quinta-feira, 2 de abril de 2009

Diz-se

«De facto, como dizia William Shakespeare, "há algo de podre no reino da Dinamarca". Em Portugal, há diversas suspeitas de corrupção a serem investigadas. O País discute se o primeiro-ministro esteve ou não envolvido no processo de licenciamento do Freeport e se daí retirou vantagem pessoal ou patrimonial. Tudo perda de tempo. Depois verificamos que, quando alguém é apanhado, julgado e condenado pelo crime de corrupção, acaba premiado, como aconteceu com Domingos Névoa. Mesmo que um julgamento destes seja uma agulha num palheiro.»

Editorial do DN

1 comentário:

Anónimo disse...

"A VERDADE ACIMA DE TUDO"

Em Portugal nunca se fará justiça quando figuras de relevo estejam a ser acusadas de qualquer crime porque por cá «A LEGALIDADE PREVALECE SOBRE A VERDADE».

Ninguém pode acusar quem quer que seja de um crime se não tiver provas (até aqui tudo bem!). Mas AS PROVAS DE NADA VALEM SE NÃO TIVEREM SIDO OBTIDAS COM ORDEM PRÉVIA DE UM JUIZ sob pena de não serem válidas e nesse caso o repórter, o investigador ou até a vítima poderão ser acusados de difamação. Assim: podem existir fotos, gravações de vídeo, filmagens, escutas telefónicas, tudo o que se possa imaginar, mas de nada valerem simplesmente porque são consideradas ILEGAIS. MAS A VERDADE NÃO DEIXA DE SER VERDADE SÓ PORQUE AS PROVAS FORAM OBTIDAS SEM A PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL (agora tudo mal!).

Eis porque até agora nunca houve condenações de altas figuras nem nunca haverá (da política ou não). Depois aparecem acusações anónimas e quem desafie, por maldade ou ignorância, os seus autores a "darem a cara", o que raramente acontece porque NÃO PODEM E QUEM TEM A CORAGEM DE O FAZER ACABA COMO RÉU EM TRIBUNAL. E ASSIM AS BOCAS SE VÃO CALANDO...

Zé da Burra o Alentejano