terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os resultados autárquicos de Vagos

Não a margem para dúvidas: o PSD de Vagos é o grande vencedor da noite eleitoral do passado domingo. Os resultados provisórios, ontem revistos pela Assembleia de Apuramento Geral, mas sem alterações dignas de relevo, são bem o indicador disso mesmo.

Comparando com os resultados de 2005, o PSD de Vagos cresce em todas as frentes: Assembleias de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal.

Em relação às Assembleias de Freguesia, e olhando para o somatório dos resultados, o PSD viu a sua votação aumentada em quase 1000 votos, permitindo a conquista de 74 mandatos, mais oito que em 2005. O movimento Vagos Primeiro ficou reduzido a apenas 25 mandatos, aquém dos 29 conquistados conjuntamente pelo CDS e pelo PS vanguense.

Nas Assembleias de Freguesia os resultados mais expressivos foram verificados em Santo André, Santa Catarina, Ponte de Vagos, Santo António, Fonte de Angeão e Ouca, com as Assembleias de Freguesia quase ocupadas totalmente por membros apresentados nas listas do PSD (no caso de Fonte de Angeão, o PSD foi lista única). A única nota negativa é a perda da Junta de Freguesia de Vagos para o movimento Vagos Primeiro, apenas possível porque este movimento evitou a dispersão dos votos do CDS e do PS.

Para a Assembleia Municipal, o PSD cresceu quase oitocentos votos, o que comparado com o aumento marginal de menos de 40 votos do movimento Vagos Primeiro (tendo como base de comparação a soma dos resultados do CDS e do PS há quatro anos), revela a confiança depositada no PSD. Apesar deste resultado díspar, o PSD mantém os mesmo 14 mandatos conquistados em 2005, e o movimento Vagos Primeiro 7 mandatos.

Na eleição da Câmara Municipal, o eleitores voltaram a depositar a novamente os destinos do concelho de Vagos nas mãos doDr. Rui Cruz, dando-lhe mais de 63% de votos. Nesta eleição o efeito do movimento CDS-PS fez sentir os seus efeitos: evitando a dispersão de votos o movimento Vagos Primeiro consegue arrebatar um dos vereadores conquistados pelo PSD em 2005, ficando o executiva camarário constituído por 5 vereadores do PSD e 2 do movimento Vagos Primeiro.

Apesar destes resultados crescentes, a abstenção continuou a marcar uma presença significativa, tendo atingido valores na casa dos 42% nos três actos eleitorais. Houve um aumento de praticamente 1000 votantes, quando comparado com 2005, mas ao mesmo tempo houve um aumento de quase 4000 novos eleitores, consequência em grande parte do recenseamento eleitoral automático. Foi notória nas mesas onde iriam votar os novos eleitores uma abstenção bastante superior à verificada nas restantes mesas, indicador de que mais tem de ser feito para sensibilizar os novos eleitores para o dever e a nobreza deste acto cívico de grande importância para o futuro da nossa nação.

Finalmente, o povo de Vagos está de parabéns pela maneira muito dignificante com que encarou o acto eleitoral de domingo, sem que se tenham verificado casos dignos de registo.

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