sábado, 7 de março de 2009

Diz-se

«A questão de fundo está em saber se o País ganha ou não em ter homens de diferentes famílias políticas nestes dois cargos [Presidência da República e Governo].

Claramente ganha, e os portugueses têm sabido entender as vantagens desse equilíbrio, opção apenas quebrada no tempo em que António Guterres coexistiu com Jorge Sampaio.

Um PR atento, especialmente crítico, capaz de chamar a atenção para os problemas da sociedade nacional, exercendo sem fronteiras de cumplicidade partidária os seus poderes, é uma mais- -valia para o País. E é o que acontecerá de novo já na segunda-feira, quando Cavaco voltar ao Norte, aos concelhos de Barcelos, Braga e Porto, para realizar a quinta jornada do Roteiro para a Inclusão, dedicada ao desemprego e aos novos riscos de pobreza.

Além do mais, um PR de cor diferente da maioria executiva até tem muito mais peso quando utiliza a força da sua palavra para patrocinar importantes medidas do Governo; ou quando relembra o País a um partido, o PS, que pode ter tendência a preocupar-se de forma excessiva nos próximos meses com os seus equilíbrios internos...»

João Marcelino, in DN

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