segunda-feira, 23 de março de 2009

PS deixa finalmente cair a máscara

jorge-miranda.jpgA última postura do PS, através da voz de Vitalino Canas, é afinal a revelação de aquilo que se sabia: a intransingência e arrogância do PS em todo este processo para a escolha de um sucessor de Nascimento Rodrigues no cargo de Provedor de Justiça.

Estando eu longe de sequer simpatizar com o a política seguida por Paulo Portas (e em particular com o modo de fazer política do Paulo Portas), confesso que a proposta de intervenção do Presidente da Assembleia da República - segunda figura do estado - como mediador para "desatar" o impasse em que cairam as conversações com o PSD (se é que o PS quis de facto conversar!) me pareceu interessante, proposta para a qual Jaime Gama já demonstrou estar disponnível.

Apesar disto, e numa atitude muito habitual, o PS deixou o Presidente da Assembleia da República a falar sozinho e bate o pé numa birra infantil, querendo impor pela teimosia o figura de Jorge Miranda. Ou seja, sem qualquer tipo de consenso, o PS quer avançar com a votação do nome do constitucionalista para desta forma "demonstrar" que quer, pode e manda, uma atitude muito socrática, portanto.

O que mais me impressiona é o silêncio de Jorge Miranda neste processo todo e, acima de tudo, me impressiona como é possível que ele se deixe instrumentalizar desta forma pelo PS, permitindo que o seu nome seja proposto para votação sem que haja um consenso parlamentar.

É triste, é política à portuguesa.

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