quarta-feira, 26 de julho de 2006

Bookcrossing

Normalmente o verão é, para mim, sinónimo de leitura. É nesta altura do ano que, em usufruto das férias, aproveito para pôr a leitura em dia. Eu e muitas pessoas.

Assim, e partindo da ideia do gosto pela leitura, gostava de falar muito rapidamente de um site dedicado à troca de livros: bookcrossing.com.

Este site parte do seguinte princípio: os livros não são destinados a ficarem presos numa estante depois de terem sido lidos. Uma vez lido, o livro pode ser libertado para poder ser lido por outra pessoa. É esse o espírito. Por outras palavras, trata-se de um sítio da Internet onde se fomenta a troca de livros.

O funcionamento é bastante simples. Temos um livro que queremos pôr a disposição de terceiros. Pegamos nesse livro e fazemos o seu registo no site, ficando atribuído um número único – o BCID – que funciona como uma espécie de “bilhete de identidade” do livro: o BCID apenas identifica o livro que acabámos de registar.

Uma vez registado o livro podemos disponibilizá-lo à comunidade. E aqui temos duas maneiras fundamentais para o fazer. A mais surpreendente, in the wild, onde o livro é simplesmente “deixado” para que alguém o possa apanhar, ou através de listas organizadas de pessoas pertencentes ao bookcrossing, que se comprometem a remeter o livro por correio ao elemento seguinte na lista.

No primeiro caso, soltar o livro into the wild, a pessoa que o encontra pode julgar que encontrou um livro extraviado mas, ao folhear o livro, certamente encontrará uma mensagem do tipo “Não estou perdido. Sou um livro livre que podes ler e passar a outra pessoa”, seguido do seu número de identificação. Este número servirá para, quem tenha recebido o livro, poder ir à página de Internet do bookcrossing e assim saber por onde o livro andou, o que é que as outras pessoas pensam desse livro e, naturalmente, poder deixar também a sua opinião sobre ele.

Para quem quiser saber mais sobre o bookcrossing é só clicar aqui ou, se a língua inglesa representar algum obstáculo, está tudo devidamente explicado em português na página Bookcrossing Portugal.

terça-feira, 25 de julho de 2006

Os Amigos do Alheio na A17

Quem teve a oportunidade de viajar nestes últimos dias pela A17 já deve ter reparado que vários dos sinais que ladeiam a estrada estão “diferentes”. Num número significativo de sinais rodoviários é possível notar que estes estão incompletos, faltando-lhes algumas das placas de alumínio na parte inferior dos painéis.

Tal como tem acontecido em toda a rede de auto-estradas do país, a A17 não foi excepção, tendo sido a sinalética de esta auto-estrada alvo dos “amigos do alheio”, os quais, ávidos de dinheiro fácil, deitaram as mãos sobre a riqueza escondida por detrás dos sinais rodoviários. Mas não tem sido só na A17: também a sinalização na proximidade dos seus acessos, em particular o nó do Fontão, tem estado na mira dos gatunos.

As empresas que detêm a concessão das auto-estradas não têm tido mãos a medir sobre este problema e, por mais carros que coloquem a fazer vigilância contra estes furtos, são muitos os quilómetros a calcorrear para apanhar os eventuais prevaricadores.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

E por Falar em Exames....

Hoje ficou-se a saber que, por despacho do Secretário de Estado da Educação, os alunos que fizeram exames nacionais de Química e de Física na primeira fase podem, afinal, repetir os exames na segunda fase. Esta medida exepcional de descriminação positiva, expressão tão em voga nos últimos tempos, deve-se ao facto de, nestes dois exames, terem surgido notas com um "valor médio relativamente baixo e muito inferior ao verificado no ano passado". É preciso notas que as médias dos últimos exames foram negativas: 6,9 em Química e 7,7 em Física, tendo os chumbos duplicado em ambas as disciplinas.

O Ministério interpretou esta variação tão significativa nos resultados neste ano a "dificuldades sentidas pelos alunos na adaptação ao novo programa nestas duas disciplinas ou às respectivas provas de avaliação".

Certo, certo é que, mais uma vez, do Ministério de Educação houve alguma coisa que não funcionou bem. Se houve alteração de programas, estes foram correctamente considerados na elaboração das provas de avaliação? Será que houve indicações correctas sobre como estes novos programas deveriam ser dados? Qual o grau de profundidade com que certas matérias deveriam ser dadas? E foi tido em consideração na elaboração das provas? Houve enunciados-tipo para os alunos poderem saber como seria a prova?

Confesso que não estou ligado ao ensino secundário, pelo que tenho alguma dificuldade em falar nestes assuntos. Posso, inclusive, estar a questionar assuntos que já foram tema de discussão profunda e, eventualmente, não fazem sentido serem aqui levantados. Em todo caso, a culpa pode não estar sempre do lado dos professores e/ou dos alunos. Os docentes, por muito bem que façam o seu trabalho, e os alunos, por muito que estudem, se as provas a que forem sujeitos não se enquadrarem nos temas de estudo, o descalabro é garantido.

É também lícito questionar-se sobre a verdadeira justiça desta medida. É certo que o Ministério bem dizer agora que “a decisão agora tomada tem como objectivo dar aos alunos que o desejem uma nova oportunidade no acesso ao ensino superior”, mas que dizer daqueles que entenderam não se apresentar na primeira fase, por que entenderam que não estavam devidamente preparados, e que agora vêem que deitaram foram uma primeira oportunidade. Afinal poderiam ter ido a primeira chamada que ainda poderiam ir a uma segunda e, mesmo assim, concorrer na primeira fase para o Ensino Superior. Alegar que esta medida serve para colocar os alunos “em igualdade de circunstâncias com aqueles que se submeteram às provas correspondentes a programas vigentes há mais de dez anos e, consequentemente, mais exercitados” é, no mínimo, descabido para quem estava a espera de um processo justo de seriação que vê as regras alteradas por causa de um mau serviço feito à Educação neste país.

Too Little Time...

Pois é... chegada a época de avaliações fiquei "enterrado" em exames, trabalhos e relatórios para corrigir. Esta é a altura do semestre em que o gasto de tinta vermelha aumenta consideravelmente :-).

Ora como o dia só tem 24 horas, a disponibilidade para o meu blog ficou substancialmente comprometida, o que levou a alguma inactividade nos últimos dias. Poderei postar uma ou outra mensagem mas a regularidade não será tanta. Mas prometo retomar a escrita em breve.

Como se ouvia antes nas emissões da RTP: "Voltaremos à emissão dentro de momentos".