domingo, 23 de dezembro de 2007

Um Santo e Feliz Natal!

A todos quanto têm passado por este cantinho do ciberespaço gostaria de lhes expressar os meus votos de um Santo e Feliz Natal junto dos seus entes mais queridos.

Que a paz desta quadra nos permita reavaliar os nossos valores e olhar para além de nós, procurando assim a harmonia com o próximo.

Deste vosso amigo,

Tony

sábado, 22 de dezembro de 2007

Diz Que Até Não É Um Mau Blog

Eu sei, eu sei... não tenho aparecido muito por aqui. Infelizmente o trabalho tem sido muito e tenho estado um pouco arredado da actualidade. Vou dando uma espreitadela às gordas dos jornais e pouco mais...

Eis que entretanto fui brindado com a nomeação "Diz Que Até Não É Um Mau Blog", feita pelo Edgar Almeida, vai-se lá saber porque... :-D

Se eu percebi bem o esquema, tenho agora que publicar as regras deste galardão e nomear sete (uuffff!) blogs. Ora, cá vai:

1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.
2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post:
- Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.
3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.
4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post).

E os nomeados são...

1. A Dupla Personalidade: Decididamente um blog de humor a ter debaixo de olho.
2. Anterozóide: Sem dúvida um dos blogs com melhor crítica, na forma de humor, à actual política governativa sobre a educação.
3. Fliscorno: Sempre com alguma coisa interessante a dizer sobre o que se passa neste cantinho à beira-mar plantado.Ah! Não esquecer as "I-See-19 Tales".
4. We have Kaos in the Garden: Acima de tudo as belas das imagens que retratam de forma bastante irónica a "bonecada" que está a frente deste país.
5. O Jumento: Afixe-se :-)
6. Uma por rolo: Sempre gostei das imagens que aqui se publicam (desculpa lá a concorrência Eddy :-P)
7. Corta-fitas: Pelas sextas-feiras :-D

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

¿Una victoria de QUE?!

Esta fica simplesmente sem comentários...



Mais um exemplo da democracia segundo Mário Soares.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

400! Negócio Fechado!

A última reunião da Assembleia Municipal de Lisboa transformou-se num autêntico leilão holandês ou, se preferirem, um souk tunisino, onde a mais badalada autorização de empréstimo, que o executivo camarário solicitou à Assembleia Municipal, acabou por ser tratada como se de um regateio de preço se tratasse.

O ex-membro do governo, que limitou a capacidade de endividamento das câmaras municipais, pretende agora, na qualidade de presidente da câmara, empenhar a Câmara Municipal de Lisboa em 500 milhões de euros, que alegadamente são imprescindíveis para endireitar as contas da edilidade.

De repente, este número mágico desce para 400 milhões. Pelos vistos, o "orçamento apresentado" estava inflacionado, sendo que os 100 milhões de euros excedentários consistiam naquilo que em engenharia carinhosamente é chamado de margem de cagago: pelo sim, pelo não, vamos inflacionar isto, não vá o dinheiro, com as continhas que fizemos, ficar curto...

Ou então o "preço" foi inflacionado para poder regatear com a oposição, e nesse caso a Câmara pretendeu sempre um empréstimo de 400 milhões e apresentou um valor de 500 milhões para poder "fazer um desconto ao cliente".

Seja como for, a Câmara da capital mais parece estar a ser gerida como se uma mercearia se tratasse... sem ofensa para as mercearias.

Sim, sim...

“O Irão foi, é e será perigoso se conseguir reunir o conhecimento suficiente para produzir uma arma nuclear”

Pois, e se George W. Bush conseguir reunir conhecimento há-de ser algum dia inteligente...

Mais uma mentira?

As justificações deste homem caem, uma a uma, por terra, deixando transparecer que são apenas interesses obscuros que movem este homem, numa acção que mais não tem feito do que desestabilizar a cena internacional.

Irão terá suspendido programa de armamento nuclear em 2003

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

8,5% 8.2% and counting

Aí está! Ultrapssando os 8% do mês anterior, Portugal orgulha-se agora de conquistar a marca de 8,5% 8,2% de taxa de desemprego, colocando o país em primeiro lugar na zona euro, e em terceiro lugar dentro da Europa comunitária.

Aguardo pelas explicações do nosso primeiro...



Nota: Afinal o Eurostat enganou-se (erro humano, dizem eles), estando a taxa de desemprego em 8,2%. Fica por esclarecer se com isto perdemos o primeiro lugar na zona euro...

NO! ou A Primeira Derrota de Chávez

Na democracia "segundo Soares", Hugo Chávez foi confrontado com a primeira "nega" popular em nove anos de governação: Venezuela não aceitou a proposta de reforma constitucional que permitiria a perpetuação de Chávez no governo, acrescido de poderes absolutistas que permitiram brandir o "seu" socialismos bolivariano contra todos aqueles que ele considera-se inimigos do estado, que é como quem diz, todos aqueles que se opusessem à sua figura presidencial.

Por enquanto o povo venezuelano fez calar a Chávez, só falta saber por quanto tempo...

Orgulhosamente (e estupidamente) só

Os Estados Unidos estão, a partir de agora isolados no mundo em termos de políticas ambiental. O recém-eleito Primeiro Ministro da Austrália, Kevin Rudd, confirmou a ratificação do Acordo de Quioto, demonstrando uma preocupação séria com o meio ambiente, e num acto que pode, na minha opinião, ser considerado de demarcação política face à administração norte-americana.

Entretanto o mundo aguarda que Washington apresente o seu tão aguardado plano de protecção ambiental... ou então que mude o inquilino da Casa Branca.

sábado, 1 de dezembro de 2007

O Soldado

Algures num campo frio, num mundo ignorado,
caminham juntos os jovens, magros e altos,
e, embora se riam uns para os outros, nada quebra o silêncio;
nenhum som se ouve, por muito claras que as suas vozes sejam.

Falam daquilo que em vão amarram nesta terra,
mas o ar, de tão rarefeito, não transporta as suas vozes.
Eram jovens e de ouro as suas vidas, mas foi a dor extrema que aqui os trouxe,
e a sua juventude é agora velhice, e o ouro é agora cinza.

Os seus corações, porém, não mudaram, e gritam uns para os outros,
«Que fizeram eles com as vidas que para trás deixámos?
Ficaram jovens com a nossa juventude, dourados com o nosso ouro, meu irmão?
Sorriem diante da morte, porque nós morremos?»

Algures num campo frio, num mundo que não vem nos mapas,
os jovens buscam-se uns aos outros com olhos que interrogam.
Perguntam uns aos outros, os jovens, os de coração de ouro,
onde está o mundo que lhes roubaram no seu tranquilo paraíso.

Humbert Wolfe

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Muito sinceramente....

...estavam à espera de quê? A última coisa que podemos estar aguardar deste governador é uma posição contrária à do governo.

Vítor Constâncio: é prematuro baixar impostos antes de cumprir metas do défice público

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Onde é que eu já vi isto?

Este não é um dos assuntos que eu normalmente trato neste cantinho do ciber-espaço, mas recomendo esta leitura animada sobre a nova mascote do Modelo.

E de facto, dizer semelhante é uma maneira simpática de falar.

sábado, 10 de novembro de 2007

Mais dois links permanentes

Mais dois links para a minha lista de pontos:

O País do Burro

O Bico de Gás

E que acontece?... Nada!


(Do Anterozoide, claro!)

Crimes em Progresso

Para mim meia-dose, por favor.

É este o Sócrates do costume: apenas gosta de falar da coisa que lhe interessam, desprezando aquilo que é incómodo na sua governação.

A questão do emprego é, de longe, aquilo que mais o tem perseguido. Os números indicam claramente que, em termos de emprego, a política governamental nada tem feito para reverter o crescimento do número de pessoas sem trabalho.

Mas, como diz a Teresa Guilherme, isso agora não interessa nada.

Sobre as previsões da União Europeia, Sócrates gosta de puxar pelos galões e falar aos quatro ventos que a consolidação orçamental e o crescimento económico estão aí. Só se esquece de referir que tudo está a ser feito à custa dos - cada vez menos - trabalhadores.

Sobre os números do desemprego nada. Esses não interessam. Esses não se vão cumprir. Apenas metade da previsão da UE é que conta.

A União Europeia reviu em alta a taxa do desemprego em Portugal e aponta para um valor de 8%. O mesmo estudo que dá uma crescimento consolidado a Portugal, e que o governo de Sócrates rapidamente abraçou como tábua de salvação para justificar as suas medidas políticas, já não é tido como correcto.

"Olhe para mim é só meia-dose, e não me sirva o desemprego, se faz favor"

Vá lá! Decidam-se...

Hoje no Público:

Estudo norte-americano diz que não faz mal ter uns quilos a mais

Então? Não se passa nada?!

Faz hoje uma semana que nada se passa por aqui. É verdade, mas isso não significa que este blog está morto. Eu é que ando morto de trabalho e infelizmente não tenho tido tempo para escrever os meus habituais posts.

A todos aqueles que me têm escrito a perguntar o que se passa só vos posso dizer que não desesperem :-)

Lá arranjarei tempo para voltar ao activo neste cantinho do ciber-espaço.

sábado, 3 de novembro de 2007

Sobreviventes

«Há uma geração, os humanos evitaram a destruição nuclear; com sorte, continuaremos a iludir esses e outros terrores em massa. Mas, hoje, damos muitas vezes por nós a perguntar-nos se teremos inadvertidamente envenenado ou aquecido demais o planeta, connosco incluídos. Também usámos e abusámos da água e do solo a ponto de já haver pouco de cada, e dizimámos dezenas de espécies que, provavelmente, nunca mais voltarão a existir. O nosso mundo, como alertam várias e respeitadas vozes, poderá ainda degenerar em algo parecido com um terreno vazio, onde os corvos e as ratazanas corram por entre as ervas, caçando-se uns aos outros. Se isso acontecer, a que ponto correram tão mal as coisas para que, com toda a nossa celebrada inteligência superior, não estejamos entre os sobreviventes?»

Alan Weisman, in "O Mundo sem Nós"

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Novelas

«Depois liga a televisão, uma novela qualquer, sabes, pessoas verdadeiras a fingirem que são pessoas a fingir com problemas inventados que são vistas por pessoas verdadeiras para se esquecerem dos seus problemas reais.»

Chuck Palahniuk, in "Asfixia"

sábado, 27 de outubro de 2007

Muito Alta Tensão

A REN - Redes Energéticas Nacionais tem sido nos últimos tempos alvo de cobertura mediática devido à construção de novos perfis de linhas de transporte em Muita Alta Tensão.

A indignação e as manifestações dos moradores de Amadora e de Sintra por causa da passagem da linha de Muita Alta Tensão entre Fanhões e Trajouce rapidamente deu eco à oposição encontrada noutras localidades onde outras linhas estão a ser montadas, num efeito de bola de neve que culminou esta semana com uma greve de fome em frente à Assembleia da República.

Moradores de Sintra, Amadora, Odivelas, Guimarães, Almada e Estói têm-se manifestado contra o facto de verem as suas residências serem "banhadas" pelos campos electromagnéticos, e não radiações como por vezes tenho ouvido incorrectamente a ser afirmado, provocados pelas linhas que irão ter, ou já têm, a poucos metros das suas habitações.

Acena-se com a bandeira do cancro e de um sem número de doenças que estes campos poderão trazer a todos aqueles que passaram a ter como vizinhos aqueles apoios, ou torres, onde são suportados condutores eléctricos que transportam centenas de amperes a tensões na ordem das centenas de milhar de voltes.

São apontados estudos - se bem que nunca ninguém tenha dito especificamente quais - nos quais a saúde pública é posta em risco pela exposição aos campos de muito baixa frequência (campos ELF-extreme low frequency) , dentro dos quais se encontram os campos gerados pela nossa rede eléctrica que se encontra a funcionar a 50Hz (ou 50 ciclos por segundo, se preferirem).

Por outro lado temos a REN a afirmar que não está provado que a exposição aos campos ponha em risco a saúde pública. Em comunicado publicado no sítio da REN podemos ler que «dos trabalhos de investigação, conduzidos a nível internacional pela comunidade científica há mais de trinta anos, continua a não ser possível encontrar qualquer relação significativa entre a exposição aos campos electromagnéticos de muito baixa frequência, como é o caso dos associados à utilização da energia eléctrica, e a ocorrência de problemas na saúde dos seres vivos».

De facto, este é um assunto que de novo não tem nada. Desde a publicação de um dos primeiros estudos epidemiológicos [1], onde se mostrava um eventual aumento de risco de leucemia infantil devido à exposição a campos ELF, que se tem verificado um aumento do interesse público sobre este assunto, um interesse que por sua vez tem despertado preocupações junto das populações que moram junto destas estruturas de transporte de energia.

Passados trinta anos, continua a não ser de facto estabelecida uma relação de causa-efeito entre as linhas de alta tensão e a saúde pública. O trabalho apresentado por Wertheimer e Leeper em 1979 [1] tem sido contrariado várias vezes, como por exemplo em [2] e [3], e ao mesmo corroborado, como por exemplo em [4] e [5]. Existem inúmeras discussões entre investigadores da área, onde é argumentada a validade dos resultados e a forma como estes foram obtidos nos mais diversos trabalhos que têm vindo a ser publicados.

Apesar de apenas me ter referido a trabalhos onde foi abordado o estudo sobre a leucemia infantil, o panorama repete-se mais ou menos da mesma forma, mais consensual aqui, mais polémico ali, o que permite ter uma ideia da dificuldade que este assunto representa do ponto de vista científico.

Mesmo atendendo aos grandes contornos que este assunto merece, não consigo entender como é que o Presidente da Assembleia da República vem prometer, direi eu, quase de forma leviana, um estudo sobre os efeitos das linhas de Alta Tensão. Trata-se de um assunto que já vem a ser estudado a trinta anos e Jaime Gama parece estar convencido que agora irá conseguir obter o estudo derradeiro que esclarecerá todas as dúvidas de uma vez por todas. Das duas uma: ou não sabe do que está a falar ou foi apenas "fogo de vista" para despachar a comissão de moradores que se deslocou a Lisboa para protestar contra a instalação das já referidas linhas de Muito Alta Tensão.

Muito mais haveria a dizer sobre este assunto. As posições alarmistas dos moradores e a posição optimista da REN são, na minha opinião, demasiado extremistas. O certo é que passados quase trinta anos continuam a não haver certezas, e é precisamente das incertezas que nascem os receios. Apesar de o Princípio da Precaução poder ser tido em conta nestas situações, este muitas vezes tem dificuldades de se impor perante interesses económicos.

No fundo, tudo isto faz lembrar a problemática da instalação de uma lixeira: todos produzem lixo, mas ninguém quer saber de uma lixeira ao pé de casa.

[1] N. Wertheimer, E. Leeper,
Electrical wiring configurations and childhood cancer, American Journal on Epidemiology, vol. 109, no. 3, pp. 273-284,1979

[2] Martha S. Linet, Elizabeth E. Hatch, Ruth A. Kleinerman, Leslie L. Robison, William T. Kaune, Dana R. Friedman, Richard K. Severson, Carol M. Haines, Charleen T. Hartsock, Shelley Niwa, Sholom Wacholder, Robert E. Tarone,
Residential Exposure to Magnetic Fields and Acute Lymphoblastic Leukemia in Children, New England Journal of Medicine, vol. 337, no. 1, pp. 1-8, 1997

[3] David Jeffers, Transmission lines, EMF and population mixing, Radiation Protection Dosimetry, vol. 123, no. 3, pp. 398-401, 2007

[4] Gerald Draper, Tim Vincent, Mary E Kroll, John Swanson, Childhood cancer in relation to distance from high voltage power lines in England and Wales: a case-control study, BMJ, vol. 330, pp. 1290-, 2005

[5] R. M. Lowenthal, D. M. Tuck, I. C. Bray, Residential exposure to electric power transmission lines and risk of lymphoproliferative and myeloproliferative disorders: a case-control study, Internal Medicine Journal, vol. 37, no. 9,pp. 614–619, 2007

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

A Terceira Canção de Ellen: Ave Maria

"Ellens dritter Gesang", ou "A Terceira Canção da Ellen", é certamente uma das músicas mais conhecidas de Franz Schubert e é também seguramente uma das músicas que mais confusão tem gerado.

"A Terceira Canção da Ellen?", poderão estar a perguntar. É muito provável que não a reconheçam por este título. No entanto, é muito provável que já tenham tido a oportunidade de assistir a uma missa de casamento, por exemplo, na qual é entoado o "Ave Maria" cantado por um solista. Estão a ver? Pois aquele "Ave Maria" muito melodioso, sentido, é o tal que comummente é conhecido por "Ave Maria" de Schubert. Ora o tal "Ave Maria" e "Ellens dritter Gesang" são precisamente a mesma música!

Este mais que conhecido "Ave Maria" está longe de ser um cântico de prece, ao contrário do que muita gente erradamente pensa. Esta música foi composta por Schubert tendo por base a tradução alemã do poema épico "The Lady of the Lake" de Walter Scott. No desenrolar da história Ellen e o pai são perseguidos pelo chefe de um clã opositor. Durante a fuga, eles escondem-se numa caverna onde a Ellen entoa uma oração à Virgem, pedindo-lhe protecção. O texto de esta "oração", em alemão, nada tem a ver com a oração "Ave Maria" que muito usualmente se ouve cantada em latim.

No n.º 82-83 da publicação "Nova Revista de Música Sacra", num artigo a respeito de músicas que não se devem utilizar nas celebrações litúrgicas, esta e outras músicas são rotuladas de «profanas» e, à respeito do "Ellens driter Gesang", pode mesmo ler-se: «Trata-se, com texto obviamente não litúrgico, de um dos numerosos e belíssimos "lied" para canto e piano do grande compositor austríaco, não pensado para a execução na igreja».

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Aaah! A paz que a religião transmite!

Paroquianos exaltados em Selho S. Cristóvão

«A GNR de Lordelo participou ontem ao Tribunal os incidentes registados, no fim-de-semana, na igreja de Selho S. Cristóvão, durante uma reunião de paroquianos que terminou com um ferido e a identificação do alegado agressor.

(...) Um dos presentes terá sacado de uma navalha, segundo a GNR de Lordelo, que tomou conta da ocorrência e identificou o alegado agressor, um septuagenário.

Segundo alguns presentes, apenas se terá defendido face às cenas de pancadaria; outros dizem que a vítima foi atingida quando tentava defender umas senhoras.

(...) O desfecho da reunião não parece ter surpreendido ninguém, pelo contrário, o povo até diz que estava previsto. "Aqui, é porta sim, porta sim, toda a gente tem algo a apontar a este pároco", diz uma paroquiana.»


(Destacados da minha responsabilidade)
[Fotografia retirada do DN]

Inteligência?

«Achas que elas não reconhecem que estão a ser caçadas?», perguntou Delaware. «Isso é uma estupidez».

Anawak revirou os olhos.

«Elas não reconhecem necessariamente um padrão. As baleias piloto vão sempre para as mesmas baías. Nas ilhas Feroé, os pescadores empurraram-nas para terra e batem-lhes indiscriminadamente com estacas de ferro. Verdadeiras matanças. Ou vê o que acontece no Japão, em Futo, onde chacinam inúmeros golfinhos e toninhas. Esses animais sabem, desde há gerações, o que os espera. Porque voltam sempre?»

«Não demonstra muita inteligência», disse Ford. «Por outro lado, nós continuamos a emitir todos os anos gases para a atmosfera e a abater árvores na floresta, embora saibamos que não devíamos. O que também não demonstra muita inteligência, não vos parece?»

Frank Schätzing, in "O Quinto Dia"

"O Quinto Dia" foi o último livro que "passou" pela minha mesa de cabeceira. Trata-se de uma leitura com um pouco mais de 900 páginas que se lêem quase de maneira compulsiva (alguns gostariam de dizer obcessiva, mas isso é outra história - sim, obcessiva está mal escrito!).

A humanidade vê-se confrontada com uma ameaça que poderá levar à sua extinção, uma ameaça que vem dos oceanos, e que não é mais do que um reflexo contra todos os atentados que temos feito contra o nosso ecossistema global. Nada será como dantes...

Numa história escrita quase de forma cinematográfica, o autor explora um tema que tem tido um grande destaque - a fragilidade do meio ambiente - um tema que ganhou ainda particular destaque depois da atribuição do Nobel (/Nobél/) a Al Gore e ao IPCC.

Assente no que parecem ser bons conhecimentos de biologia e oceanografia (digo parecem porque não tenho à vontade nestes assuntos),
Frank Schätzing desenvolve uma teoria bastante interessante, mas sem nunca esquecer que é ficcional, na qual o mundo habitado pelos humanos se vê confrontado com o facto de que não vive só. O Homem pôs em risco o ténue equilíbrio do planeta pelo que tem que ser eliminado antes que seja tarde demais.

Decididamente uma obra que penso valer a pena ler.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Erro

«O erro pode não partir de uma falsificação consciente dos factos, mas resultar do próprio esforço para a verdade e da dificuldade de alcançar esta»

Fernando Lopes-Graça, in "A Música Portuguesa e os Seus Problemas I"

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Conseguimos: 3%!!

O Referendo ao Tratado

Tem sido assunto de momento a realização ou não de um referendo para ratificar o Tratado Reformador da União Europeia, aquele que José Sócrates tanto quer que se chame "Tratado de Lisboa".

O PSD, através da sua nova liderança, leva a crer que não é favorável ao referendo.

O Presidente da República, Cavaco Silva, sempre foi contra o referendo por achar que este estaria sempre inquinado por assuntos que nada têm a ver com o tratado.

Os partidos mais a esquerda (excluindo naturalmente o PS) são todos a favor do referendo.

Só o governo, e por extensão o PS, é que parece titubeante. Alega que estando na presidência da UE não pode tomar uma posição parcial. Só depois de assinado o acordo, e eventualmente quando todos os outros países tomarem uma posição, é que o governo assume qual o seu compromisso: fazer ou não um referendo.

Mas a posição do governo é mais do que fazer-se de juiz imparcial. O governo e o PS têm medo de que o referendo sirva mais como uma arma de manifestação contra as políticas que têm vindo a ser tomadas. Têm medo de que o tratado seja "chumbado" pelos eleitores, quando na realidade eles pretendem chumbar as medidas governamentais. E com isto lá se ia o sonho de um tratado que se queira com o nome de Lisboa. Lá se ia a hipótese de Sócrates ver o seu nome na constelação da UE. A chamada "inquinação" da essência do referendo deitaria por terra todos os sonhos políticos do governo e do PS.

sábado, 13 de outubro de 2007

E o IPCC?

Desde que foi anunciado o Prémio Nobel (não esquecer acentuar a última sílaba!) da Paz que o mediatismo do ex-futuro Presidente dos EUA tem ofuscado o outro galardoado de tal elevada distinção: o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC - Intergovernamental Panel on Climate Change).

O nascimento do IPCC confunde-se com a consciencialização internacional sobre a problemática das alterações climáticas e as suas repercussões sócio-económicas. Foi constituído em 1988 por duas organizações, a Organização Mundial de Meterologia (WMO) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), e visa fazer uma avaliação dos riscos que as mudanças do clima podem trazer ao Homem.

Mas porque o Prémio Nobel da Paz a uma organização, por assim dizer, ambientalista? Simples, as alterações climáticas começam a evidenciar problemas que poderão intensificar-se, a manter-se actual ordem mundial. Estamos a falar de eventuais conflitos internacionais sobre coisas tão simples, e praticamente tidas como adquiridas, como sendo terras férteis e água potável, riquezas que a curto ou médio prazo poderão ser a origem de contendas.

É certo que Al Gore tornou mediática a questão das alterações climáticas, acção que lhe terá valido o Prémio Nobel da Paz, mas certo é que este assunto já vem sendo fortemente debatido no IPCC (e antes do IPCC). Apenas o Protocolo de Quioto terá sido uma das faces mais visíveis do IPCC, sem que no entanto tenha havido um sentimento de reconhecimento.

De entre os trabalhos desenvolvidos pelo IPCC está a elaboração de Relatórios de Avaliação (Assesment Reports). São documentos onde são compiladas e apresentadas informações científicas, técnicas e sócio-económicas actualizadas com particular relevância política (no sentido decisório). O 4.º Relatório de Avaliação já foi apresentado (o relatório do Grupo III foi apresentado em Setembro), se bem que a ferramenta política, o Relatório Síntese, está a ser concluído para depois ser apresentado em Novembro.

O planeta terra, que antes era tido como uma espécie de sorvedouro infinito, afinal veio demonstrar que o seu poder de encaixe contra todos os nossos atentados tem um limite, e esse limite a muito que foi ultrapassado. A sociedade continua a olhar para o seu umbigo, enquanto comenta que "o tempo está mudado", tomando isso apenas como um sinal do tempo contra o qual nada a fazer. A hora do almoço ou do jantar, entre uma e outra garfada, o Homem lá vai vendo no noticiário os furacões que assolam a América Central e os EUA, e as chuvas intensas que desabam sobre a Europa Central e Ásia. Olha e encolhe os ombros.

Uma coisa é certa: a terra em que vivemos não é nossa, apenas a pedimos emprestada aos nosso filhos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Santíssima Trindade

Fiz agora uma pequena pausa para o café e aproveitei para fazer um pouco de zapping de modo a ver o que andava hoje pela televisão, e hoje, decididamente, a cerimónia de inauguração do quarto maior templo cristão do mundo, a Igreja da Santíssima Trindade (Fátima), é o que tem maior visibilidade.

O pouco que eu vi foi o suficiente para perceber que a Igreja comandada pelos homens continua a pregoar como o Frei Tomás. Toda a ostentação patente na nova igreja, assim como em torno da cerimónia inaugural, é vista, pela Igreja Católica, como um acto de fé. No entanto, se tal acto pertencesse ao comum dos mortais , a exuberância não escaparia de ser identificada com pelo menos um dos pecados capitais.

Muito longe está a Igreja da mentalidade de Kiril Lakota...

Uma chamada de atenção mundial

«O ministro do Ambiente português congratulou-se hoje com a atribuição do Nobel da Paz ao ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore e ao Painel para Mudanças Climáticas da ONU, considerando-o uma chamada de atenção mundial.»

Apenas ficou uma dúvida que não vi esclarecida: Nós temos um Ministro do Ambiente?!?

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O Tempo está a mudar

O tempo está a mudar. Infelizmente esta expressão já passou à categoria de "frases feitas", sem que por isso se tenha visto, da parte dos governos, acções sérias para combater os efeitos evidentes das alterações climatéricas devidas à acção do Homem.

Serve isto para destacar mais um alerta que recentemente foi divulgado na comunicação social. Cientistas ingleses comprovaram que os gases de efeito estufa tem tornado a atmosfera mais húmida e "peganhenta" (stickier é o adjectivo utilizado no texto original, acho que peganhento traduz perfeitamente o que os cientistas tentaram descrever). Esta alteração pode levar ao surgimento de furacões mais intensos e chuvas mais abundantes nas regiões tropicais, semeando todos os problemas sociais a que temos vindo recentemente a assistir.

Infelizmente estou cada vez mais convencido que este é mais um aviso que cairá em saco roto...

Intolerante e anti-intelectual

Diz Pacheco Pereira no seu blog, a propósito do lançamento do seu livro "O Paradoxo do Onitorrinco":

«Pouco me importa se essa contribuição é desejada ou é um incómodo no clima de intolerância e anti-intelectualismo que se vive hoje no PSD.»

Não deixa de ser uma afirmação estranha para quem foi tão intolerante com os resultados das eleições directas no PSD e, numa atitude anti-intelectual, desata a a despejar textos no Abrupto que eram ilustrados com uma bandeira invertida do PSD.

Mau perder, de facto.

Sobrevivência

«Numa linha de tempo suficientemente comprida, as probabilidades de sobrevivência de toda a gente descem para zero»

Chuck Palahniuk, in "Clube de Combate"

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Onda comunista varre o país!

Eles estão por todo o lado!

Eles surgem onde menos se espera!

O PCP está bastante próximo de conquistar a governação do país!!

José Sócrates vaiado durante visita a escola na Covilhã

P(IDE)SP?

Polícia leva material da sede de um sindicato de professores

Dois polícias "à civil" entraram ontem na sede do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) na Covilhã e levaram dois documentos de informação referentes à acção de protesto marcada para hoje nesta cidade, onde estará o primeiro-ministro, no âmbito de uma visita à Escola Secundária Frei Heitor Pinto.

Esta "acção" da PSP da Covilhã, a qual, segundo consta na mesma notícia, ainda dará explicações hoje, faz lembrar o modus operandi da PIDE para tentar desmantelar as células comunistas, o que de certa forma faz sentido, atendendo às palavras de José Sócrates que, na segunda-feira passada, mostrou a sua indignação (e mais uma vez uma falta de encaixe, diga-se) ao acusar o PCP de organizar os protestos que têm acompanhado as visitas do primeiro ministro, numa clara argumentação que mais faz lembrar o estado novo.

De facto, neste ponto, o governo tem mostrado alguma coerência.

domingo, 7 de outubro de 2007

Ave Verum Corpus, KV618

Ave Verum Corpus, é um motete que foi composto por Wolfgang Amadeus Mozart alguns meses antes da sua morte em 1791. Esta peça para um coro de quatro vozes mistas e uma orquestração simples foi composta para ser tocada e cantada na Festa do Corpo de Deus, a 19 de Junho desse ano. Foi dedicada a Anton Stoll, amigo e director do Coro de Banden.

A música teve por base um texto originalmente composto por um autor anónimo do século XIV. Trata-se de um hino curto, constituído por poucos versos, que já foi utilizado pelos mais diversos compositores musicais, sendo a versão de Mozart a mais conhecida e, por ventura, uma das peças corais mais marcantes e tocantes.

O texto oficialmente adoptado é o seguinte:

Ave verum corpus natum de Maria Virgine
Vere passum, immolatum in cruce pro homine
Cuius latus perforatum fluxit aqua et sanguine
Esto nobis praegustatum mortis in examine
O Iesu dulcis, o Iesu pie, o Iesu fili Mariae.


ou em português:

Salve, ó verdadeiro corpo nascido da Virgem Maria
Que verdadeiramente padeceu e foi imolado na cruz pelo homem
De seu lado trespassado fluiu água e sangue
Sê para nós remédio na hora tremenda da morte
Ó doce Jesus, ó bom Jesus, ó Jesus filho de Maria.


Trata-se de um texto em que a Paixão de Cristo é manifestamente exaltada, levando os fieis a uma meditação profunda sobre a sua salvação através do Redentor.

Infelizmente a mesquinhez e a ignorância obstinada de algumas pessoas, deturpadas por problemas maníaco-obsessivos, com tendências compulsivas para a ofensa gratuita, só porque a ouviram uma vez num funeral, as levam a pensar que esta peça da expressão máxima do classicismo não passa de uma "música para funerais".

Mas quando as pessoas teimam em ser ignorantes, o que é que podemos fazer?

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Pode repetir por favor?

"Poder de compra não é Economia"

Foi assim que este pretensioso ministro dos assuntos parlamentares (desculpem a omissão das maiúsculas, mas estas pessoas começam a não merecer esse tipo de respeito) se desculpou perante o hemiciclo para justificar a ausência do ministro da economia, um ministro que não aparece perante a Assembleia da República há praticamente um ano, e que terá faltado a uma interpelação que a bancada do CDS/PP fez a respeito do poder de compra.

Se o poder de compra não é economia, então estou convencido também de que estas pessoas são tudo menos governantes...

Outro assunto, as pessoas têm de se convencer de que a promessa o objectivo dos 150.000 empregos não é um número líquido! O governo não tem culpa - e muito menos o nosso querido, eficiente e sempre pronto ministro da economia - de que o ritmo a que surgem mais desempregados seja maior do que o número de novos empregos criados! Será que a campanha de salários baixos na China não funcionou?!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Preso por ter cão...

Sim, sim... Ou era isto ou então era acusado de não respeitar a confiança depositada pelos eleitores nas últimas eleições autárquicas.

O simples desejo de falar mal leva a dizer qualquer barbaridade que venha a cabeça quando não se tem ideias políticas concretas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Corno?!

Louvar um "competente corno"?!

É tramado como do advérbio "como" se passa para o substantivo "corno", e logo no Diário da República...

O que é interessante de observar é que não foi a letra "m" que ficou ma impressa, foram introduzidos dois carácteres "rn" (parece-se com o "m", não é?)

Será que anda alguém a brincar no Diário da República?

Via O Jumento

2009 ou 2013?

Confesso que não sou grande apreciador do Correio da Manhã, mas este Bilhete Postal de Carlos de Abreu de Amorim vale a pena ler.

Ah! Para quem possa estar interessado: as urnas abrem às 18h00 (ou seja já abriram!) e fecham às 23h00. Resultados em primeira mão apenas para os noctívagos.

2009 ou 2013?

Essa é a grande questão a que hoje os militantes do PSD terão de responder. Pelo menos aqueles que ainda não se enojaram com a ópera bufa dos últimos dias. É evidente que Marques Mendes foi lançado porque o PSD desistiu de tentar ganhar em 2009. Mendes simboliza a confissão da derrota antecipada nas próximas Legislativas por falta de material de comparência – contra Mendes, em 2009, Sócrates nem precisa de fazer campanha eleitoral.

Pode até deixar à solta ministros como Lino, Pinho ou aquele senhor que está na pasta da Justiça. Mendes foi cooptado pelos barões do aparelho (d’aquém e de d’além-mar e da Amazónia também, pelos vistos) para fazer de feitor do PSD até à chegada de alguém ‘a sério’, só para 2013.

A candidatura de Menezes tem defeitos. Mas com ele a líder laranja, o Governo de Sócrates nunca mais terá a podre paz em que estamos. E tudo estará em aberto para 2009.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Ah, é? Então com licença e até logo!


Desde a sua saída do Chelsea que Mourinho tem feito a delícia da comunicação social, a qual faz questão de não o deixar em paz, apesar de ele ter já dito que pretende passar algum tempo de qualidade com a família (bem, com a indemnização que ele recebeu até eu conseguia passar um bom tempo de qualidade!).

O facto de ele simplesmente ter chegado ao país foi motivo para interromper uma entrevista que estava a ser feita ao Santana Lopes na SIC Notícias, na qual estava a ser feita uma análise política à actual situação vivida do PSD.

No "regresso ao estúdio", e ao ser novamente interpelado pela jornalista para continuar a entrevista, Santana Lopes não só se indignou pelo sucedido como ainda se recusou a continuar a entrevista. "Acho que o país está doido", uma frase do Santana Lopes, proferida durante este episódio, e que encerra de forma simples a forma como por vezes a informação é conduzida no nosso país.

Sinceramente, e independentemente de Mourinho ser ou não uma personalidade do nosso país, não deixe de ser um simples treinador de futebol. Sim, é verdade, ele conseguiu uma série de proezas desportivas, mas não deixa de ser um treinador de futebol. O futuro de nosso país não depende dos sucessos desportivos do Chelsea, do Porto, da Selecção Nacional, seja em futebol, seja a jogar ao berlinde.

É certo que a discussão na altura era referente à vida interna de um partido, mas de um partido que faz parte do arco governativo e que se reflecte no nosso panorama sócio-político, com todas as repercussões que se estendem ao nosso dia-a-dia, a bem ou a mal.

Este exemplo de "prioridade de informação" acaba por ser uma imagem do desinteresse nacional sobre a vida político-partidária a que o país esta devotado. As pessoas interessam-se mais por "pão e circo", preferindo abstrair-se da realidade concreta para mergulhar num mundo de distracções.

Mas será que a culpa é exclusivamente da comunicação social? Não, obviamente que não. Parte desta responsabilidade recai também sobre as estruturas governativas e partidárias que também não têm ajudado a credibilizar a política - e não me referio apenas à política nacional. Tem faltado aos nossos políticos - e nisso o actual governo não tem ajudado em nada - uma postura mais vertical, de princípio, que transmita uma imagem de responsabilidade que as pessoas actualmente têm dificuldades em ver.

Santana Lopes, neste episódio, demonstrou uma postura que eventualmente todos nós gostaríamos de ver mais vezes, uma imagem de insubmissão perante os interesses - ou lóbis - de terceiros.

Esta postura de Santana Lopes peca por tardia...

Minha Nossa Senhora!!

«Milagre» em Fátima: FC Porto afastado à primeira da Taça da Liga

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Gastar para pagar menos?!

Parece ridículo e contraditório mas foi, por outras palavras, o que o presidente da Galp afirmou. Esta mente brilhante da economia, que há bem pouco dias reclamava de barriga cheia, a pedir pelas alminhas para que o governo baixasse o imposto sobre os produtos petrolíferos, teve a lata de afirmar que os «combustíveis até são baratos se contarmos com descontos». Por outras palavras, gastem muito em compras para depois ter descontos em combustível, desta forma os combustíveis até ficam mais baratos que em Espanha.

Simples! As gasolineiras e os hipermercados enchem os bolsos e os portugueses continuam sobre-endividados.

Life as usual
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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Nas pegadas de Fidel

Parece que isto de ser ditador num país latino-americano pode ser bastante prejudicial para a voz, em particular, se olharmos para o tempo que eles despendem a falar em directo para a população. Pelo menos assim foi com Fidel Castro, se bem que agora mais debilitado, não passando de uma "miserável" horita a falar, e é-o agora com o Chávez.

Isto a respeito da "telemaratona" do presidente venezuelano: o seu último programa Aló, presidente durou nada mais do que oito horas, superando a sua marca de 7 horas e 46 minutos de Agosto passado («Guiness aqui vou eu!»). Durante esse tempo ele falou, cantou e até declamou um poema, num programa em que o público que assiste em directo, incluindo ministros e outras figuras do estado, têm que estar perfeitamente atentos aos desvairos presidenciais (o jornal online El Pais é mais "meigo", falando em reflexões presidenciais) porque eles podem ser inquiridos a qualquer momento, tipo professor quando pretende apanhar um aluno cábula distraído na aula.

Nada como pão e circo para apaziguar o povo.

Via A Origem das Espécies

O Silêncio

«O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo»

George Bernard Shaw

domingo, 23 de setembro de 2007

Um ano de "Dupla Personalidade"

Pois é, só agora é que reparei que a "Dupla Personalidade" da Joana faz hoje um ano. São 244 tiras a uma média, segundo a autora, de 0,7 tiras por dia (sinceramente eu gostava de ver como é que fica 70% de um tira. Sem texto? Os bonecos não tem cabeça? E ao fim de dois dias? Uma tira e mais 0,4 de outra? Estranho... :-)).

Um blog que eu recomendo vivamente a visitar.

Muitos Parabéns!!

O Cerco do Poder

Fica-se com a sensação de que está cada vez mais fechado o cerco do poder, sendo este depositado quase exclusivamente nas mãos de uma única pessoa...

Governo vai reduzir poder do PGR e da PJ

O procurador-geral da República (PGR) vai ficar sem autonomia para atribuir a uma determinada polícia uma investigação criminal.

É o que resulta da proposta de Lei da Organização da Investigação Criminal (LOIC) que o Governo está a preparar para levar à Assembleia da República (AR). Este futuro diploma vai obrigar a que o PGR, antes de tomar uma decisão daquele teor, consulte sempre o secretário--geral do Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), que depende do primeiro-ministro.

Mais, de acordo com o projecto a que o DN teve acesso, também o secretário-geral, de nomeação política e com poderes equiparados aos de secretário de Estado, pode solicitar ao PGR que a investigação de um crime seja retirada a uma polícia para ser entregue a uma outra

Desconfiem

"Desconfiem dos homens religiosos, dos seus discursos consoladores e melosos que escondem na realidade uma sede insaciável de poder"

Shafique Keshavjee, in "O Rei, o Sábio e o Bobo"