sexta-feira, 6 de março de 2009

É tudo nosso!

O cartoon acima apresentado já o conheço há algum tempo e não é por isso que deixa de estar actualizado, se atendermos a onda de nacionalizações que varre actualmente a Venezuela. Em pouco tempo Chávez, esse grande estadista e democrata - segundo Mário Soares, começou a apropriar-se de industria privada venezuelana que não siga as orientações políticas do actual (des)governo nacional, leia-se, a vontade de Chávez.

Os casos mais recentes foram a Cargill e Smurfit Kappa. A primeira, porque não estava a produzir arroz aos preços impostos pelo executivo (mais baixos que os praticados, claro), e a segunda foi "apanhada" pelos planos da «revolução agrária» de Chávez. E mais estão na mira do governo venezuelano (estive prestes a escrever "chaviano", mas tive receio que as pessoas de Chaves não gostassem...).

Chávez tem conseguido impor algumas medidades de igualdades de oportunidade na educação, mas, em termos de economia, o povo está igual o pior do que se encontrava antes da malfadada «Revolução Bolivariana» (eu penso que Simón Bolivar deve estar neste momento às voltas no túmulo: deu a sua vida pela liberdade para isto). Na impossibilidade de aumentar a riqueza e o poder de compra, parte-se para a expropriação, de forma a poder garantir o sustento da população que, de outra forma e por culpa do próprio Chávez, não aufere.

E assim vai Chávez, de expropriação em expropriação até a conquista total do sector privado venezuelano.

Haja petróleo!

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