quinta-feira, 12 de março de 2009

Quatro anos

Estes quatro anos de (des)governação socialista caracterizam-se, acima de tudo, por um autismo e uma arrogância que por vezes é difícil de compreender.

Certo é que a actual conjuntura económica serve perfeitamente os interesses eleitoralistas do PS, trata-se de uma situação internacional que veio na melhor altura, e serve para desviar a atenção das verdadeiras origens da nossa crise nacional, uma crise que, tal como a Manuela Ferreira Leite afirmou, é anterior a actual crise internacional.

Muitas das opções deste governo foram feitas no espírito de contra tudo e contra todos, trazendo uma instabilidade social como a muito não se via.

As opções deste governo deixaram de lado intervenções verdadeiramente importantes, o que tem permitido que as grandes empresas do sector da energia tenham feito de gato e sapato os consumidores. A Autoridade da Concorrência é uma verdadeira anedota, e as petrolíferas gabam-se dos lucros conseguidos no último ano.

As opções deste governo têm sido um verdadeiro desinvestimento no ensino superior, prejudicando todos aqueles que desejam alcançar verdadeiramente um curso universitário.

As opções deste governo têm levado a uma centralização e controlo estadual sem precedentes.

As opções deste governo têm levado ao desinvestimento e deslocalização da industria em Portugal.

Mas, ao olhar para o lado, as opções ainda não convencem: o CDS e o PCP são dois partidos gastos, de ideologias puídas (se bem que o Paulo Portas pareceu procurar uma postura diferente), o BE mantém um discurso de esquerda popular, europeu-reaccionário, caracterizado por uma hipocrisia que já é imagem de marca, e finalmente o PSD que tem uma líder que ainda procura vingar junto do eleitorado, o que tem levado a uma condução também ela errática do PSD.

Nisso o PS e o PSD são muito semelhantes.

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