da viatura, deve estar a passar neste momento. Para além do inevitável julgamento pela justiça e o ainda mais inevitável julgamento pela opinião pública, o julgamento pela sua consciência é capaz de ser o mais penalizador.

Não consigo imaginar como se deve sentir um pai que vê um filho morrer por sua causa. Como se este castigo não bastasse. ainda tem que ser julgado por isso mesmo. Não, não quero dizer que não deva ser julgado. A justiça, tal como sempre deveria ser, tem que ser cumprida. Eu pretendo apenas procurar entender o drama e a angústia que esta família deve estar a sentir: um filho morre e o pai, por causa disso, pode ainda encarcerado por cinco anos.

Naturalmente que não faltará quem desate a atirar pedras. Eu já vi um psicólogo (na TVI, claro!) a dizer que isto é foi um comportamento de alguém que não está preparado para ser pai. Sem conhecer a pessoa, sem compreender o porquê que está por detrás da negligência fatal, o público parte para a crítica primária. Afinal, nós somos sempre melhores que os outros.

Deixem esta família em paz. Já têm sofrimento mais do que suficiente e não precisam da ajuda de ninguém para tornar a situação pior.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Xutos e Pontapés - 2

Diz-se

«Agora só falta o BE passar a preocupar-se também com os direitos humanos no Irão e nos outros 22 países islâmicos, talvez quem sabe?, até na Faixa de Gaza, onde foi agora adoptada a "sharia" e são também comuns as lapidações de mulheres adúlteras (as mulheres são enterradas até à cintura e apedrejadas até à morte) e os enforcamentos e amputações de homossexuais, por cuja causa o partido justificadamente se bate… em Portugal. Talvez o BE decida mesmo começar, finalmente, a denunciar também os tribunais corânicos como os que, na Arábia Saudita (não é Angola, mas sempre será mais fácil que o Irão…), condenaram há dias uma mulher síria de 75 anos a 40 vergastadas, 4 meses de cadeia e deportação por ter deixado entrar em casa dois homens, um deles seu filho de leite, que lhe foram levar pão.»

Manuel António Pina, in JN

Festa!

Pedro Lomba convida todo mundo à festa. O convite está aqui.

Biodiversidade

Quatro anos

Estes quatro anos de (des)governação socialista caracterizam-se, acima de tudo, por um autismo e uma arrogância que por vezes é difícil de compreender.

Certo é que a actual conjuntura económica serve perfeitamente os interesses eleitoralistas do PS, trata-se de uma situação internacional que veio na melhor altura, e serve para desviar a atenção das verdadeiras origens da nossa crise nacional, uma crise que, tal como a Manuela Ferreira Leite afirmou, é anterior a actual crise internacional.

Muitas das opções deste governo foram feitas no espírito de contra tudo e contra todos, trazendo uma instabilidade social como a muito não se via.

As opções deste governo deixaram de lado intervenções verdadeiramente importantes, o que tem permitido que as grandes empresas do sector da energia tenham feito de gato e sapato os consumidores. A Autoridade da Concorrência é uma verdadeira anedota, e as petrolíferas gabam-se dos lucros conseguidos no último ano.

As opções deste governo têm sido um verdadeiro desinvestimento no ensino superior, prejudicando todos aqueles que desejam alcançar verdadeiramente um curso universitário.

As opções deste governo têm levado a uma centralização e controlo estadual sem precedentes.

As opções deste governo têm levado ao desinvestimento e deslocalização da industria em Portugal.

Mas, ao olhar para o lado, as opções ainda não convencem: o CDS e o PCP são dois partidos gastos, de ideologias puídas (se bem que o Paulo Portas pareceu procurar uma postura diferente), o BE mantém um discurso de esquerda popular, europeu-reaccionário, caracterizado por uma hipocrisia que já é imagem de marca, e finalmente o PSD que tem uma líder que ainda procura vingar junto do eleitorado, o que tem levado a uma condução também ela errática do PSD.

Nisso o PS e o PSD são muito semelhantes.