sábado, 30 de dezembro de 2006

Feliz Ano Novo!

A todos os leitores e amigos que acompanham habitualmente (ou mesmo pouco habitualmente) o que por aqui se passa nestas páginas virtuais do ciberespaço quero deixar os meus votos de um Feliz e Próspero Ano de 2007, com muita saúde, paz e sucesso pessoal e profissional.

Os anseios, as expectativas e os desejos são muitos. O início de um novo ano é sempre visto como um marco para a realização de novos sonhos e desafios. Costuma-se mesmo dizer "Ano novo, vida nova". No entanto esta espécie de euforia,passados alguns dias, e estabelecida a rotina diária, esmorece.

É importante não deixar extinguir essa chama que nos leva a fazer aquelas promessas e aqueles desejos ao som das doze badaladas, entre uma taça de champanhe e doze passas. É necessário perceber que grande parte dos nossos desejos passam pela nossa própria força vontade. Não se conformar, não se resignar. Como li num artigo há algum tempo: voar como uma águia em vez de grasnar como um pato. Por outras palavras, os nosso desejos apenas passam pela vontade de fazer (a águia) em vez de ficar a lamentar-nos da nossa sorte (o pato).

Desejo-vos a todos tudo do bom e do melhor para o Ano que se aproxima, e espero poder contar com a vossas visitas e com as vossas opiniões.

Saddam enforcado

Afinal confirmou-se: o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein foi enforcado às 3 horas (hora de Lisboa), cumprindo-se assim a sentença proferida pelo tribunal que assim o condenou pela morte de perto de 150 xiitas nos anos 80.

Confesso que não que não nutria nenhuma consideração por esta figura, mas o facto é que a pena de morte não é, na minha opinião, uma via para a verdadeira punição dos crimes que se tenham cometido, independentemente da pessoa ou dos crimes que tenha cometido.

No caso particular do ex-ditador iraquiano, a sua morte pode ser mesmo contraproducente, levando a que ele possa ser elevado à "categoria" de mártir pelos seus apoiantes, relançando o fervor sobre a imagem do Saddam Hussein. Se esta preocupação não existisse então não se justifica o alerta máximo das tropas no Iraque.

Mas o absurdo de tudo isto vem, como já é (mau) hábito do presidente norte-americano George Bush. Ele afirmou que a execução de Saddam Hussein é "um marco importante no rumo seguido pelo Iraque no seu caminho em direcção à democracia". Deixa-me ver se eu percebi: para conseguir impor a democracia num país é preciso eliminar todos aqueles que se oponham. É impressão minha ou não era isso que o ex-ditador iraquiano fazia? Ele não eliminava todos aqueles que se opunham ao regime? Se assim é, em que difere a democracia (segundo Bush) do antigo regime ditatorial iraquiano?

Eu costumo dizer que a democracia até é um bom sistema político, pena é que meta pessoas que deturpam tudo.

Ainda sobre os combustíveis

Novamente Bandeira com a sua acidez habitual.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Ouca: Mudam-se os tempos...

Em Ouca, há bem pouco tempo, era comum ouvir dos "guardiões do templo" que as celebrações litúrgicas acompanhadas por instrumentos que não o órgão eram uma "palhaçada" (sic). Pelos vistos já não é assim...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Afinal para que serve a intervenção no Iraque?

A intervenção norte-americana no Iraque teve como sustento político a guerra contra o terrorismo. Passado 5 anos sobre os atentados do 11 de Setembro os militares americanos mortos no Iraque ultrapassaram vítimas deste atentado.

Para quê?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A vida está difícil...

...mesmo para o Pai Natal. Convenhamos que arranjar prendas para tantas crianças é oneroso e pode levar a medidas demasiado drásticas. Ou então trata-se de um ladrão que se aproveitou da quadra natalícia.


Faz-me lembrar uma rábula do Aldo Lima (pelo menos penso que é dele, senão for o caso digam-me): aqueles bonecos de Pai Natal que aparecem a escalar as janelas, varandas e chaminés, tão na moda nestes últimos anos, podem ser excelentes para camuflar um ladrão; basta vestir-se de Pai Natal, escalar a janela ou a varanda onde se pretende entrar e, se aparecer alguém, basta ficar quieto: caso seja visto hão-de pensar que se trata de um boneco.

Já la vai algum tempo...

...que não passo por estes lados. Fim de semestre lectivo, trabalhos, avaliações, actuações com o Coro Misto, ... enfim todo um conjunto de coisas que me manteve, mais uma vez, afastado do ciberespaço. Muita coisa se passou entretanto.

Centenário do Nascimento de Fernando Lopes-Graça. No passado domingo passaram cem anos sobre o nascimento de Fernando Lopes-Graça, possivelmente o maior compositor e musicólogo português do século XX. O meu contacto com Fernando Lopes-Graça aconteceu inicialmente com a sua obra coral, em particular com as suas harmonizações de músicas regionais portuguesas, e se estendeu para a sua restante obra. Aquando da minha passagem pelo Orfeon Académico de Coimbra, tive o privilégio de cantar "De Conimbrigae", uma composição de Lopes-Graça dedicada ao Orfeon. Ainda tive a oportunidade de conhece-lo fugazmente numa sua passagem pelo Teatro Gil Vicente.

A sua obra é de uma riqueza musical que merece ser (re)descoberta e urgentemente divulgada pelas novas gerações. Para além de alguns apontamentos noticiosos a destacar a efemeridade, assim como alguns documentários na televisão pública, não notei qualquer movimentação no sentido de lhe prestar uma homenagem digna da dimensão da sua obra, escapando eventualmente uma compilação de 10 CDs, organizada pela RDP. Concertos comemorativos ou outro tipo de eventos: nada. Pelo menos não dignos de destaque, ou se os houve não foram para além de Lisboa e Porto, sendo que a grandeza da obra de Lopes-Graça merecia uma maior expressão nacional. A melhor maneira de homenagear um músico é interpretar a sua obra.

Carolina Salgado. Um livro, cheio de verdades ou de mentiras, não é essa a questão, foi o suficiente para pôr a comunicação social e o país em autêntico alvoroço. O futebol nunca mais vai ser olhado da mesma maneira e, se o famigerado caso do "Apito Dourado" não terminar em julgamento para apurar a verdade, não penso que o futebol nacional recupere a credibilidade, pelo menos durante muito tempo. Entretanto não deixa de ser interessante observar como a mesma pessoa que era vista pelos adeptos do Porto como "a" senhora, depois das suas condutas contra o presidente do Benfica, agora seja vista, pelas mesmas pessoas, como sendo uma mera "garota de alterne", sem qualquer credibilidade.

Jorge Vasconcelos. Na minha opinião a pessoa da semana. Demonstrou uma hombridade e rectidão ao demitir-se de um cargo, cuja independência foi posta em causa depois da intromissão rocambolesca e atabalhoada do governo na história do aumento da energia eléctrica. A Entidade Reguladora do Sector Energético, presidida até a semana passada pelo Jorge Vasconcelos, foi ultrapassada em suas competências pelo governo, após este ter sido surpreendido pelo valor proposto pela ERSE para aumento da factura da electricidade em 2007. A demonstração de que este governo não gosta de críticas e apela à lei da rolha veio esta segunda-feira, quando rapidamente exonerou o presidente demissionário, evitando assim que este interviesse na Comissão Parlamentar para a Economia. O alarido foi de tal ordem, que o grupo parlamentar do PS (a mando do Primeiro-Ministro, quase certamente) parece que não se oporá a uma audição, mas só para Março, quando o assunto estiver para lá de frio... Lamentável.

Lei das Finanças Locais no Tribunal Constitucional. O Presidente Cavaco Silva enviou para apreciação do Tribunal Constitucional a Lei das Finanças Locais, uma apreciação solicitada com carácter de urgência. As dúvidas suscitadas por dois artigos desta lei, que se prendem com alterações legais sobre o IRS, levaram ao presidente solicitar esta apreciação. Até aqui não há nada a destacar; trata-se do Presidente da República no pleno desempenho das suas funções. O ridículo e o ultrajante da situação prende-se com a carta enviada pelo Primeiro-Ministro José Sócrates ao mesmo Tribunal Constitucional a dar mostras da importância que esta Lei tem para o país (leia-se "vontade do Partido Socialista"). Com esta carta foram enviados pareceres favoráveis a esta Lei, para poder dar assim uma maior amplitude aos argumentos apresentados.

Trata-se, sem dúvida alguma, de uma forma de pressionar os magistrados deste tribunal e que demonstra incerteza e insegurança nas hostes do governo. Sim, porque esta intervenção de "fiscalização preventiva", como Sócrates lhe chamou, foi uma iniciativa do governo, não partindo de qualquer pedido de esclarecimentos feito pelo Tribunal Constitucional. E já agora, uma vez que o governo pretendida fornecer mais dados para avaliação, porque não enviou também os pareceres negativos que também existem sobre esta lei?

Figura do ano 2006 da Times. Somos todos nós, os cibernautas.Todos aqueles que estão ligados à internet e que fazem de esta rede global de informação aquilo que é. A figura do ano sou eu, é quem está a ler este post, são todos os que estão, estiveram e estarão ligados a esta enormíssima autoestrada de informação. E a Times ainda justifica a decisão: "Não temos de justificar nada a ninguém". Assim mesmo. Não deixa no entanto de parecer mais uma saída airosa para evitar uma escolha mais comprometedora.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Extinção de Ofícios em Aveiro

Decididamente a conjectura económica não tem ajudado em nada aos pequenos comerciantes de áreas tradicionais. Primeiro a notícia da agricultura, agora a dificuldade de artesãos aveirenses.

Dificuldades económicas ditam extinção de alguns ofícios
Artesãos abandonam actividade

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Educação e Qualidades

"A educação desenvolve as qualidades, mas não as cria."

Voltaire

Arrependida de se arrepender

Não tarda nada a Carolina Salgado, escritora do momento, está a arrepender-se de se ter arrependido...

Bastonário da Ordem dos Advogados diz que não existe estatuto de "arrependido"

Coisas infinitas

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."

Albert Einstein

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Este homem não existe

Este homem simplesmente não existe. Desde a política nuclear para fins "civis", passando pelas suas afirmações sobre o "mito" do Holocausto e terminando nos seus votos de um fim rápido de Israel, tudo ajuda a manter aceso o rastilho do barril de pólvora que é o Médio Oriente.

Conferência no Irão sobre o Holocausto condenada de Paris a Washington

Presidente do Irão afirma que Israel "vai desaparecer em breve"

domingo, 10 de dezembro de 2006

Prendas de Natal

Chega-se a altura do Natal e surge sempre o mesmo problema: que prendas comprar. São inúmeras as sugestões e são também inúmeras as dúvidas. Uma das minhas preferências prende-se com presentes de carácter científico, e nesta área podem ser encontradas coisas interessantes. Tratam-se de prendas que podem servir para aguçar a curiosidade e o gosto pela ciência.

A exemplo disso, no Público online surgiu a seguinte notícia: Museus ligados à ciência apostam em prendas mágicas para o Natal. São apresentadas algumas das sugestões do Museu da Ciência e do Pavilhão do Conhecimento, sugestões que vão de chapeu-de-chuva de estrelas (que permite identificar as constelações) até foguetes que podem atingir 76 metros de altitude.

Um problema: os museus referenciados são em Lisboa. Mas fica a ideia.

Será que o Pai Natal existe?

Em 1990 foi publicado na Spy Magazine, uma revista satírica que deixou de circular em 1998, um artigo onde eram levantados entraves físicos que poderiam por em causa a existência do Pai Natal. Por outras palavras: fisicamente é impossível que o Pai Natal possa fazer a distribuição dos presentes na véspera de Natal.

Claro que se trata de um artigo de humor, e de uns anos a esta parte, com a explosão da internet, tem vindo a ser amplamente reproduzido e até mesmo divulgado por e-mail.

Acontece que (mais uma vez) recebi este texto por e-mail e, mesmo já o conhecendo, não consigo deixar de achar piada a algumas das passagens, tendo por isso resolvido colocá-lo no meu blog, aproveitando o espírito da quadra. Tendo recebido o texto em inglês, fiz uma tradução rápida, tendo apenas o cuidado de transcrever as unidades para o sistema internacional. Existem alguns dados que não estão de todo correctos, mas preferi manter as incorrecções do original. Nada que estrague o efeito pretendido. Ainda fiz um par de comentários, contidos em parêntesis rectos no texto.

O Pai Natal Existe?
Richard Waller
Spy Magazine, January 1990

1. Desconhece-se a existência de espécies de renas que possam voar. MAS existem 300.000 espécies de seres orgânicos ainda por classificar, e apesar de a maioria ser constituída por germes e insectos, isto não exclui COMPLETAMENTE a hipótese de encontrar uma rena voadora que apenas tenha sido vista até agora pelo Pai Natal.

2. Existem 2 mil milhões de crianças (pessoas com menos de 18 anos) no mundo
[estimativa feita em 1990]. MAS uma vez que o Pai Natal (aparentemente) não visita as crianças muçulmanas, hindus, judaicas e budistas, o trabalho é reduzido a 15% do valor total – 378 milhões de acordo com o Population Reference Bureau [www.prb.org]. Para uma média (a partir de censo) de 3,5 crianças por casa, obtém-se um total de 91,8 milhões de casas. Presume-se que exista pelo menos uma criança bem comportada por casa.

3. O Pai Natal tem 31 horas para trabalhar na véspera de Natal, graças aos diferentes fusos horários e à rotação da terra, assumindo que ele viaja de este para oeste (o que parece lógico). Isto estabelece-se 822,6 visitas por segundo. Ou seja, para cada casa cristã com uma criança bem comportada o Pai Natal tem um milésimo de segundo para estacionar, sair do trenó, descer a chaminé, encher as meias, distribuir as restantes prendas debaixo da árvore, comer o lanche que tiver sido deixado
[nos EUA a tradição manda deixar leite com bolachas para o Pai Natal], subir a chaminé, montar-se no trenó e deslocar-se para a seguinte casa. Assumindo que cada uma destas 108 milhões de paragens estão distribuídas uniformemente a volta da terra (o que claramente não é verdade mas para efeitos de cálculo vamos aceitar como aproximação), estamos a falar numa distância de 1,26 quilómetros entre cada casa, numa viajem total de 115,7 milhões de quilómetros, sem contar com as paragens que a maioria de nós tem de fazer pelo uma vez em 31 horas, mais a alimentação e etc. Isto significa que o trenó do Pai Natal se desloca a uma velocidade de 1050 quilómetros por segundo, ou seja 3000 vezes a velocidade do som. Para efeitos de comparação, o veículo mais rápido alguma vez construído pelo Homem, a sonda espacial Ulysses, desloca-se à vagarosa velocidade de 44,1 quilómetros por segundo – uma rena convencional pode correr, no máximo, a 24 quilómetros por hora.

4. O peso da carga do trenó acrescente outro elemento interessante. Assumindo que cada criança não recebe senão um conjunto médio de legos (850 gramas), a carga do trenó é de aproximadamente 321.300 toneladas, sem contar com o Pai Natal quem é descrito como sendo uma pessoa com excesso de peso. No solo, uma rena convencional não consegue puxar mais do que 150 kg. Mesmo garantindo que uma “rena voadora” (ver ponto 1) consiga puxar DEZ VEZES a carga normal, não será possível fazer o trabalho com oito ou mesmo com nove renas. Serão necessárias 214.200 renas. Isto aumentará o peso total – sem contar com o peso do trenó – para 353.430 toneladas. Mais uma vez, para comparação, este valor representa quatro vezes o peso do Queen Elizabeth.

5. 353000 toneladas a deslocar-se a uma velocidade de 1050 quilómetros por hora cria uma enorme resistência aerodinâmica, provocando o aquecimento das renas da mesma forma à verificada na reentrada de uma nave espacial na atmosfera. O primeiro par de renas absorvera 14,3 triliões
[143 seguido de 17 zeros!!] de Joules de energia. Por segundo. Cada. Em poucas palavras, as renas irão inflamar-se praticamente de forma instantânea, expondo as renas seguintes, e provocando uma explosão sónica ensurdecedora no arranque. A equipa inteira de renas será vaporizada em 4,26 milissegundos. O Pai Natal, entretanto, será sujeito a uma força centrífuga 17500,06 vezes superior à gravidade terrestre. Um pai Natal de 115kg (que seria ridiculamente magro) seria esmagado contra o banco do trenó por uma forma de quase 2000 toneladas.

Concluindo, se o Pai Natal ALGUMA VEZ entregou presentes na véspera de Natal, está morto agora.


P.S.: No seguimento deste artigo ainda surgiram cartas a a refutar alguns dos argumentos apresentados e existem ainda alguns artigos com personalidades científicas onde tentam, naturalmente com algum espírito de diversão, procurar "soluções físicas e tecnológicas" para contornar algumas das questões aqui apresentadas. Tudo para garantir que, afinal, o Pai Natal existe.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Ministro no Concelho de Vagos

O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, estará hoje às 16h00 em Santa Catarina para a inauguração do CASDSC - Complexo Social da Comissão de Apoio e Desenvolvimento de Santa Catarina.

Mais detalhes:
Inauguração com lar a funcionar (JN)

Sinais dos tempos

As contestações ao governo socialista atingiram tal proporções que as greves e as manifestações começaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. A prova disso está no site do Público online: lá podemos encontrar uma pequena caixa com o título "Informação sobre greves" onde podemos obter dados sobre as próximas greves, informações que incluem empresas envolvidas, data e horas a que as greves decorrem! No momento em que escrevo este post pode-se ler a seguinte informação:

Metro de Lisboa
Data: 19 de Dezembro, 9 e 11 de Janeiro
Horário: 06h30–11h30

Ou seja, as greves são tão frequentes e tão comuns que já são incluídas nos órgãos do comunicação social como se de o horário de um comboio se tratasse.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

A única preocupação são os euros

Decididamente este governo deixou-se ficar com umas palas nos olhos e não consegue ver nada para além do controlo do défice, independentemente do impacto que as medidas para consolidar as contas públicas possam ter na nossa sociedade.

A última vem novamente da educação: O Ministério da Educação deu ordens para que se deixassem de pagar as gratificações aos docentes que asseguram a orientação dos estágios pedagógicos. Justificação: deixou de "ter previsão ou habilitação legal que sustente a sua atribuição". Esta leitura legal pende-se com um decreto lei de Julho de 2005 no qual o Governo eliminou o pagamento de qualquer retribuição aos alunos estagiários. Ora deixa ver... uma vez que esta remuneração adicional se trata de um incentivo (ou contrapartida) para que os docentes aceitem trabalho para além das suas competências devidas - e estamos a falar de uma gratificação de 84.34 euros - e por que existe um decreto que estipula que os alunos estagiários não podem receber dinheiro, os seus orientadores também não podem?! Sendo um serviço que é prestado pelos docentes, não deveria ser pago?! Se existe esta lacuna lega, não poderia ser corrigida?! Mas nããããoooo... é mais fácil deixar de pagar para assim poupar mais uns trocados.

É este o investimento que o estado faz na educação. É esta a política educacional à qual o PS nos tem estado a habituar: o total desinvestimento no ensino.

E depois vêm a falar de apostas tecnológicas.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Profissão em extinção

O reflexo de que a terra é cada vez menos apelativa:

Desapareceram mais de 90 mil explorações agrícolas em Portugal

Má ideia

"Resumindo:
No início, o universo foi criado.
Isso deixou muita gente furiosa e foi encarado de forma mais ou menos generalizada como tendo sido uma má ideia."

Douglas Adams, in "O Restaurante no Fim do Universo"

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Ensino experimental das ciências

Ora aí está uma medida à qual eu bato palmas!

Ensino experimental das ciências poderá ser obrigatório no básico

Só falta saber agora se é mais uma medida daquelas que apenas se tomam para fazer anuncios públicos bonitos, não passando por isso do papel, ou se as escolas irão ser de facto dotadas com os meios necessários para poder tornar o ensino experimental possível.

As "Chávez" para a presidência

Quer se goste, quer não se goste, Hugo Chávez estará a frente dos destinos da República Bolivariana da Venezuela. Para mim será sempre simplesmente Venezuela, com uma bandeira tricolor ostentando 7 estrelas e com um brasão onde o cavalo corre para a direita e a olha para a esquerda.

Apesar as eleições de domingo passado terem sido consideradas democráticas, e terem decorrido sem incidentes, não posso deixar de estar desiludido com o resultado. A Venezuela foi, e continuará a ser, um país sem soluções políticas e económicas, completamente manietada pelos desvarios ditos "socialistas" e "bolivarianas" que não passam do culto idólatra à figura do presidente.

Uma população pobre e de baixa instrução, facilmente manipulada pelas migalhas que lhes são atiradas em vésperas das eleições é o único motivo que percebo para que Chávez tenha ultrapassado a fasquia dos 60%, garantindo-lhe mais um mandato de seis anos. Sem querer ofender ninguém, há uma imagem que não me tem saído da cabeça: um cão abandonado ao qual damos um osso, ganhando-lhe assim a sua fidelidade. É esta a imagem que tenho da grande massa que terá dado a Hugo Chávez a vitória de domingo passado.

Confesso que tenho acompanhado os destinos da Venezuela ao longe, limitado pela informações que ainda leio em alguns jornais online (El Universal, El Mundo, El Nacional) e sinceramente espero poder olhar para este post daqui a algum tempo e concluir que afinal estava enganado, mas sinceramente não acredito neste presidente, não acredito na sua política de antagonismo barato (anti-imperialista, diz ele), e muito menos lhe reconheço a capacidade de melhorar a economia da Venezuela.

A ver vamos...